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Sobrado revitalizado vai abrigar famílias de baixa renda em São Luís (MA)

Representativa da arquitetura luso-brasileira, a edificação recebeu investimento no valor de R$ 1,5 milhão
Publicado em 24/12/2020 14h06
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Após a revitalização, o sobrado comporta 14 apartamentos (Foto: Iphan-MA)

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Fundação Municipal de Patrimônio Histórico (FUMPH) de São Luís realizam a entrega, nesta quinta-feira (24), do projeto de revitalização de sobrado no centro histórico da cidade. Na construção, que é representativa da arquitetura luso-brasileira, foram investidos cerca de R$ 1,5 milhão – sendo R$ 803 mil do Iphan e R$ 761 mil da FUMPH – para receber a função de habitação de interesse social.

O Sobrado da Rua Palma é uma construção do século XIX e está localizado no bairro da Praia Grande, um dos mais antigos do Centro Histórico de São Luís, registrado em mapas desde o século XVII. O projeto de revitalização gerou 33 empregos diretos e indiretos.

Antes das obras, o sobrado estava abandonado. Ele já havia abrigado comércios no térreo e residência no pavimento superior. Ao longo do tempo, passou por várias descaraterizações, chegando a ser dividido em dois imóveis, em época não determinada. Com a requalificação, foi possível resgatar seu aspecto construtivo inicial unificando os dois imóveis. A nova configuração, agora, comporta 14 apartamentos de um, dois e três quartos, que vão beneficiar famílias cadastradas no programa de habitação municipal.

“A requalificação de imóveis, abandonados por longo período e até em estado de arruinamento, além de benefícios para o aspecto ambiental e paisagístico do Conjunto Arquitetônico e Urbanístico de São Luís, contribui para redução do déficit habitacional, proporcionando melhoria na qualidade de vida dos moradores do Centro Histórico”, destaca o superintendente Iphan-MA, Maurício Itapary.

Características da construção

Localizada na esquina da Rua da Palma com o Beco da Pacotilha, a construção possui um pátio interno lajeado de pedras e cercado por grandes colunas de alvenaria. Os vãos de portas e janelas são emoldurados com pedra de lioz, apresentando vergas retas, com exceção de dois vãos em forma de arco pleno voltados para a Rua da Palma e um vão construído em arco abatido, voltado para o Beco da Pacotilha.

No pavimento superior, as janelas são voltadas para sacadas compostas por bacias de lioz protegidas por gradil de ferro trabalhado. Destacam-se, ainda, como representativos da arquitetura luso-brasileira no Maranhão, os elementos que emolduram as fachadas: os cunhais localizados nas extremidades, que se interligam à cimalha, projetada para sustentação do beiral, que é do tipo beira-seveira simples.

Bairro da Praia Grande

O bairro Praia Grande apresenta uma dinâmica comercial marcante desde o princípio da ocupação. Na região, estava localizado o porto de São Luís, com galpões e armazéns para guarda de mercadorias que chagavam e saíam do Porto da Praia Grande. No bairro, também, encontra-se o antigo Mercado das Tulhas, o prédio da Alfândega, a Praça do Comércio, o imóvel onde funcionou a prensa de algodão e diversos outros prédios com função comercial e residencial, se configurando como um ponto de grande movimentação mercantil. Grande parte das edificações foram construídas no séc. XIX, período de grande desenvolvimento econômico e urbanístico na cidade.

O bairro integra, ainda, o Conjunto Arquitetônico, Urbanístico e Paisagístico da cidade de São Luís (MA), tombado em 1974 pelo Iphan, autarquia federal vinculada ao Ministério do Turismo e à Secretaria Especial da Cultura. O bairro também está inserido no perímetro do Centro Histórico da capital, inscrito na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco desde 1997.

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