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Iphan participa do Prêmio Aseyori, que reconhece ações de terreiros de matriz africana em Sergipe
A Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Sergipe participou, nesta quinta-feira (22), do Prêmio Aseyori, realizado no Centro Cultural de Aracaju. A iniciativa é promovida pelo projeto Axé que Resiste, em parceria com a Comunidade Ojú Ifá. É um reconhecimento e valorização das ações desenvolvidas por terreiros de candomblé e umbanda no estado, com foco na promoção da cultura, da educação, do cuidado comunitário e da preservação de saberes ancestrais.
Durante o evento, que celebrou também os 11 anos de atuação da Comunidade Ojú Ifá, foram realizadas atividades como premiação de instituições religiosas de matriz africana, exposição de artes visuais, roda de conversa sobre direitos humanos, lançamento de livro, apresentações musicais e espetáculo de dança.
O superintendente do Iphan em Sergipe, Luiz Eduardo Oliva, destacou a importância da presença institucional no evento e o trabalho que vem sendo retomado junto às comunidades tradicionais. “O Iphan foi convidado e houve uma fala de destaque na nossa participação, porque há um trabalho do Instituto em relação a esses terreiros, um trabalho que a gente está retomando”, afirmou.
Segundo Luiz Eduardo, o Iphan já realizou, em anos anteriores, o mapeamento dos terreiros nas cidades históricas de Laranjeiras e São Cristóvão, e agora busca aprofundar a aproximação com as comunidades. Ele explicou ainda que há iniciativas em curso relacionadas à cultura afrodescendente, incluindo ações iniciais voltadas ao tombamento constitucional de quilombos.
Para o superintendente, o fortalecimento do diálogo é fundamental para ampliar a atuação do Instituto nesse campo. “Do ponto de vista da religião de matriz africana, estamos com esse trabalho de aproximação com as comunidades, exatamente para que o Iphan tenha uma participação mais direta, porque é uma área extremamente importante”, ressaltou, ao destacar também que Sergipe é um estado “extremamente rico do ponto de vista das religiões de matriz africana”.
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