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Setembro Amarelo: Simpósio expõe desafios da juventude para prevenção ao suicídio no pós-pandemia

Publicado em 16/09/2020 15h26 Atualizado em 16/09/2020 15h43
Setembro Amarelo: Simpósio expõe desafios da juventude para prevenção ao suicídio no pós-pandemia

Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados

Os desafios para a saúde mental de jovens no contexto da pós-pandemia foi o tema abordado pela secretária nacional da juventude, Emilly Coelho, no II Simpósio Nacional de Prevenção ao Suicídio e Automutilação. O evento, promovido pela Câmara dos Deputados, foi realizado nesta quarta-feira (16).

“Há uma preocupação com o agravamento da saúde mental e emocional dos jovens em decorrência do período de isolamento. Então, é algo que o Estado precisa ter muita atenção em relação a nossa juventude, que representa um quarto da população”, afirmou.

A titular da Secretaria Nacional da Juventude (SNJ) destacou que pesquisa recente, realizada em parceria com o Conselho Nacional da Juventude (Conjuve), mostrou que sete em cada dez jovens disseram que seu estado emocional piorou por causa da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Trinta e três mil jovens de todo o país foram entrevistados.

Durante o evento, ela também reforçou a divulgação da campanha “Dê um like na vida”, promovida pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) e o Ministério da Saúde. A ação tem o objetivo de estimular o jovem a compartilhar momentos com a família e amigos e a conversar mais. Com isso, fortalece a importância do diálogo e desmistifica as relações mantidas na vida virtual.

“A questão familiar influencia muito na saúde mental dos jovens. Nós chamamos a atenção para a necessidade de os pais conversarem mais com os filhos, para que os jovens deixem um pouco de lado a vida virtual e comecem a compartilhar momentos da vida real”, explicou.

Coelho alertou ainda que os jovens precisam estar atentos aos sinais dados por amigos próximos e familiares. “Nós, jovens, como parte da sociedade, também temos um papel importante para auxiliar e prevenir o suicídio e a automutilação. Devemos ficar atentos aos sinais que estão por aí. A vida é um dom divino. Estamos aqui para ouvir vocês e dizer que viver vale a pena. A cada dia podemos recomeçar”, disse.

Além da titular da SNJ, que integra a estrutura do MMFDH, participaram do evento o juiz de Direito do município de Patrocínio (MG), Serlon Silva Santos, a coordenadora e responsável técnica do Instituto Vita Alere de Prevenção e Posvenção do Suicídio, Karen Scavacini, a consultora nacional de Saúde Mental na OPAS/OMS, Catarina Magalhães Dahal, e o escritor e pesquisador Davi Lago.

O debate realizado nesta quarta é o segundo módulo do simpósio que teve início na semana passada. A titular da Secretaria Nacional da Família, Angela Gandra, participou da abertura do evento. Na oportunidade, ela pontuou algumas ações da pasta e ressaltou a importância da família para a prevenção ao suicídio. Saiba mais.

Setembro Amarelo

Em 2003, 10 de setembro foi instituído Dia Mundial da Prevenção ao Suicídio pela Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio (IASP). No Brasil, em apoio à iniciativa, o período do Setembro Amarelo tem sido marcado pela ampliação dos debates sobre a prevenção do suicídio no país.

A campanha, que ganha força neste mês, foi criada em 2015 pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). Durante 30 dias, serão promovidas atividades de conscientização.

Para dúvidas e mais informações:
juventude@mdh.gov.br

Atendimento exclusivo à imprensa:
Assessoria de Comunicação Social do MMFDH
(61) 99558-9277

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