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TECNOLOGIA E PROTEÇÃO
MDHC debate limites do reconhecimento facial em ambientes escolares durante simpósio em São Paulo
Evento reuniu diferentes setores da sociedade para discutir os desafios da proteção infantojuvenil no ambiente digital (Foto: Fotos: Ricardo Matsukawa/NIC Brasil)
O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), por meio da Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (SNDCA), participou da 11ª edição do Simpósio Crianças e Adolescentes na Internet, realizado nos dias 29 e 30 de outubro, em São Paulo (SP). O evento reuniu diferentes setores da sociedade para discutir os desafios da proteção infantojuvenil no ambiente digital e propor iniciativas para torná-lo mais seguro e responsável.
O simpósio foi promovido pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), com correalização do Instituto Alana, do Centro de Ensino e Pesquisa em Inovação da Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (CEPI FGV Direito SP) e da SaferNet Brasil.
Limites éticos

- Painel com o secretário discutiu os limites éticos e legais da utilização de tecnologias de reconhecimento facial em ambientes escolares (Foto: Ricardo Matsukawa/NIC Brasil)
Para o secretário, a garantia de um ambiente escolar seguro não pode servir de justificativa para a violação de direitos fundamentais ou para a adoção de mecanismos de vigilância indiscriminada.
Fábio Meirelles ressaltou a necessidade de discutir com seriedade e cautela os limites do uso de tecnologias biométricas nas escolas, assegurando que a segurança dos estudantes seja promovida com respeito à privacidade, à dignidade e à proteção integral de crianças e adolescentes.
Atuação estratégica
Durante sua participação, o secretário também destacou o papel do MDHC na coordenação da Política Nacional de Promoção e Proteção dos Direitos da Criança e do Adolescente no Ambiente Digital, instituída pelo Decreto nº 12.880/2026. Nesse contexto, abordou a importância do Comitê Intersetorial e da construção do Plano Trienal como instrumentos para articular políticas públicas, fortalecer a atuação da rede de proteção e promover a efetivação dos direitos de crianças e adolescentes no ambiente digital.
A participação da SNDCA também contribuiu para o debate sobre os riscos de vieses algorítmicos e do uso de ferramentas de vigilância, com atenção à garantia dos direitos fundamentais de crianças e adolescentes.
Foi destacada a importância de que as políticas de segurança escolar respeitem a privacidade, a proteção de dados pessoais e o princípio da proteção integral, assegurados pela Constituição Federal, pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e pela legislação de proteção de dados pessoais, sem comprometer o desenvolvimento saudável dos estudantes.
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Texto: P.V.
Edição: F.T.
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