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EDUCAÇÃO SUPERIOR
MEC visita Campus Bagé da Universidade Federal do Pampa
Foto: Luís Fortes/MEC
O Ministério da Educação (MEC) visitou, nesta terça-feira, 24 de março, as instalações do Campus Bagé da Universidade Federal do Pampa (Unipampa). A equipe da pasta esteve no Bloco Acadêmico V para conhecer os Laboratórios de Operações Unitárias e de Análises Químicas, Ambientais e Toxicológicas. A agenda incluiu um encontro com a comunidade acadêmica e almoço no Restaurante Universitário (RU), reforçando o diálogo e a proximidade com os estudantes e servidores do campus. Ao todo, a Unipampa recebe um investimento de R$ 21,8 milhões em obras do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC).
No evento, o ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que tem percorrido universidades em todo o país para conhecer suas estruturas. Segundo ele, essas instituições respondem por 90% da pesquisa científica no Brasil e ampliam oportunidades para a população, para além da graduação. “Por isso, estamos trabalhando cada vez mais para aumentar os investimentos e recompor o orçamento. Só aqui na Unipampa, por meio do Novo PAC, são quase R$ 22 milhões em recursos para melhorar a infraestrutura, ampliar a oferta de vagas e criar o curso de medicina no Campus Bagé. Também vamos comprar um novo prédio, aqui em Bagé, para implementar a nova sede da reitoria da universidade”, disse. Além do curso de medicina, Santana também anunciou a criação do curso de Ciência de Dados e Inteligência Artificial no Campus Bagé da Unipampa.
São quase R$ 22 milhões em recursos para melhorar a infraestrutura, ampliar a oferta de vagas e criar o curso de medicina no Campus Bagé. Também vamos comprar um novo prédio para implementar a nova sede da reitoria da universidade.” Camilo Santana, ministro da Educação
“A Unipampa surgiu há mais de 20 anos, com o objetivo de ampliar a oferta de educação superior na região, e já transformou as vidas de mais de 18 mil pessoas”, declarou o reitor da instituição, Edward Frederico Castro. “Os investimentos anunciados aqui permitirão que a universidade continue crescendo e facilitando o acesso à educação superior pública, gratuita e de qualidade.”
O Bloco Acadêmico V, que teve um custo total de R$ 6,69 milhões, foi majoritariamente viabilizado por recursos do próprio ministério ao longo dos anos, somada a uma contrapartida de R$ 167,5 mil da universidade. A entrega definitiva do prédio, no entanto, foi assegurada graças a um investimento estratégico de aproximadamente R$ 1,2 milhão proveniente do Novo PAC.
A estrutura é composta por três pavimentos e tem uma área de 4.388,44 m². O prédio conta com 19 laboratórios, oito salas administrativas e duas salas de videoconferência, o que permitirá a instalação definitiva dos cursos de química (licenciatura), engenharia de alimentos (bacharelado) e engenharia química (bacharelado). O espaço foi inaugurado em 2025, após mais de 10 anos com as obras paradas, trazendo melhores condições de infraestrutura para o desenvolvimento das atividades de ensino, pesquisa, extensão e inovação do campus Bagé.
A aluna de pós-graduação em engenharia química, Elizandre Machado, ressaltou a posição estratégica dos laboratórios para a região. Segundo ela, no Pampa, é possível ter acesso, com facilidade, a resíduos industriais que seriam descartados em um primeiro momento. “Com o laboratório, conseguimos transformar esses materiais e atribuir valor agregado ao que antes seria jogado no lixo. Assim, pegamos os restos de uva, de azeitonas e de outros produtos para criar extratos ricos em propriedades antioxidantes e biofilmes para fazer embalagens e curativos para diversos tipos de feridas”, complementou.
Também estudante de pós-graduação em engenharia química, Larissa Perez, destacou o papel dos laboratórios para aproximar a universidade da comunidade local. “Também temos projetos de extensão que permitem unir universidade e escolas da região, tanto públicas quanto privadas. Por meio desses projetos, conseguimos levar jogos e produtos que explicam as atividades desenvolvidas nos laboratórios a partir dos resíduos, estimulando os jovens a ingressarem no ensino superior e a permanecerem na região”, concluiu.
Na mesma linha, a professora do curso de engenharia de alimentos, Catarina Mota, explicou como o investimento na Unipampa é fundamental para a região. Ela disse que nasceu em Bagé, mas que não conseguiu fazer um curso de graduação porque não havia universidade pública na cidade. “Agora, quando vamos nas escolas e nos projetos de extensão, sempre passamos a ideia de que não é mais preciso sair de casa para cursar o ensino superior. Temos uma universidade equipada e adequada para os novos tempos e vivemos em um local onde há uma gama de indústrias que facilitam bastante o desenvolvimento dos trabalhos dentro da universidade, por isso não é mais necessário ir para os grandes centros para se formar”, completou.
Novos espaços – O Laboratório de Operações Unitárias reúne equipamentos estratégicos que permitem a reprodução, em escala de bancada, de etapas características de processos industriais, favorecendo a articulação entre fundamentos teóricos e aplicações práticas. No local, são atendidos diferentes cursos e níveis de formação, o que contribui para a formação mais completa dos alunos e promove o aproveitamento de recursos locais, a valorização de resíduos e o fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis.
Já o Laboratório de Análises Químicas Ambientais e Toxicológicas é um espaço para atuação interdisciplinar em química analítica, bioquímica e toxicologia. O local é utilizado para identificação de contaminantes ambientais e para a criação de soluções sustentáveis, como a fitorremediação de pesticidas e fármacos em água. Também são analisados neurotransmissores e marcadores de estresse oxidativo e investigados os compostos bioativos de plantas.
Unipampa – A Universidade Federal do Pampa foi criada em 2008, no âmbito do Programa de Expansão das Universidades Federais, após acordo técnico entre o MEC, a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e a Universidade Federal de Pelotas (UFPel). O objetivo da nova instituição era ampliar o acesso à educação superior na metade sul do Rio Grande do Sul, permitindo que jovens permanecessem na região, e minimizar o processo de estagnação econômica, promovendo o desenvolvimento local.
Atualmente, a Unipampa conta com dez campi: Bagé; Itaqui; Santana do Livramento; São Borja; Uruguaiana; Alegrete; São Gabriel; Caçapava do Sul; Jaguarão; e Dom Pedrito. Aproximadamente 8,6 mil alunos estão matriculados nos 77 cursos de graduação ofertados pela universidade, enquanto quase mil estudantes fazem parte dos 22 programas de pós-graduação.
Investimentos – Por meio do Novo PAC, o MEC investirá cerca de R$ 5,5 bilhões na expansão e consolidação das universidades federais e dos hospitais universitários de todo o Brasil. O aporte é utilizado para começar, retomar e finalizar obras da educação superior, para construir novos campi e para fortalecer as estruturas das unidades de saúde focadas na assistência e no ensino. Na Unipampa, o MEC repassará cerca de R$ 21,8 milhões para obras estruturais nos dez campi.
Resumo | Mais educação para o Rio Grande do Sul
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)