Projeto ASL Brasil apresentará resultados na 8ª Assembleia do GEF, no Uzbequistão
O Projeto Paisagens Sustentáveis da Amazônia (ASL Brasil) estará representado na 8ª Assembleia do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), que será realizada de 30 de maio a 6 de junho de 2026, em Samarcanda, no Uzbequistão. O encontro reunirá representantes dos países-membros do Global Environment Facility (GEF), organismos internacionais, sociedade civil, povos indígenas, juventudes e setor privado para soluções voltadas a sustentabilidade global.
Na programação do evento, o ASL Brasil foi selecionado para apresentar os resultados alcançados no país em ações transformadoras, com base em ciência e integração a partir de seus resultados de conservação da biodiversidade, restauração florestal e fortalecimento de áreas protegidas sob a abordagem de gestão integrada da paisagem.
A participação brasileira contará com a presença de Carlos Eduardo Marinelli, chefe de gabinete da Secretaria Nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SBIO/MMA) e supervisor de projetos do GEF, incluindo o ASL Brasil 1, 2 e 3. Ele integrará a mesa-redonda “Science, Integration, and Systems Transformation”, no dia 5 de junho. “O reconhecimento do ASL Brasil pelo GEF reforça a importância de investir em soluções inovadoras de governança, gestão, gerenciamento e comunicação de projetos de conservação do Governo Federal de forma descentralizada e colaborativa”, destacou Marinelli.
Coordenado pela SBIO/MMA, o ASL Brasil integra o Programa Amazon Sustainable Landscapes, gerido pelo GEF e implementado pelo Banco Mundial. No Brasil, a iniciativa apoia ações voltadas ao fortalecimento de áreas protegidas, restauração, regularização ambiental, fortalecimento da sociobiodiversidade e governança territorial na Amazônia.
![Execução Anual do Projeto GEF ASL Fase 1 [2].jpg](https://www.gov.br/mma/pt-br/composicao/sbio/projeto-paisagens-sustentaveis-da-amazonia-asl-brasil/Boletim/execucao-anual-do-projeto-gef-asl-fase-1-2.jpg/@@images/23176933-75b9-49b8-9736-ccd76a912e97.jpeg)
- Em 2022 o projeto ASL apresentava desempenhos de cerca de 25% em sua execução física e de 50% em sua execução financeira. A partir da reestruturação e reorganização da Unidade de Coordenação do Projeto e de cerca de 40 medidas de ajustes e aprimoramentos, internos e junto aos parceiros, realizadas a partir de 2023, o ASL Brasil vem batendo recorde sobre recorde. Recentemente, o projeto alcançou 97% de suas execuções física e financeira e já atingiu todos os seus indicadores de resultados. Fonte do gráfico: CI Brasil
A Assembleia do GEF é considerada a principal instância de governança do fundo e, nesta edição, terá como tema “A arrancada final rumo a 2030: implementando a agenda GEF-9 de Natureza, Clima e Poluição”. A programação inclui sessões plenárias, mesas-redondas, fóruns temáticos e espaços de intercâmbio entre países e projetos apoiados pelo mecanismo internacional. O evento reúne representantes dos 186 países-membros.
Para o coordenador técnico do ASL Brasil, Henrique Santiago, a participação na Assembleia amplia a visibilidade internacional das ações desenvolvidas na Amazônia brasileira e fortalece a troca de experiências sobre a implementação de políticas públicas e gestão integrada da paisagem. “Também é uma oportunidade importante de compartilhar aprendizados construídos em parceria com governos, agências executoras, organizações parceiras e atores territoriais que atuam diretamente na conservação e no desenvolvimento sustentável da Amazônia”, destaca.
A participação do ASL Brasil na 8ª Assembleia do GEF também evidencia a contribuição brasileira para a agenda global de Biodiversidade e Clima, em um momento decisivo para acelerar compromissos rumo a 2030.
O MMA também articula novos desdobramentos do Programa ASL na região amazônica. Entre eles está a proposta do ASL 4, voltada ao fortalecimento de corredores ecológicos e sociobioculturais em paisagens próximas as fronteiras com países vizinhos, conectando florestas, povos e águas da região. A iniciativa busca fortalecer a governança e a cooperação entre países amazônicos e promover sinergias em torno de metas comuns associadas a acordos e convenções internacionais, como a de Biodiversidade, de Clima, de Espécies Migratórias e Áreas Úmidas.
Com base nos mais de 20 anos de experiência do Programa Arpa (Áreas Protegidas da Amazônia) – o maior programa mundial de financiamento para conservação de áreas protegidas – entre os componentes do ASL 4, está o apoio ao Arpa Comunidades, voltado à criação, gestão e desenvolvimento social e econômico dessas áreas na Amazônia brasileira. A iniciativa conta com a coordenação do MMA, o envolvimento do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), de órgãos estaduais e a execução pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio).
O que é o GEF
O Global Environment Facility (GEF) é um dos principais mecanismos multilaterais de financiamento ambiental do mundo. O fundo apoia iniciativas voltadas à biodiversidade, clima, restauração, combate à poluição e desenvolvimento sustentável em diferentes países.
Sobre o ASL Brasil
O Projeto Paisagens Sustentáveis da Amazônia (ASL Brasil) é uma iniciativa do Governo Federal, coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), por meio de sua Secretaria Nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais (SBIO). Conta com a execução do Fundo Brasileiro de Biodiversidade (FUNBIO), da Conservação Internacional-Brasil (CI-Brasil) e da Fundação Getulio Vargas (FGV Europe), em cooperação com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e as secretarias de Meio Ambiente dos estados do Acre, Amazonas, Pará e Rondônia, além de coletivos territoriais de governança local.
O Paisagens Sustentáveis da Amazônia se insere no Programa Regional ASL, gerido pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e implementado pelo Banco Mundial (BM), incluindo projetos no Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela. Juntos, esses projetos buscam fortalecer a conservação, a conectividade ecológica e o desenvolvimento sustentável na Amazônia, com aportes nos últimos 10 anos de US$ 320 milhões.
