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ARQUEOLOGIA
Em Salvador, Iphan promove debate sobre metodologias na arqueologia brasileira
Foto: Iphan Bahia
Em comemoração ao Dia Nacional do Arqueólogo (26/07), a superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) na Bahia realizou, na última sexta-feira (25/07), o seminário “Perspectivas Metodológicas: discutindo fronteiras na arqueologia”. O encontro ocorreu na Casa dos Sete Candeeiros, em Salvador, com transmissão ao vivo pelo canal do Iphan no YouTube.
Na abertura do evento, a diretora do Centro Nacional de Arqueologia, Jeanne Crespo, ressaltou a relação entre arqueologia, meio ambiente e a memória das sociedades que moldaram o território brasileiro. “Nossos biomas foram manejados por sociedades pretéritas que aqui se estabeleceram e transformaram esse grande território que chamamos Brasil”, destacou.
Palestras
Ao longo do dia, foram realizadas quatro mesas temáticas. Na primeira, a arqueóloga do Iphan Rimara Motta discutiu o tema das perspectivas metodológicas no âmbito do Iphan. Em seguida, os geofísicos Gelvam André Hartmann e Barbara Barrio Caprara, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), apresentaram a palestra “Do centro da Terra ao Pelourinho: aplicações do arqueomagnetismo na arqueologia”.
No período da tarde, o arqueólogo Luiz Felipe Freire trouxe reflexões sobre “Arqueologia Marítima e Reexistência Negra”, enfatizando a importância de revisitar os vestígios do tráfico negreiro a partir de uma perspectiva afrocentrada. Na sequência, o arqueólogo Lucas Oliveira apresentou a palestra “Ossos, para que te quero?”, na qual discutiu transformações na bioarqueologia, área que estuda esqueletos humanos encontrados em contextos arqueológicos.
Encerrando os debates, a arqueóloga Jeanne Almeida propôs uma reflexão com a palestra “Para Além da Extroversão do Conhecimento: a arqueologia sob holofotes”, sobre o trabalho de pesquisa no estacionamento da Pupileira, área pertencente à Santa Casa de Misericórdia, onde foi evidenciado um cemitério de escravizados.
Durante sua fala, Jeanne afirmou que o local foi renomeado como Sítio Arqueológico Cemitério dos Africanos, em Salvador — local de sepultamento de africanos escravizados, libertos, indígenas e outros grupos marginalizados entre os séculos XVIII e XIX.
Ela explicou que a identificação precisa do cemitério foi possível graças à pesquisa de doutorado da arquiteta e urbanista Silvana Olivieri, pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). “Foram encontrados fragmentos de ossos longos e dentes, elementos cruciais para a identificação de indivíduos e para os estudos bioarqueológicos”, relatou Jeanne.
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