PATRIMÔNIO MATERIAL

Nova sede da Companhia Ferroviária do Piauí é inaugurada em Teresina

A sede funcionará no Armazém 2 do Complexo da Estação Ferroviária de Teresina, restaurado com orientação e acompanhamento do Iphan

Publicado em 06/01/2025 16:50Modificado em 22/01/2025 08:03
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Foto: Diana Melo/Iphan

Na manhã desta segunda-feira (6), foi inaugurada a nova sede da Companhia Ferroviária e Logística do Piauí (CLFP), que funcionará no Armazém 2 do Complexo da Estação Ferroviária de Teresina (PI). A edificação foi restaurada com orientação e acompanhamento da equipe técnica do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Piauí. A restauração de todo o complexo (prédio principal e armazéns 1 e 2) custou em torno de R$ 12 milhões, investimento oriundo de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado entre o Iphan e a Taesa, empresa de transmissão de energia elétrica.

O evento de inauguração do Armazém 2 foi realizado pelo Governo do Estado do Piauí, que administra o local por meio da Companhia Ferroviária, e contou com a participação da banda da Polícia Militar do Estado do Piauí, além da presença do governador do estado, Rafael Fonteles, e da superintendente do Iphan no Piauí, Teresinha de Jesus Ferreira. “Fechada, a estação está sujeita a depredação. A entrega é importante porque vai dar mais segurança à estação”, disse a superintendente Teresinha de Jesus.

A obra de restauração do espaço começou em março de 2023 e foi entregue em junho de 2024. Tombado pelo Iphan desde 2013, o Complexo da Estação Ferroviária de Teresina também abrigará a sede da superintendência do Iphan-PI e a Casa do Patrimônio, com espaço para exposições, biblioteca, auditório e teatro.

De acordo com a arquiteta do Iphan-PI e fiscal da Estação Ferroviária, Diana Melo, foi necessário um estudo prévio para saber quais materiais e técnicas deveriam ser utilizadas na construção para que as características originais da edificação fossem preservadas.

“Um dos galpões tinha sofrido um incêndio e foi reconstruído quase totalmente. Foi preciso criar uma estrutura nova, mas mesmo assim conseguimos manter as características originais”, disse Diana Melo. “Foram feitas as devidas adaptações de ar-condicionado, rede elétrica, câmeras, internet, tudo o que precisava para que a gente tivesse um novo uso do complexo”, completou.

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