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CAPACITAÇÃO
Iphan promove minicurso para ampliar acesso do Jongo capixaba a editais de fomento cultural
Foto: Luan Faitanin Volpato
Detentores e detentoras do Jongo do Espírito Santo participaram, na última sexta-feira (20/2), de uma atividade de capacitação promovida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), voltada ao fortalecimento do acesso às políticas públicas de cultura. O minicurso “Análise dos Editais 2025 Funcultura/PNAB - Identificando as Oportunidades de Fomento para o Jongo/Caxambu do ES” foi realizado em modalidade remota e contou com a participação de integrantes de grupos, coletivos e associações jongueiras de diferentes regiões do estado.
A iniciativa teve como objetivo apresentar e analisar os editais estaduais de 2025, especialmente aqueles vinculados ao Fundo de Cultura do Estado (Funcultura) e à Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), destacando caminhos possíveis para que comunidades detentoras deste saber cultural ampliem sua participação nos mecanismos públicos de financiamento cultural.
Ministrado pelo historiador e técnico do Iphan Marcelo Murilo, o encontro adotou uma abordagem prática e acessível, combinando exposição dialogada, leitura comentada de trechos dos editais, imagens e troca de experiências entre os participantes. Ao longo da atividade, foram discutidos formatos de projetos possíveis, critérios de enquadramento e estratégias para adequar ações culturais às linhas de fomento disponíveis, sempre com exemplos relacionados às práticas do Jongo e Caxambu.
Reconhecido como um dos mais importantes bens do patrimônio cultural imaterial capixaba, o Jongo é marcado pela transmissão oral de saberes, pela forte dimensão comunitária e pela relação direta com os territórios tradicionais. Apesar dos avanços nas políticas de salvaguarda, muitos grupos ainda enfrentam desafios técnicos e informacionais para acessar editais públicos, cenário que motivou a realização do minicurso.
“O fortalecimento do acesso aos editais possibilita melhores condições para a manutenção das rodas, a confecção de indumentárias, a aquisição e conservação de instrumentos, a realização de encontros comunitários e, sobretudo, a transmissão intergeracional dos saberes e fazeres associados ao Jongo”, avaliou Marcelo Murilo.
Ainda segundo o técnico, entre os resultados esperados estão o incentivo à participação dos grupos nas seleções públicas, a qualificação das propostas apresentadas e o fortalecimento da autonomia das comunidades no acesso às políticas públicas de fomento cultural.
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Assessoria de Comunicação Iphan - comunicacao@iphan.gov.br
Ana Carla Pereira – carla.pereira@iphan.gov.br