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Iphan promove Comitê de Salvaguarda das Parteiras Tradicionais em Macapá (AP)
Foto: Iphan.
m diversas regiões do Brasil, o nascimento de uma criança ainda é realizado por parteiras tradicionais. Seus saberes, transmitidos entre gerações, reúnem prática, observação e ensinamentos das mais velhas, além de crenças e vivências pessoais. Para valorizar esse ofício, reconhecido como patrimônio cultural do Brasil desde 2024, e suas detentoras, no dia 31 de março, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) sediou, na superintendência do Amapá, a formação do Comitê de Salvaguarda das Parteiras Tradicionais.
O evento contou com uma palestra de Marina Coutinho, Coordenadora-Geral de Promoção e Sustentabilidade do Iphan. Ela explicou às participantes que as ações de salvaguarda realizadas pelo órgão são medidas para proteger, valorizar e garantir a continuidade e transmissão de um bem cultural imaterial. “Após a deliberação das detentoras sobre como elas querem se organizar como coletivo, o Iphan dialoga baseado nos critérios delas e explica como irão funcionar as reuniões de construção de plano de salvaguarda no futuro”, afirma Marina, destacando o protagonismo das detentoras.
A presidente Estadual das Parteiras Tradicionais, Maria Luiza Dias, ressalta o sonho das detentoras em passar esses saberes para as próximas gerações: “Hoje está sendo a realização de um sonho, a criação do comitê. Para nós, vai ser um ponto muito importante, porque assim como nós aprendemos esse dom de ser parteira com as nossas avós, com a nossa mãe, nós deixamos para as próximas gerações”.
Comitê de Salvagurada: protagonismo das detentoras
A formação do comitê faz parte das Recomendações e Diretrizes para Salvaguarda do Dossiê que instruiu o processo de registro do bem. O dossiê congrega três linhas de ação visando à melhoria das condições de atuação das parteiras tradicionais e a promoção da sustentabilidade de seus conhecimentos:
Eixo 1 - Articulação e Mobilização Social: prevê reuniões locais de mobilização a partir de associações existentes; articulação com a esfera legislativa e local; ampliação de ações de pesquisa e documentação sobre o ofício nos estados onde, não foi possível realizar pesquisa de campo na etapa da instrução técnica.
Eixo 2 - Ações participativas para identificação: prevê ações de mapeamento de
grupos de parteiras e o fortalecimento dessas instâncias através de encontros, cursos, palestras, eventos. Está sendo proposta, ainda, a criação de um Cadastro Nacional de Parteiras Tradicionais, em formato participativo.
Eixo 3 - Difusão e reconhecimento: propõe publicação e difusão de materiais resultantes da instrução técnica; incentivo à criação de editais de premiação para as parteiras tradicionais e para ações e projetos de Salvaguarda; promoção de atividades de repasse e compartilhamento dos conhecimentos em instituições de ensino formal.
Ofício, saberes e práticas das parteiras tradicionais do Brasil
O registro do bem ocorreu em maio de 2024. Parteiras tradicionais são mulheres reconhecidas por suas comunidades pelo cuidado com a gestação, o parto e o pós-parto. Seu trabalho oferece não apenas assistência física, mas também apoio emocional e vínculo comunitário. Há parteiras que relatam terem feito mais de dois mil partos durante toda sua vida, trazendo muitas vidas através de saberes e conhecimentos ancestrais.
Para saber mais sobre o Ofício, saberes e práticas das parteiras tradicionais do Brasil, acesse a plataforma Bem Brasileiro e confira, abaixo, o vídeo do dossiê de registro!
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