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COMBATE AO RACISMO
MDHC participa do lançamento da campanha Carnaval sem Racismo, do Ministério da Igualdade Racial
(Foto: Clarice Castro/MDHC)
A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, participou do lançamento da campanha Carnaval Sem Racismo nesta segunda-feira (12), no Rio de Janeiro (RJ). Iniciativa do Ministério da Igualdade Racial (MIR), a ação é voltada ao combate a práticas racistas e à prevenção de condutas como injúria racial, uso de fantasias ofensivas, violência simbólica e discriminação durante o período carnavalesco.
A campanha, que conta com o apoio do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), atuará ao longo de todo o Carnaval, tanto nos espaços de rua quanto em eventos oficiais, como blocos, ensaios, quadras e desfiles de escolas de samba. O objetivo é assegurar dignidade, cidadania e segurança à população negra, fortalecendo uma abordagem transversal de enfrentamento ao racismo.
A iniciativa dialoga diretamente com a atuação do MDHC ao integrar compromissos institucionais — como o Plano Nacional de Direitos Humanos e tratados internacionais de combate à discriminação —, sendo o enfrentamento ao racismo uma diretriz transversal do Plano.
Direitos humanos em festa popular
Durante o evento de lançamento, a ministra Macaé Evaristo destacou que pensar um Carnaval sem racismo é reconhecer o direito pleno à fruição cultural. “Muitas vezes, o Carnaval só existe para alguns segmentos da nossa população. Ou os nossos corpos são pensados apenas do ponto de vista da exploração do trabalho, e não da fruição, da vivência e da produção de toda a arte que produzimos no Carnaval”, afirmou.
Segundo a ministra, o Carnaval é expressão de identidade, cultura e pertencimento, mas também revela desigualdades estruturais. “O Carnaval também é um mecanismo de sustento para muitas das nossas famílias. Por isso, é fundamental garantir que esse momento seja vivido com dignidade, respeito e acesso aos direitos”, ressaltou.
Macaé Evaristo chamou atenção para a necessidade de ampliar a proteção social durante o período carnavalesco. “É muito importante que, nesse momento do Carnaval, a gente avance na garantia do trabalho decente e no cuidado com nossas crianças e adolescentes, para que não haja exploração sexual de crianças e adolescentes”, reforçou.
A ministra também destacou a articulação entre ministérios para fortalecer a produção cultural popular. “Precisamos, junto à ministra Anielle Franco, ao Ministério da Cultura e às entidades do Carnaval, garantir que a produção feita nas periferias, nos subúrbios, em todos os cantos do Brasil, e tenha acesso aos recursos de financiamento, que precisam ser democratizados e estar efetivamente nas mãos da nossa população”, disse.
Segundo ela, essa medida é essencial para fortalecer a cultura popular e a dignidade de quem constrói a festa. “Assim, o nosso Carnaval vai brilhar mais e vai garantir que cada pessoa do nosso povo tenha sua dignidade preservada”, completou.
Compromissos interinstitucionais
A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, ressaltou o caráter estratégico da ação. “Uma campanha como essa é fundamental para combater todas as intolerâncias que ainda existem na nossa sociedade. Ela é um pedaço do que está por vir no Ministério da Igualdade Racial. Custe o que custar, queiram ou não, a gente vai chegar e permanecer para mostrar um Brasil sem racismo”, declarou.
O presidente da Liga Independente do Grupo de Acesso do Rio de Janeiro (Liga RJ), Hugo Junior, também reforçou o compromisso do setor. “O Carnaval é a maior festa popular do mundo e não cabe racismo dentro dele. Vamos levantar essa bandeira e viver um grande Carnaval”, disse.
Para o carnavalesco e comentarista cultural Milton Cunha, o Carnaval deve ser compreendido como um direito humano. “É o direito à celebração, à cultura e ao divertimento. Nessa festa, precisamos pensar na igualdade. Ninguém é melhor do que ninguém. O talento do Carnaval vem do povo, dos saberes da vida, e isso precisa ser valorizado”, afirmou.
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Texto: E.G.
Edição: F.T.
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