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PATRIMÔNIO HISTÓRICO
Iphan promove reunião para preservação do Sítio Histórico e Arqueológico de São José do Queimado (ES)
Foto: Filipe Oliveira/Iphan
No dia 15/01, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) promoveu a I Reunião de Preservação do Sítio Histórico e Arqueológico de São José do Queimado, realizada no auditório do próprio sítio histórico, no município de Serra (ES). O encontro teve como objetivo alinhar encaminhamentos iniciais voltados à preservação e à gestão do bem cultural, tombado pelo Iphan em novembro de 2025.
Reunindo representantes de instituições públicas, organizações da sociedade civil, entidades culturais, educacionais e movimentos sociais, a reunião reforçou o caráter coletivo da preservação do sítio.
Entre os principais pontos debatidos esteve o planejamento da solenidade de entrega do título de patrimônio cultural à base social, considerada uma etapa simbólica e estratégica do pós-tombamento. Também foi manifestado interesse na criação de um comitê gestor para acompanhar as ações no sítio histórico, proposta que deverá ser aprofundada em novas reuniões, com a previsão de participação direta das instituições representativas da comunidade local.
Segundo o superintendente do Iphan no Espírito Santo, Joubert Jantorno Filho, a reunião foi um momento de retorno à base social que construiu o processo de tombamento junto com o Instituto.
“Iniciamos uma reflexão sobre o futuro do monumento e as ações para ampliar sua visibilidade como patrimônio cultural, além da realização de uma solenidade de oficialização do tombamento. Essas iniciativas reafirmam a importância nacional desse fato histórico para o processo de abolição e seu significado como ato de reparação histórica ao povo negro no Espírito Santo e no Brasil”, avaliou o superintendente.
Durante a reunião, representantes do Iphan apresentaram as diretrizes que orientam a gestão e a preservação do sítio, estruturadas em três eixos: difusão cultural e ações educativas; mobilidade, economia e sustentabilidade; e organização sociopolítica, gestão e normativas. Nesse contexto, a educação patrimonial foi destacada como uma das frentes centrais das ações em andamento.
“Estão em elaboração materiais educativos voltados a estudantes e profissionais da educação, com o objetivo de questionar mitos recorrentes sobre a história da Revolta do Queimado e ampliar a visibilidade de narrativas historicamente invisibilizadas”, informou o historiador e técnico do Iphan, Filipe Oliveira.
A reunião também permitiu resgatar iniciativas já desenvolvidas no período pós-tombamento, como a produção de conteúdos de divulgação em redes digitais, ações de mediação com escolas da rede municipal da Serra, encontros com representantes da comunidade local, entrevistas para veículos de comunicação e o acompanhamento de visitas institucionais ao sítio histórico.
Sobre o sítio histórico e arqueológico
Há 176 anos, o Sítio Histórico e Arqueológico de São José do Queimado foi palco da Revolta do Queimado, movimento que ocorreu após negros escravizados não receberem a alforria prometida como compensação pelo trabalho de construção do templo religioso. O local é composto pelas ruínas, Lagoa das Almas, canal dos escravizados e por um cemitério desativado.
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