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Por Dentro da Obra

Restauração do Santuário Nacional de São José de Anchieta está na reta final

A conclusão da obra está prevista para agosto de 2021
Publicado em 09/06/2021 10h34 Atualizado em 09/06/2021 20h26
Santuário Nacional de São José de Anchieta deve ser entregue em agosto (Foto: Acervo Iphan-ES)

Santuário Nacional de São José de Anchieta deve ser entregue em agosto (Foto: Acervo Iphan-ES)

 

O Santuário Nacional de São José de Anchieta deve ser entregue restaurado à população em agosto de 2021. Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1943, o conjunto arquitetônico, localizado no município de Anchieta (ES), recebeu investimento de cerca R$ 10 milhões.

 Com supervisão e projeto inicial da superintendência do Iphan no Espírito Santo, a obra, iniciada em 2018, é executada pelo Instituto Modus Vivendi e tem patrocínio da Vale e do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio de lei de incentivo à cultura.

Santuário Nacional de São José de Anchieta  Instituto Modus Vivendi O conjunto arquitetônico abriga a Igreja de Nossa Senhora da Assunção, além de antiga residência dos jesuítas e museu. Um dos pontos mais relevantes do restauro é a readequação do museu. O local funcionará como Centro de Interpretação da Vida e Obra de São José de Anchieta e Centro de Documentação e Pesquisas. Contará com mesas digitais e uso de novas mídias para facilitar o acesso dos pesquisadores, estudantes e todos os visitantes.

 Segundo a superintendente do Iphan-ES, Elisa Taveira, obras de acessibilidade, climatização, sonorização, o restauro da igreja, a montagem do centro de documentação, a digitalização do acervo, instalação dos banheiros, além da construção de um café já estão concluídas.

 “O café foi instalado em uma área em que não havia uso e com estrutura suspensa para respeitar a arqueologia do local. Proporcionará vista para o mar e para o rio Benevente”, explica Elisa. Segundo a superintendente, o objetivo é que o estabelecimento contribua com a sustentabilidade econômica do santuário.

 Faltam concluir o novo roteiro litúrgico na igreja, o restauro da pintura do altar-mor e a montagem do Centro de Interpretação da Vida e Obra de São José de Anchieta. Até o momento, o restauro do santuário gerou 290 empregos diretos e 600 indiretos.

 

Igreja Nossa Senhora da Assunção

 

A Igreja Nossa Senhora da Assunção e Residência é remanescente de um dos aldeamentos jesuítas do século XVI, do Espírito Santo, fundados e visitados pelo padre José de Anchieta. Fundada entre 1565 e 1569, Reritiba era diferente dos outros aldeamentos por ser, inicialmente, uma aldeia indígena. Os parâmetros de ocupação seguiram o tipo recorrente de um sítio elevado próximo ao mar e a um rio. Em 1759, a Aldeia de Reritiba foi elevada à categoria de vila portuguesa denominada Benevente, uma iniciativa de Portugal que antecipou a expulsão dos jesuítas nesse ano. Em 1887, passou à categoria de cidade e recebeu o nome Anchieta.

 O conjunto foi erguido sobre o monte em posição estratégica de onde se avista a foz do rio Benevente, garantindo maior controle visual do território e fácil acesso marítimo e fluvial. A Igreja é a única com três naves no Estado do Espírito Santo. Ampliada em fins do século XVIII, com acréscimo da sacristia além do limite oeste, a igreja rompe com a regularidade relativa da quadra. O último restauro da Igreja de Nossa Senhora da Assunção havia ocorrido na década de 1990.

 

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