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Começa restauração da Igreja de São José do Ribamar, no Recife (PE)

Além de gerar trabalho e renda, intervenções devolvem monumento para a população após anos fechado
Publicado em 06/01/2021 11h25 Atualizado em 06/01/2021 16h07
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O investimento de R$ 971 vai restaurar a cobertura da edificação. Também serão recuperados os ladrilhos,esquadrias, forros, assoalhos e escadarias.

Entre a agitação do comércio e o fluxo de transeuntes, quem caminha pela Rua São José do Ribamar, em Recife (PE), se depara com um monumento que convida para uma pausa contemplativa. A Igreja de São José do Ribamar destaca-se na paisagem recifense. O templo é tão simbólico para a história e para a identidade da região que dá nome à rua e ao bairro em que se encontra, o São José.

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), autarquia federal vinculada ao Ministério do Turismo e à Secretaria Especial de Cultura, vai investir aproximadamente R$ 971 mil para restaurar a cobertura da edificação. Também serão recuperados os ladrilhos, esquadrias, forros, assoalhos e escadarias da igreja.

Tombado em 1980, este bem cultural foi inscrito nos Livros do Tombo Histórico e das Belas Artes do Iphan. Originada a partir de uma pequena capela, a Igreja teve sua construção iniciada pela Irmandade de São José na segunda metade do século XVIII.

Junto ao santo ao qual se dedica, São José, o termo “Ribamar” complementa o nome do templo. Originalmente “riba-mar”, a palavra significa local próximo ou à beira do mar e revela detalhes da geografia local na época de construção do monumento, edificado às margens do Rio Capibaribe. Ao longo dos séculos XIX e XX, uma sucessão de aterros impôs uma distância de cerca de 200 metros do bem até as águas fluviais.

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Ainda assim, a antiga proximidade com as margens deixou marcas na igreja, como o lance de cinco degraus que conecta a construção ao nível da rua. Com o propósito de proteger o templo das cheias do rio, este elemento pode ser identificado ainda hoje na fachada.

Nas imediações da igreja encontram-se outros bens culturais tombados como Patrimônio Cultural Brasileiro. É o caso do Mercado de São José e do Forte das Cinco Pontas. Cada uma destas edificações consiste em um elemento identitário do processo de expansão urbana da capital do Pernambuco.

A última intervenção realizada na Igreja se encerrou em janeiro de 2017, quando foi executado o escoramento emergencial da cobertura da nave. Desde então, o monumento encontra-se fechado para o público. Antes das visitações serem interrompidas, a Igreja apresentava grande número de visitantes diários e em suas dependências habitavam freiras da Paróquia de Nossa Senhora da Penha.

O Iphan em Pernambuco
O Instituto tem trabalhado em uma série de ações para o Patrimônio Cultural edificado em Pernambuco. Nos últimos anos, já foram mais de R$ 38,5 milhões investidos em obras em Recife, Olinda e Fernando de Noronha.

No Recife, já foram concluídas as obras civis das Igrejas Matriz de Santo Antônio, São Pedro dos Clérigos e Conceição dos Militares. Atualmente encontram-se em execução o restauro dos bens integrados das duas últimas. Na cidade, também se encerrou recentemente a requalificação do terreiro de Pai Adão.

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