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SEGURANÇA HÍDRICA
MMA debate financiamento e investimentos para a implementação do Plano Estratégico da Bacia do Prata
Encontro contou com a participação de delegações dos cinco países que integram a Bacia do Prata. - Foto: Divulgação/CIC Prata/ANA
O secretário nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Adalberto Maluf, participou, na quarta-feira (4/2), da abertura da Oficina Regional de Financiamento e Investimentos para a Implementação do Plano Estratégico da Bacia do Prata, na sede da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, em Brasília (DF).
O encontro reuniu representantes dos cinco países que compõem a Bacia do Prata para discutir alternativas de financiamento para a gestão integrada dos recursos hídricos. A iniciativa integra os esforços de cooperação internacional para ampliar o acesso a recursos financeiros destinados à segurança hídrica e ao desenvolvimento sustentável na região.
A oficina foi promovida pelo Programa de Água das Américas da Organização dos Estados Americanos (OEA), em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Comitê Intergovernamental Coordenador da Bacia do Prata (CIC Plata), com o apoio da ANA.
O MMA atua como representante técnico do Brasil no CIC Plata. O Comitê é responsável por promover, coordenar e monitorar ações multinacionais voltadas ao desenvolvimento integrado da Bacia do Prata.
Composta por cinco países da América do Sul: Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai, a Bacia do Prata é uma das maiores bacias hidrográficas do mundo. Com uma área de mais de 3,1 milhões de km², é formada pelos rios Paraná, Paraguai e Uruguai.
Ao destacar a relevância da cooperação transfronteiriça na Bacia do Prata, Adalberto Maluf afirmou que “esse diálogo é fundamental para transformar prioridades em projetos viáveis, que impactem a vida das pessoas e protejam os ecossistemas. O histórico da cooperação na Bacia do Prata é um dos melhores exemplos de hidrodiplomacia transfronteiriça no mundo”.
“É um marco para o Brasil e para a região. Pela primeira vez, conectamos de forma estruturada os diferentes níveis de governança — do local ao internacional. O engajamento com instituições financeiras multilaterais pode abrir novas vias para a sustentabilidade financeira. Da mesma forma, fundos globais e regionais são fundamentais para avançar na segurança hídrica, na resiliência climática e no desenvolvimento sustentável da região”, complementou o secretário.
Na avaliação da diretora da ANA, Larissa Rêgo, a oficina reforça a importância da cooperação regional e contribui para a viabilização de ações concretas nos países da Bacia do Prata. “Esse é um momento muito importante para a Agência e para a parceria com a OEA, para que a gente consiga traçar estratégias com os cinco países, planejando ações realmente duradouras, que possam implementar cada vez mais a nossa política de recursos hídricos”, enfatizou.
O secretário-geral do CIC Plata, embaixador Gonçalo Mello Mourão, ressaltou que a oficina representa a etapa final de um projeto de cooperação desenvolvido com o OEA e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
“Essa reunião é, na prática, a conclusão de um projeto de preparação para o futuro, voltado ao fortalecimento das capacidades do CIC e das entidades nacionais dos países-membros”, frisou Mourão.
O desafio em articular fundos ambientais e climáticos globais com o financiamento da banca multilateral e dos programas nacionais foi enfatizado pelo gerente do Programa de Água das Américas da OEA, Andrés Sánchez. “A cooperação precisa atuar como catalisadora de investimentos, ajudando a transformar prioridades ambientais em projetos viáveis, bancáveis e sustentáveis ao longo do tempo”.
Durante a oficina, representantes do MMA participaram, entre os dias 4 e 6, de painéis temáticos dedicados às oportunidades de financiamento oferecidas por bancos multilaterais de desenvolvimento e fundos ambientais internacionais, além de uma visita de campo à Reserva Ecológica de Águas Emendadas.
O evento contou também com apresentações de mecanismos financeiros de outras instituições, como o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), além de atividades práticas em grupos temáticos.
(Com informações da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico)
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