Mapeamento das Matrizes do Forró no Rio de Janeiro tem novo encontro virtual

Publicado em 10/12/2024 12:14Modificado em 17/12/2024 15:55
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As Matrizes Tradicionais do Forró foram tema de mais um encontro virtual, no dia 16 de dezembro, enfocando as quadrilhas juninas. O evento foi transmitido pelo canal da Associação de Amigos do Museu de Folclore Edison Carneiro (Acamufec) no Youtube, e está à disposição para assistir. O encontro fez parte do processo de mapeamento dessa expressão cultural no Rio de Janeiro.

Os convidados, desta vez, foram: Milton Luiz, pesquisador e produtor da Plataforma Cultura Junina; Douglas Amaral, marcador da Quadrilha Gonzagão do Pavilhão; Edgar Santos, presidente da Quadrilha Junina Unidos da Lua de Prata, de Macaé (RJ); e Eduardo Madeiro, pesquisador. A mediação será feita por Julian Andrade, professora da Geografia Humana IGEOG/Uerj Maracanã, coordenadora do Viramundo: Laboratório de Geografias Populares e pesquisadora do Projeto do Mapeamento. 

Sobre os participantes do 2º Encontro

Douglas Amaral: Mestre de Cultura Popular e Marcador da Quadrilha Gonzagão do Pavilhão.

Edgar Santos: presidente da Quadrilha Junina Unidos da Lua de Prata, de Macaé (RJ), fundada em 20/11/12, no bairro Lagomar, por jovens da comunidade. Em 2018, foi campeã do 1º Concurso de Quadrilhas Juninas do município de Casimiro de Abreu. Em 2023, ficou com a 3ª colocação no Concurso Estadual da Liga Cultural das Quadrilhas e Arraiais do Estado do Rio de Janeiro(Liquabaferj). O grupo é inspirado em quadrilhas sergipanas: Pioneiros da Roça, Unidos em Asa Branca e Xodó da Vila.

Eduardo Madeiro: professor e agente cultural, é Mestre em Cultura, Patrimônio e Sociedade pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro(UFRRJ). É pesquisador do Núcleo de Pesquisas sobre Mulheres Negras, Cultura Visual, Política e Educomunicação em Periferias Urbanas - AFRODIÁSPORAS e do Laboratório de Estudos de Gênero, Educação e Sexualidades - LEGESEX/UFRRJ. Graduado em Moda e Figurino, Artes Visuais e História, tem especialização em Artes Visuais.

Milton Luiz: pesquisador e produtor da Plataforma Cultura Junina;

Sobre os encontros

A pesquisa partiu de demanda do Coletivo de Salvaguarda das Matrizes Tradicionais do Forró do Rio de Janeiro e vem sendo desenvolvida pela Associação dos Amigos do Museu de Folclore Edison Carneiro (Acamufec), em parceria com o Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP/Iphan). 

A primeira live foi em 28 de outubro e teve a participação do cantor, compositor e poeta Marcus Lucenna, da cantora Kátia Teixeira, do músico e pesquisador Léo Rugero e dos pesquisadores e produtores culturais Jadiel Guerra e Jenesis Genuncio. Já no dia 30 de novembro, houve um encontro presencial em Aldeia Velha. 

Os encontros têm o intuito de difundir a pesquisa e aprofundar temas relacionados às dinâmicas de organização dessa expressão musical. Contam com convidados de diferentes regiões do estado que estão sendo mapeadas.

Sobre a pesquisa

Em 2021, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) reconheceu as Matrizes Tradicionais do Forró como Patrimônio Cultural do Brasil, por meio de um processo de mobilização e pesquisa que partiu de entidades culturais do Nordeste. Embora o Forró esteja profundamente associado à cultura nordestina, a potência das rádios e das gravadoras musicais, ao lado de intensas migrações que movimentaram o Brasil ao longo da segunda metade do século XX, difundiram o gênero por outras regiões brasileiras que também foram incluídas como territórios de referência onde o forró brotou raízes.

No estado do Rio de Janeiro, um coletivo de salvaguarda formado em 2022 vem dialogando com a Superintendência do Iphan no Rio de Janeiro sobre os caminhos de proteção e difusão das Matrizes Tradicionais do Forró no estado. Destas discussões, nasceu a demanda por um mapeamento para conhecer forrozeiras, forrozeiros, grupos musicais, quadrilhas juninas, escolas de música e dança, feiras e locais de apresentação, dentre outras iniciativas, que se dedicam à continuidade dos fundamentos dessa forma de expressão no Rio de Janeiro. 

Desde o início de 2024, esta pesquisa vem sendo desenvolvida pela Acamufec, com o acompanhamento do CNFCP/IPHAN e com a participação de bolsistas do curso de Produção Cultural do Polo Rio das Ostras da Universidade Federal Fluminense e do curso de Geografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Serviço:

Mapeamento das Matrizes do Forró no Estado do Rio de Janeiro

Encontros Virtuais

2º Encontro Virtual - Quadrilhas Juninas

Onde: Canal da Acamufec no Youtube

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