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III Café com Cordel destaca protagonismo feminino na literatura popular no Maranhão
Fotos: Alexandre Burity/Iphan
A Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Maranhão realizou na última quarta-feira (1/04), a terceira edição do “Café com Cordel”, reunindo cordelistas, pesquisadores e o público interessado na valorização dessa importante manifestação cultural. O evento aconteceu no auditório da Instituição, em São Luís, em alusão ao Dia Estadual do Poeta de Cordel, celebrado em 22 de março. A literatura de cordel é reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro pelo Iphan desde 2018.
Na edição de 2026, a iniciativa teve como tema “Mulheres no Cordel”, destacando a importância da participação feminina na produção, difusão e fortalecimento da literatura de cordel no estado. A proposta foi reconhecer e dar visibilidade às mulheres cordelistas, que têm papel fundamental na preservação e renovação dessa tradição cultural.
Para o superintendente substituto do Iphan no Maranhão, Raphael Pestana, “a salvaguarda da literatura de cordel no Maranhão é essencial para manter viva a nossa identidade cultural. O ‘Café com Cordel’, que chega à sua terceira edição, é uma iniciativa do Iphan pensada justamente como instrumento de valorização e difusão dessa tradição. Em 2026, destacamos a atuação feminina no cordel, reconhecendo o protagonismo de mulheres como Raimunda Frazão e Goreth Pereira, que fortalecem e renovam essa expressão cultural. Nosso compromisso é garantir que o cordel siga vivo, acessível e cada vez mais valorizado”, destacou.
Promovido pelo Iphan desde 2024, o “Café com Cordel” vem se consolidando como um espaço de encontro, troca e difusão da literatura popular maranhense. Além de celebrar a data comemorativa, o evento busca ampliar a visibilidade dos cordelistas locais, incentivando a apresentação de suas obras, declamações e cantorias, além de fomentar o debate sobre a salvaguarda desse patrimônio cultural.
Goreth Pereira destaca a importância da literatura de cordel como expressão viva da cultura maranhense. “Falar de cordel é falar de resistência, de memória e de identidade”, afirma. Segundo a poetisa, essa tradição, transmitida de geração em geração, precisa ser valorizada e preservada como patrimônio imaterial. Ela também celebra o protagonismo das mulheres cordelistas e reforça que iniciativas como o evento contribuem para fortalecer a cultura e dar voz às raízes do povo maranhense.
A data homenageia o poeta Jeremias Pereira da Silva, conhecido como Gerô, referência da literatura de cordel no Maranhão. Em sua terceira edição, o evento reforça o compromisso institucional com a valorização da cultura popular e com o fortalecimento das políticas de preservação do patrimônio imaterial, especialmente ao reconhecer o protagonismo das mulheres na construção dessa tradição.
Segundo o antropólogo da Superintendência do Iphan no Maranhão, Rafael Gaspar, “a terceira edição do Café com Cordel é uma iniciativa que busca valorizar e difundir a literatura de cordel no estado, ampliando sua presença na sociedade e reconhecendo o trabalho dos cordelistas maranhenses. O evento também tem como objetivo fortalecer parcerias institucionais e incentivar ações de pesquisa, produção e promoção dessa manifestação cultural, contribuindo para consolidar o cordel como parte fundamental da identidade e do calendário cultural do Maranhão”, destacou ele.Mais informações
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