Como Funciona
O Programa de Mobilidade Acadêmica Regional para Cursos Acreditados pelo Sistema ARCU-SUL (MARCA) funciona com base na cooperação entre instituições de ensino superior (IES) públicas e privadas dos países membros e associados do Mercosul, cujos cursos de graduação foram previamente acreditados pelo Sistema ARCU-SUL. A participação no programa é voluntária e ocorre por meio da assinatura de um termo de compromisso.
Para participar, os cursos de graduação das respectivas instituições devem estar acreditados no Sistema ARCU-SUL, mecanismo permanente de acreditação de cursos cuja operacionalização, no Brasil, é de responsabilidade do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). Em seguida, os cursos acreditados se associam por meio de projetos acadêmicos que devem ser integrados por cursos de, no mínimo, três países distintos. Depois de estabelecida a coordenação do projeto (acadêmica e institucional), são planejados os fluxos de intercâmbios e as atividades a serem desenvolvidas ao longo da mobilidade.
A seleção de projetos para o Programa MARCA é realizada a cada três anos pelo Grupo de Trabalho do Sistema de Mobilidades do Mercosul (GTSIMMERCOSUL), sob supervisão da Comissão de Área de Educação Superior (CAES) do Setor Educacional do Mercosul (SEM). Uma vez aprovados, os projetos recebem apoio institucional.
A seleção dos estudantes e docentes participantes é responsabilidade das próprias instituições envolvidas em cada projeto, com base em critérios definidos pelo Programa e pelas próprias instituições. Durante a mobilidade, os participantes desenvolvem atividades acadêmicas compatíveis com seu curso de origem, com a garantia de reconhecimento dos créditos obtidos na instituição de destino.
O programa prioriza a qualidade acadêmica, o fortalecimento da integração regional e a construção de um espaço comum de educação superior no Mercosul. Além de favorecer o desenvolvimento acadêmico e profissional dos participantes, o MARCA também incentiva o compartilhamento de boas práticas institucionais, a internacionalização das IES e o aperfeiçoamento dos processos de ensino, aprendizagem e avaliação na região.