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IPHAN NO NOVO PAC
Iphan entrega requalificação da Praça Augusto Severo em Natal (RN)
Fotos: Mariana Alves / Iphan
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) entregou, nesta quinta-feira (26/2), as obras de requalificação da Praça Augusto Severo, na Ribeira, em Natal (RN). A intervenção, realizada no âmbito do Novo PAC em parceria com o Governo do Estado do Rio Grande do Norte e a Caixa Econômica Federal, integra um projeto amplo que contempla nove praças do Centro Histórico, incluindo ainda a André de Albuquerque e a Dom Vital, inaugurada em agosto de 2025. Os investimentos superam R$ 9,9 milhões, abrangendo os bairros da Cidade Alta, Ribeira e Rocas.
A requalificação das praças do Centro Histórico de Natal visa preservar e valorizar o conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico tombado pelo Iphan em 2010, e inclui a recuperação de pisos e pavimentação, modernização da iluminação, restauração de mobiliário urbano e projetos de paisagismo.
Para a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, a entrega encerra um ciclo de espera. “A requalificação da Praça Augusto Severo se arrastava há anos. A volta do presidente Lula reacendeu a esperança para retomar a participação em programas do Governo Federal por meio do Iphan”, afirmou a governadora. Ela destacou ainda o papel técnico da autarquia: “[O Iphan] teve um papel fundamental e decisivo para que conseguíssemos integrar o projeto ao Novo PAC e viabilizar a liberação dos recursos que hoje nos permitem celebrar, em grande estilo, esta entrega e devolvê-la a quem de fato pertence: ao nosso povo.”
O presidente do Iphan, Leandro Grass também destacou o momento de retomada das políticas culturais no país. “O patrimônio cultural voltou a receber recursos, um passo fundamental. O presidente Lula vai encerrar o seu mandato com um recorde de investimentos no patrimônio cultural, mais de R$ 1 bilhão”, declarou. Grass reforçou ainda o papel dos governos estaduais e das prefeituras para que a preservação do patrimônio e a reconstrução da cultura continue avançando em todo o País.
Patrimônio edificado e memória na Cidade Alta
A missão institucional do Iphan começou pela manhã, com o Ato de Cessão da Casa do Padre João Maria à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte e uma visita técnica às obras do Casarão do Arquivo Arquidiocesano, restaurado no âmbito do Novo PAC, com investimento de mais de R$ 1 milhão.
A restauração do Casarão viabilizará a recuperação de um importante bem da memória social, religiosa e arquitetônica de Natal. Inaugurado em 1936, o antigo Dispensário Symphronio Barreto será restaurado com respeito às fachadas e aos elementos originais, com adaptações pontuais para sediar o Arquivo Diocesano. A intervenção permitirá reverter o estado de deterioração do imóvel, preservar a história local e reintegrar o bem ao circuito cultural e patrimonial do Centro Histórico.
O superintendente do Iphan no Rio Grande do Norte, João Gentil, ressaltou a importância das intervenções: “São investimentos estruturantes que ampliam a nossa capacidade de proteger e valorizar os bens culturais”.
No período da tarde, as autoridades reinauguraram a sede da Superintendência do Iphan no Rio Grande do Norte, na Ribeira. “Estamos celebrando a cultura do Brasil e entregando essa bela restauração do prédio que abriga o Iphan no Rio Grande do Norte, e que é um dos prédios mais bonitos que temos”, destacou a governadora Fátima Bezerra.
O evento foi uma grande celebração, marcada por apresentações culturais e falas sobre o processo de candidatura das Matrizes Tradicionais do Forró à Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, da Unesco. Na ocasião, o presidente do Iphan demonstrou otimismo com o processo: “A candidatura está sendo construída a muitas mãos. Temos a certeza de que muito em breve teremos esse reconhecimento, fazendo com que o Brasil seja ainda mais respeitado lá fora por meio de sua cultura”, disse Grass.
A governadora reforçou o coro pela salvaguarda: “Nós só vamos parar essa luta quando o Forró for declarado Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco. A manifestação já é Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil e agora estamos em busca desse merecido reconhecimento mundial. Falo com muito entusiasmo, como nordestina, como forrozeira. Está na nossa alma”. Para João Gentil, o movimento é de afirmação: “O Forró é resistência, é expressão viva do nosso povo. Defender o seu reconhecimento internacional é reafirmar ao mundo a grandeza da tradição nordestina”, disse o superintendente.
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