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ARTE E PATRIMÔNIO
Paço Imperial dá início às comemorações dos 40 anos com debate sobre memória e arte contemporânea
Foto: Ana Carla Pereira/Iphan
Neste sábado (28/3), o Centro Cultural do Patrimônio Paço Imperial, unidade especial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), realizou a mesa de abertura da exposição “Constelações - 40 anos do Paço Imperial”, reunindo especialistas e gestores para refletir sobre a trajetória do edifício e seu papel na cultura brasileira.
Participaram do encontro o diretor do Departamento de Patrimônio Material (Depam/Iphan), Andrey Schlee; a diretora do Paço Imperial, Claudia Saldanha; a diretora do Departamento de Articulação, Fomento e Educação (Dafe/Iphan), Cejane Muniz; e o arquiteto Glauco Campello, responsável pela última grande restauração do prédio.
Ao longo da mesa, os participantes destacaram a relevância histórica do Paço Imperial para o país e seu processo de transformação, em 1985, quando, após um amplo restauro, passou a funcionar como centro cultural vinculado ao Iphan. Mais do que um espaço expositivo, o Paço se consolidou como um polo de pesquisa, produção de conhecimento e difusão de manifestações artísticas e intelectuais.
Para Andrey Schlee, o equipamento cultural mantém uma função estratégica ao articular passado e presente.
“Esse é o papel deste lugar: estabelecer o diálogo entre a arte contemporânea e aquilo que preservamos da nossa história. Quarenta anos depois, celebramos um projeto que deu certo, tanto do ponto de vista arquitetônico quanto como centro cultural, e que deve permanecer como um espaço constante de reflexão sobre a produção artística e a memória do Brasil”, afirmou Schlee.
A diretora Claudia Saldanha ressaltou a proposta curatorial da exposição, que rompe com hierarquias tradicionais ao reunir artistas de diferentes linguagens e trajetórias.
“Uma das primeiras decisões da curadoria foi reunir artistas populares e eruditos em uma mesma exposição, sem divisões. Essa ideia de constelação reflete o encontro de diferentes pensamentos que, embora pareçam distantes, fazem parte de um mesmo conjunto”, destacou.
Disponível para visitação até 7 de junho, a exposição coletiva ocupa 12 salões e os dois pátios internos do edifício histórico, com cerca de 160 obras de mais de 100 artistas de diferentes gerações. A mostra tem curadoria compartilhada entre a diretora do Paço Imperial, Claudia Saldanha, e o professor da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Ivair Reinaldim, em parceria com a equipe da instituição.
A programação em comemoração aos 40 anos do Paço Imperial inclui mesas de debate com a participação de ex-diretores da instituição, como Lauro Cavalcanti e Sérgio Duarte, além de Claudia Saldanha, em discussões sobre as diferentes gestões e os momentos que marcaram a história do espaço. Também estão previstas outras mesas-redondas, como encontros entre artistas e curadores, em datas ainda a serem confirmadas.
Mais informações
Assessoria de Comunicação Iphan - comunicacao@iphan.gov.br
Ana Carla Pereira – carla.pereira@iphan.gov.br

