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PRESERVAÇÃO

Sede do Iphan em Belo Horizonte (MG) passa por descupinização

Tombada como Patrimônio Cultural, a Casa do Conde recebe medida de prevenção e combate a cupins de solo
Publicado em 15/01/2021 19h03
Casa do Conde de Santa Marinha

Instalação de isca externa na Casa do Conde de Santa Marinha, sede da superintendência do Iphan em Minas Gerais

Situada no Conjunto paisagístico e arquitetônico da Praça Rui Barbosa (Praça da Estação), em Belo Horizonte, a Casa do Conde de Santa Marinha, sede da superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Minas Gerais, passa por controle de cupins de solo – prevenção, combate e monitoramento através de sistema de eliminação de colônias de cupins. As estações serão instaladas até sexta-feira (15) e o monitoramento ocorrerá por 12 meses, a partir de então, em frequência a ser determinada de acordo com a necessidade.

Por meio de iscas à base de inibidor de crescimento – sistema devidamente registrado no órgão regulador –, estão sendo instaladas estações subterrâneas e aéreas para combate e controle de insetos xilófagos. De acordo com a superintendente do Iphan em Minas Gerais, Débora do Nascimento França, a medida é necessária para proteger os acervos bibliográficos e arquivísticos da superintendência, além dos acervos da Rede Ferroviária. “É um trabalho fundamental para a preservação da Casa do Conde e do acervo que nela se encontra. Temos o dever de cuidado com nosso patrimônio”, ressaltou.

As medidas de combate e controle de pragas e vetores abrangem todas as dependências da superintendência, as áreas interna e externa da Casa do Conde e do galpão anexo, para remoção de colônias e subcolônias.

Cupins

Casa do Conde de Santa Marinha

Construído pelo português Antônio Teixeira Rodrigues (conde de Santa Marinha), o casarão situado no Conjunto Arquitetônico da Praça da Estação surgiu no contexto da construção da nova capital mineira, inaugurada em 1897. Anexo ao palacete, há um conjunto de galpões, destinado a abrigar o Grande Empório Central (1897), empresa que abrangia diversos tipos de serviços, tais como serraria, oficina de cantaria, fundição, ferraria, carpintaria e até mesmo armazém com torrefação de café.

Após a morte do conde, a primeira notícia que se tem da destinação do casarão remonta a 1903, quando foi ocupado pelo Colégio Santa Maria, que ali permaneceu até 1909. A partir desta época, o complexo foi ocupado pela Estação de Ferro Central do Brasil, com os mais diversos usos, mantendo-se como escritório da Rede Ferroviária Federal (RFFSA) – criada na década de 1950 com a extinção da Central do Brasil – até meados da década de 1990. A partir de 1989 abrigou o Museu da Ferrovia, destinado à preservação e divulgação da memória ferroviária no país.

Com a privatização da RFFSA, em 1996, o complexo ficou abandonado até que, em 2000, num convênio firmado entre o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA/MG) e uma empresa de promoções e eventos, realizou-se em suas dependências o Casa Cor 2000, evento que impulsionou a revalorização do bem, exemplar arquitetônico e simbólico de Belo Horizonte. Em 2006, a Casa do Conde passou a abrigar a sede da superintendência do Iphan em Minas Gerais.

 

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