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Mulheres empreendedoras dividem experiências de sucesso em webinário

Publicado em 20/11/2020 15h09 Atualizado em 20/11/2020 16h51
Mulheres empreendedoras dividem experiências de sucesso em webinário

Empreendedoras de sucesso incentivaram mulheres a trilharem o mesmo caminho ao contarem suas experiências, trajetórias e sonhos no webinário Empreenda Mulher. O bate-papo emocionante entre a titular do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), ministra Damares Alves, a secretária nacional de políticas para as mulheres, Cristiane Britto, e cinco empresárias de diversos ramos do mercado ocorreu nessa quinta-feira (19).

A ministra Damares Alves destacou que uma ideia simples, muitas vezes com o que mulheres têm em casa, pode se tornar um grande negócio. “Estou aprendendo a palavra nanoempreendedorismo. Esse é o país das nanoempreendedoras. Quando uma mulher começa vendendo bolo e coxinha, ela é a ‘nano’ que pode virar grande empresária. Somos tão espetaculares que conseguimos transformar o nada em riquezas”, afirmou.

Damares ressaltou a importância da mulher empreender durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19). “No primeiro momento pós-pandemia não terá emprego para todas, mas acredito que a força da mulher pode mudar a economia do Brasil. Ela pode mudar sua história por meio do empreendedorismo e estamos apostando nisso. É possível que a economia do Brasil passe pelas mãos das mulheres. O que você tem nas mãos para mudar a tua vida, a tua história?”, questionou.

Já a secretária nacional de políticas para as mulheres, Cristiane Britto, lembrou que ao longo dos últimos anos, o empreendedorismo feminino vem ganhando cada vez mais espaço na nossa sociedade e a promoção do debate é muito importante. “A inserção da mulher no mundo dos negócios gera transformações significativas, não apenas no campo econômico, mas também social”, disse.

Para a titular da Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres (SNPM), que promoveu o encontro online com o apoio da Virada Feminina, quando a mulher empreende e é dona do seu próprio dinheiro, passa a ter mais autonomia econômica e segurança emocional para interromper ciclos de violência contra si mesma e sua família.

“Fomentar o empreendedorismo feminino vai muito além da geração de empregos. O impacto social no fortalecimento da relação familiar e na diminuição da vulnerabilidade das mulheres em situação de violência também são consequências importantíssimas a serem consideradas. Mulheres independentes são protagonistas de suas vidas”, disse.

Relatos que inspiram

A empresária Adriana Restum, que criou e administra uma rede de loja de roupas, que está expandindo para cosméticos e maquiagens, contou que começou vendendo coxinha e pipoca e agora tem mais de 3 mil funcionários. “Empreender não é fácil. É preciso muita coragem, determinação e não ter medo. Nunca desisti e nunca deixei ninguém me derrubar. Você pode ouvir muitos nãos na vida, mas siga em frente, lute e não desista. A vitória vem, a vitória surge”, reforçou.

Já Cleusa Sodie, que empreendeu no ramo de doces, destacou a força e a importância da independência feminina para a sociedade. “A nossa independência só depende de nós. Quando damos o primeiro passo, as coisas acontecem. Saiam da zona de conforto e acreditem, mesmo sem um centavo no bolso. Você é quem dita o seu destino quando luta e vence. A independência financeira traz várias consequências. A gente pode não mudar o mundo, mas consegue fazer a vida de quem está a nossa volta melhor”, afirmou.

Durante o papo, a empresária Neura Trevisol, que hoje administra uma grife de roupas íntimas, deu a dica sobre o que mulheres não podem deixar de fazer para empreender. “Mulher tem que buscar o conhecimento e a informação, sempre”, defendeu. Ela destacou que enfrentou dificuldades para empreender por ser mulher e vir de uma cidade pequena de interior, mas que não desistiu do amor por vender. “Eu amo vender, eu vendo qualquer coisa”, disse.

Vanea Aidar, que há 17 anos largou o emprego em uma multinacional para empreender na área da saúde com foco em serviços e implantes cirúrgicos para a coluna, alegou que é preciso buscar sempre a renovação: “Para empreender é preciso ir além. Se todo mundo faz de um jeito, temos que fazer diferente. Não fique na média ou sempre vai ser mais uma. Quem pensa e consegue ter ideias vai sair da mesmice”. Ela também destacou que o sucesso tem duas premissas: o sonho a ser conquistado e a excelência no trabalho realizado.

A conversa ainda contou com o relato de Daniela Perboni. A sócia e proprietária de uma loja de chocolates e que trabalha no ramo de alimentos afirmou que o caminho do sucesso passa pela humildade e simplicidade. “Somos fortes e guerreiras. Quando queremos uma coisa, ninguém segura. A gente não precisa só de dinheiro, mas de se realizar dentro da gente. Não há nada que nos impeça de vencer. Mulheres, vocês dão conta, são fortes, precisam achar o que gostam e não ter medo”, enfatizou.

Quer saber mais sobre a história inspiradora das empresárias? Confira o bate-papo completo do webinário, transmitido pelo Youtube do MMFDH.

Olhar pelo próximo

Na oportunidade, as cinco empresárias convidadas para o webinário também destacaram os trabalhos sociais que realizam para suas comunidades e para o Brasil. As iniciativas para ajudar moradoras de rua incluem a distribuição de alimentos, capacitação e geração de empregos para mulheres em situação de vulnerabilidade social.

Trevisol, por exemplo, afirmou que deve ser montada uma empresa no arquipélago do Marajó (PA). Essa é uma iniciativa que acontece no âmbito do projeto Abrace o Marajó, coordenado pelo MMFDH. Abrace o Marajó.

Dia do Empreendedorismo Feminino

O webinário Empreenda Mulher foi um evento alusivo ao Dia Mundial do Empreendorismo Feminino. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2014, e, desde então, é celebrada por 153 países. Trata-se de um marco simbólico para apoiar a entrada de mulheres no universo corporativo.

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