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Pesquisa Nacional de Saúde do Estudante

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Atualizado em 11/02/2026 07h35

A Pesquisa Nacional da Saúde do Escolar – PeNSE é uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação que tem como objetivo compreender a saúde e o bem-estar dos estudantes adolescentes em todo o Brasil. 

É uma pesquisa por amostragem, onde são coletados dados sobre diversos aspectos da vida dos adolescentes na faixa etária de 13 a 17 anos, corroborando para a compreensão da frequência e distribuição de fatores de risco e proteção para doenças crônicas não transmissíveis. São investigadas questões de saúde relacionados à saúde mental, vacinação, prevenção das IST e situações de violência e conflitos. Além disso, também são coletadas informações sobre o ambiente escolar. 

A amostra é desenhada a partir do cadastro das escolas públicas e privadas fornecido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), de modo a ser representativa em nível nacional. Com os resultados da PenSE, os profissionais dos setores de saúde e educação dispõe de informações para avaliação de um conjunto de políticas destinadas também ao ambiente escolar. 

A Pesquisa Nacional da Saúde Escolar desempenha um papel fundamental no desenvolvimento de políticas públicas destinadas a melhorar a saúde de todos os adolescentes brasileiros. Também identifica as questões prioritárias para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas para a promoção da saúde em escolares, em especial o Programa Saúde na Escola (PSE). Além disso, a PeNSE contribui para que a sociedade em geral conheça melhor as necessidades e realidades dos adolescentes, provendo informações sobre questões de saúde que afetam essa fase importante do desenvolvimento humano. 

Dados Regionais 

No ano de 2024, o projeto de fortalecimento do Programa Saúde na Escola intitulado “Fortalece PSE” (uma parceria construída entre a Universidade Federal de Goiás, Universidade Federal do Sul da Bahia e Ministério da Saúde, com apoio do Ministério da Educação) construiu uma série de relatórios regionais consolidando os dados da PenSE 2019 para utilização em capacitação dos gestores do GTI-E. Estes relatórios sintetizam as informações coletadas em infográficos, integrado outros dados relacionados ao panorama do Programa Saúde na Escola por Unidade da Federação. 

Relatório consolidado da PenSE por Região

Região Norte 

Região Nordeste 

Região Centro-Oeste 

Região Sul e Sudeste 

Objetivos da PenSE 

  • Identificar os fatores que afetam a saúde dos estudantes: Ao analisar os hábitos e comportamentos dos estudantes, a PeNSE distingue tanto os elementos que favorecem a saúde quanto os perigos que podem prejudicar o bem-estar dos adolescentes. 
  • Compreender a situação da saúde dos adolescentes: O estudo visa aprofundar o conhecimento sobre os diversos aspectos da saúde dos adolescentes brasileiros, reunindo dados cruciais para a elaboração de políticas públicas e iniciativas voltadas à promoção da saúde nessa fase da vida. 
  • Acompanhar as mudanças ao longo do tempo: A pesquisa desempenha um papel essencial no monitoramento das tendências de saúde e comportamento dos adolescentes no Brasil. Essa análise temporal permite avaliar as transformações nos padrões e oferece subsídios para ajustar e aperfeiçoar as políticas públicas existentes.   

Temas Abordados 

O questionário da PeNSE abrange uma vasta gama de temas relacionados à saúde e ao bem-estar dos adolescentes, incluindo: 

  • Saúde Física: Avaliação dos hábitos alimentares, da prática de atividades físicas, dos padrões de sono, da ocorrência de obesidade e de outros indicadores relacionados à saúde do corpo. 
  • Saúde Mental e Emocional: Investigação do bem-estar psicológico dos adolescentes, incluindo sintomas de ansiedade, depressão, autoestima e qualidade dos relacionamentos interpessoais. 
  • Comportamentos de Risco: Análise de ações que podem prejudicar a saúde, como o uso de álcool, tabaco e outras drogas, o início precoce da vida sexual, a exposição à violência e ao bullying, e o acesso a armas. 
  • Fatores Socioeconômicos e Ambientais: Consideração de como aspectos como a renda familiar, o acesso a serviços de saúde, condições climáticas, território e as condições de moradia afetam a saúde dos adolescentes. 
  • Ambiente Escolar: Coleta de informações sobre as características do ambiente escolar que podem influenciar a saúde dos adolescentes, incluindo questões sobre clima e convivência escolar, alimentação, atividade física e segurança. 

A coleta de dados da PeNSE se baseia em dois tipos de questionários: um para a escola e outro para o estudante. A análise conjunta das informações individuais e do contexto escolar permite identificar os principais fatores que moldam os hábitos e comportamentos dos estudantes. 

Histórico da PeNSE 

Desde a sua criação em 2009, a Pesquisa Nacional da Saúde Escolar (PeNSE) tem passado por aprimoramentos, expandindo seu alcance e incorporando novas metodologias para oferecer um panorama cada vez mais completo da saúde dos adolescentes em todo o Brasil. 

  • 2009: A primeira edição da PeNSE envolveu a participação de 63.411 estudantes do 9º ano do ensino fundamental, de 1.453 escolas públicas e privadas localizadas nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal. 
  • 2012: A pesquisa ampliou sua cobertura geográfica, alcançando 109.104 estudantes do 9º ano em 2.842 escolas. Além das 26 capitais e do Distrito Federal, outros municípios foram incluídos para garantir a representatividade dos resultados nas cinco grandes regiões do país. 
  • 2015: A terceira edição da PeNSE passou a incluir estudantes de 13 a 17 anos, com o objetivo de comparar os indicadores gerados pela pesquisa com dados monitorados internacionalmente. A representatividade dos indicadores foi mantida para as capitais, o Distrito Federal e as grandes regiões. Adicionalmente, foram realizadas medições de peso e altura para calcular o Índice de Massa Corporal (IMC), fornecendo dados mais precisos sobre o estado nutricional dos adolescentes. 
  • 2019: A quarta edição da pesquisa trouxe importantes novidades, como a inclusão de novos indicadores e a expansão da amostra de estudantes de 13 a 17 anos para obter informações detalhadas por grandes regiões, unidades da federação e municípios das capitais. Os resultados mantiveram a comparabilidade com edições anteriores em relação aos estudantes do 9º ano do ensino fundamental. 
  • 2022: Foi publicado o relatório "2009-2019 Análise de indicadores comparáveis dos escolares do 9º ano do ensino fundamental". Essa publicação analisou a evolução de indicadores de saúde comparáveis entre estudantes do 9º ano no período de 2009 a 2019. Com foco em estudantes de 13 a 17 anos de escolas públicas e privadas nas capitais, a pesquisa buscou identificar fatores de risco e proteção para a saúde durante a adolescência, fase crucial para a formação de hábitos que influenciam o desenvolvimento de Doenças Crônicas Não Transmissíveis. A análise utilizou novas metodologias para compreender as tendências de saúde antes da pandemia de COVID-19 e para auxiliar no planejamento de políticas sociais que abordem as desigualdades e vulnerabilidades dos adolescentes brasileiros. Os resultados completos estão disponíveis no site do IBGE. 
  • 2024: A quinta edição da pesquisa foi realizada em 2024. Além de manter os módulos já existentes, o questionário da 5ª edição foi revisado para incluir temas atuais, como pobreza menstrual e bullying, e para aprimorar a compreensão de questões já abordadas, como o uso de cigarros eletrônicos e drogas, o consumo alimentar, a higiene e a saúde bucal. Em uma amostra selecionada, também está sendo realizada a antropometria. 

Os relatórios completos e as tabelas e microdados da pesquisa estão disponíveis para acesso no site do IBGE. 

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