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Iphan participa das etapas municipais do 13º Congresso Estadual das Parteiras Tradicionais do Amapá
Foto: Max Renê/GEA
Desde o dia 31 de maio, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Amapá acompanha a mobilização local das parteiras tradicionais do estado para a realização do 13º Congresso Estadual das Parteiras Tradicionais do Amapá, que acontece entre os dias 29 e 31 de agosto, em Macapá (AP). Os encontros já foram realizados em: Laranjal do Jari (31/05); Mazagão (24/06); Santana (03/07); Bailique (05/07); Ferreira Gomes (15/07); Tartarugalzinho (17/07); e Pracuúba (17/07). O calendário das etapas municipais pode ser encontrado nas redes sociais da Rede Estadual de Parteiras do Amapá.
Com o objetivo de construir e fortalecer políticas públicas voltadas à proteção, valorização e reconhecimento das parteiras tradicionais, as discussões locais mostram a necessidade de estrutura física adequada para exercer o ofício, reconhecimento oficial da profissão e garantia dos direitos sociais e culturais das detentoras que contribuem para o cuidado com a saúde da população. Através deste processo, que se inicia nas bases municipais, busca-se dar maior visibilidade à relevância histórica, cultural e social desse ofício, fomentando um debate amplo sobre os desafios enfrentados e as ações necessárias para garantir a continuidade e a valorização de sua atuação.
A atuação do Iphan nos encontros preparatórios inclui a divulgação do registro do Ofício, Saberes e Práticas das Parteiras Tradicionais do Brasil, a contribuição para a formação da Comissão de Salvaguarda do patrimônio no estado e orientação das parteiras sobre seus direitos enquanto detentoras desse saber.
A vice-presidente da Rede Estadual das Parteiras Tradicionais do Amapá, Marinez Lopes, destaca a importância das reuniões municipais como ponto de partida para mudanças concretas. “Esperamos ter o reconhecimento da nossa profissão como parteira tradicional e, também, a garantia da valorização dessas mulheres na construção das Casas das Parteiras em cada município do Amapá, para que possamos trabalhar os nossos fazeres com mais tranquilidade, tanto com a prática das ervas, das medicinas naturais que trabalhamos, quanto ao atendimento à nossa população”, afirmou.
O superintendente do Iphan no Amapá, Michel Flores, também reforça o papel estratégico da realização do congresso no fomento de políticas públicas integradas. “Enxergamos nesse congresso a possibilidade de criação de uma rede que se estenda para além dos detentores, atingindo tanto os gestores do segmento cultural, como também da saúde e educação”, declarou.
O congresso é realizado a cada dois anos e representa um dos principais espaços de escuta e formulação de ações para o fortalecimento do ofício. Para Marinez, a pauta é urgente. “Reconhecimento e valorização dessas mulheres que durante anos e anos vêm contribuindo com o nosso estado, com o nosso Brasil”, reforçou.
Registrado desde 2024 no Livro dos Saberes, o bem Ofício, saberes e Práticas das Parteiras Tradicionais é uma prática ancestral enraizada nas culturas ribeirinhas, quilombolas e indígenas e envolve o acompanhamento de gestantes no pré-natal, parto e pós-parto, com saberes transmitidos oralmente entre gerações. Sua importância ultrapassa o cuidado físico, incorporando práticas espirituais, comunitárias e simbólicas que ressaltam seu valor como patrimônio cultural do país.
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