Pesquisa Nacional de Saúde do Estudante
A Pesquisa Nacional da Saúde do Escolar – PeNSE é uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação que tem como objetivo compreender a saúde e o bem-estar dos estudantes adolescentes em todo o Brasil.
É uma pesquisa por amostragem, onde são coletados dados sobre diversos aspectos da vida dos adolescentes na faixa etária de 13 a 17 anos, corroborando para a compreensão da frequência e distribuição de fatores de risco e proteção para doenças crônicas não transmissíveis. São investigadas questões de saúde relacionados à saúde mental, vacinação, prevenção das IST e situações de violência e conflitos. Além disso, também são coletadas informações sobre o ambiente escolar.
A amostra é desenhada a partir do cadastro das escolas públicas e privadas fornecido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), de modo a ser representativa em nível nacional. Com os resultados da PenSE, os profissionais dos setores de saúde e educação dispõe de informações para avaliação de um conjunto de políticas destinadas também ao ambiente escolar.
A Pesquisa Nacional da Saúde Escolar desempenha um papel fundamental no desenvolvimento de políticas públicas destinadas a melhorar a saúde de todos os adolescentes brasileiros. Também identifica as questões prioritárias para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas para a promoção da saúde em escolares, em especial o Programa Saúde na Escola (PSE). Além disso, a PeNSE contribui para que a sociedade em geral conheça melhor as necessidades e realidades dos adolescentes, provendo informações sobre questões de saúde que afetam essa fase importante do desenvolvimento humano.
Dados Regionais
No ano de 2024, o projeto de fortalecimento do Programa Saúde na Escola intitulado “Fortalece PSE” (uma parceria construída entre a Universidade Federal de Goiás, Universidade Federal do Sul da Bahia e Ministério da Saúde, com apoio do Ministério da Educação) construiu uma série de relatórios regionais consolidando os dados da PenSE 2019 para utilização em capacitação dos gestores do GTI-E. Estes relatórios sintetizam as informações coletadas em infográficos, integrado outros dados relacionados ao panorama do Programa Saúde na Escola por Unidade da Federação.
| Relatório consolidado da PenSE por Região |
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Objetivos da PenSE
- Identificar os fatores que afetam a saúde dos estudantes: Ao analisar os hábitos e comportamentos dos estudantes, a PeNSE distingue tanto os elementos que favorecem a saúde quanto os perigos que podem prejudicar o bem-estar dos adolescentes.
- Compreender a situação da saúde dos adolescentes: O estudo visa aprofundar o conhecimento sobre os diversos aspectos da saúde dos adolescentes brasileiros, reunindo dados cruciais para a elaboração de políticas públicas e iniciativas voltadas à promoção da saúde nessa fase da vida.
- Acompanhar as mudanças ao longo do tempo: A pesquisa desempenha um papel essencial no monitoramento das tendências de saúde e comportamento dos adolescentes no Brasil. Essa análise temporal permite avaliar as transformações nos padrões e oferece subsídios para ajustar e aperfeiçoar as políticas públicas existentes.
Temas Abordados
O questionário da PeNSE abrange uma vasta gama de temas relacionados à saúde e ao bem-estar dos adolescentes, incluindo:
- Saúde Física: Avaliação dos hábitos alimentares, da prática de atividades físicas, dos padrões de sono, da ocorrência de obesidade e de outros indicadores relacionados à saúde do corpo.
- Saúde Mental e Emocional: Investigação do bem-estar psicológico dos adolescentes, incluindo sintomas de ansiedade, depressão, autoestima e qualidade dos relacionamentos interpessoais.
- Comportamentos de Risco: Análise de ações que podem prejudicar a saúde, como o uso de álcool, tabaco e outras drogas, o início precoce da vida sexual, a exposição à violência e ao bullying, e o acesso a armas.
- Fatores Socioeconômicos e Ambientais: Consideração de como aspectos como a renda familiar, o acesso a serviços de saúde, condições climáticas, território e as condições de moradia afetam a saúde dos adolescentes.
- Ambiente Escolar: Coleta de informações sobre as características do ambiente escolar que podem influenciar a saúde dos adolescentes, incluindo questões sobre clima e convivência escolar, alimentação, atividade física e segurança.
A coleta de dados da PeNSE se baseia em dois tipos de questionários: um para a escola e outro para o estudante. A análise conjunta das informações individuais e do contexto escolar permite identificar os principais fatores que moldam os hábitos e comportamentos dos estudantes.
Histórico da PeNSE
Desde a sua criação em 2009, a Pesquisa Nacional da Saúde Escolar (PeNSE) tem passado por aprimoramentos, expandindo seu alcance e incorporando novas metodologias para oferecer um panorama cada vez mais completo da saúde dos adolescentes em todo o Brasil.
- 2009: A primeira edição da PeNSE envolveu a participação de 63.411 estudantes do 9º ano do ensino fundamental, de 1.453 escolas públicas e privadas localizadas nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal.
- 2012: A pesquisa ampliou sua cobertura geográfica, alcançando 109.104 estudantes do 9º ano em 2.842 escolas. Além das 26 capitais e do Distrito Federal, outros municípios foram incluídos para garantir a representatividade dos resultados nas cinco grandes regiões do país.
- 2015: A terceira edição da PeNSE passou a incluir estudantes de 13 a 17 anos, com o objetivo de comparar os indicadores gerados pela pesquisa com dados monitorados internacionalmente. A representatividade dos indicadores foi mantida para as capitais, o Distrito Federal e as grandes regiões. Adicionalmente, foram realizadas medições de peso e altura para calcular o Índice de Massa Corporal (IMC), fornecendo dados mais precisos sobre o estado nutricional dos adolescentes.
- 2019: A quarta edição da pesquisa trouxe importantes novidades, como a inclusão de novos indicadores e a expansão da amostra de estudantes de 13 a 17 anos para obter informações detalhadas por grandes regiões, unidades da federação e municípios das capitais. Os resultados mantiveram a comparabilidade com edições anteriores em relação aos estudantes do 9º ano do ensino fundamental.
- 2022: Foi publicado o relatório "2009-2019 Análise de indicadores comparáveis dos escolares do 9º ano do ensino fundamental". Essa publicação analisou a evolução de indicadores de saúde comparáveis entre estudantes do 9º ano no período de 2009 a 2019. Com foco em estudantes de 13 a 17 anos de escolas públicas e privadas nas capitais, a pesquisa buscou identificar fatores de risco e proteção para a saúde durante a adolescência, fase crucial para a formação de hábitos que influenciam o desenvolvimento de Doenças Crônicas Não Transmissíveis. A análise utilizou novas metodologias para compreender as tendências de saúde antes da pandemia de COVID-19 e para auxiliar no planejamento de políticas sociais que abordem as desigualdades e vulnerabilidades dos adolescentes brasileiros. Os resultados completos estão disponíveis no site do IBGE.
- 2024: A quinta edição da pesquisa foi realizada em 2024. Além de manter os módulos já existentes, o questionário da 5ª edição foi revisado para incluir temas atuais, como pobreza menstrual e bullying, e para aprimorar a compreensão de questões já abordadas, como o uso de cigarros eletrônicos e drogas, o consumo alimentar, a higiene e a saúde bucal. Em uma amostra selecionada, também está sendo realizada a antropometria.
Os relatórios completos e as tabelas e microdados da pesquisa estão disponíveis para acesso no site do IBGE.