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PATRIMÔNIO IMATERIAL
Recife (PE) sedia última etapa de escuta para a elaboração do Plano de Salvaguarda da Capoeira de Pernambuco
Foto: Silla Cadengue/Fundarpe
Mestres, pesquisadores e praticantes da capoeira se reuniram, neste sábado (21/03), para o Fórum de Salvaguarda da Capoeira de Pernambuco, realizado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em parceria com a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe). O encontro, sediado no Museu do Estado de Pernambuco, no Recife (PE), representou a última etapa de escuta presencial para a construção do Plano de Salvaguarda da Capoeira no estado.
O fórum teve como foco validar e aprofundar as contribuições colhidas ao longo de uma série de encontros realizados nas quatro macrorregiões pernambucanas. Ao longo dos últimos meses, cidades como Palmares, Igarassu, Caruaru, Arcoverde e Salgueiro sediaram debates que ajudaram a mapear demandas, desafios e propostas para a preservação dessa manifestação cultural.
A programação no Recife seguiu uma metodologia participativa, com abertura institucional, mesas temáticas organizadas a partir dos eixos de salvaguarda da roda de capoeira, grupos de trabalho e uma plenária final. O formato favoreceu a troca de experiências e a consolidação de encaminhamentos a partir das realidades locais, respeitando a diversidade de contextos em que a capoeira se desenvolve no estado.
O plano de salvaguarda já se encontra em fase de conclusão, resultado de um processo de mobilização iniciado ainda em 2014. A parceria com a Fundarpe, viabilizada por meio de emenda parlamentar, foi fundamental para impulsionar a etapa atual, garantindo a realização dos fóruns e o avanço na sistematização das propostas.
“Essa etapa dos fóruns foi essencial para ouvir diretamente mestres e mestras de capoeira, colocando suas vozes no centro das decisões e da construção do Plano. Trata-se de um processo contínuo, que reforça a importância de uma política construída com participação social e atenta às realidades dos detentores”, afirmou a historiadora e técnica do Iphan, Thamires Neves.
Como instrumento de gestão compartilhada, o plano busca garantir a continuidade e a sustentabilidade da capoeira como bem cultural registrado pelo Iphan. Em Pernambuco, assim como em outros estados, a construção de um plano próprio considera as especificidades locais dessa prática, reconhecendo sua diversidade e suas diferentes formas de organização.
Após o fórum no Recife, o próximo passo será a abertura de uma consulta pública, prevista para o mês de abril, que permitirá ampliar ainda mais a participação social. Nesse período, a comunidade capoeirista poderá validar e contribuir com o conteúdo do documento.
Na sequência, as equipes técnicas do Iphan e da Fundarpe darão início à etapa de sistematização e consolidação das contribuições reunidas. A expectativa é que o Plano de Salvaguarda da Capoeira de Pernambuco seja finalizado e publicado ainda no primeiro semestre de 2026.
Mais informações
Assessoria de Comunicação Iphan - comunicacao@iphan.gov.br
Ana Carla Pereira – carla.pereira@iphan.gov.br
