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Iphan participa de seminário sobre Casa Azul, lugar de memória da Guerrilha do Araguaia, em Marabá (PA)
Foto: Iphan.
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) participou do seminário "Casa Azul: um lugar de memória para o Brasil", nesta sexta-feira (27/3), no município de Marabá (PA), sendo representado pela superintendente do Pará, Cristina Vasconcelos. O evento foi dedicado a promover reflexões sobre memória, verdade e justiça em relação às graves violações de direitos humanos que ocorreram durante a Ditadura Militar no Brasil, especificamente nos episódios relacionados à Guerrilha do Araguaia.
O objeto central do seminário é a Casa Azul, imóvel localizado em Marabá que foi cenário de prisões ilegais, torturas e desaparecimentos entre os anos de 1972 e 1974, período em que o Estado brasileiro empreendeu operações militares de repressão à guerrilha. O local é reconhecido pela comunidade como um significativo lugar de memória do regime ditatorial na Região Amazônica.
Processo de tombamento: sítios de memória sensível
Um dos principais tópicos apresentados no seminário foi a retomada das discussões técnicas e políticas em torno do processo de tombamento da Casa Azul pelo Iphan.
Para a superintendente Cristina Vasconcelos, a participação do Iphan está alinhada às prioridades do governo federal, uma vez que preservar esse patrimônio significa contar a história do Brasil e garantir que períodos difíceis da memória nacional nunca se repitam. "Precisamos reconhecer, registrar e tombar os lugares de memória da Ditadura Militar, como a Casa Azul, para que as torturas nunca mais aconteçam e para que o Brasil continue um país democrático, onde as pessoas vivam livres e soberanas, conforme a Constituição. Isso nos remete ao tombamento do DOPS, no Rio de Janeiro, ocorrido no ano passado", concluiu.
Iniciando a programação, o Iphan realizou uma visita técnica nas dependências da Casa Azul, procedimento essencial para subsidiar as avaliações de preservação e o reconhecimento formal do imóvel como patrimônio. Durante a tarde, a superintendência regional participou da mesa-redonda intitulada "Lugares de memória da Ditadura Militar e o caso da Casa Azul", onde foram debatidos os critérios técnicos e os desafios para a preservação do local.
A participação do Iphan no seminário reafirma o compromisso com a salvaguarda dos lugares de memória, reconhecendo que a proteção desses espaços é parte da política de preservação do patrimônio cultural brasileiro e da construção da memória coletiva do país.
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