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Na abertura do Pavilhão Brasil na Zona Verde, MMA apresenta governança do Plano Clima
Estrutura do Plano Clima envolve três câmaras técnicas de assessoramento ligadas diretamente ao Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima - Foto: Frâncio de Holanda/MMA
A governança do Plano Clima brasileiro foi o destaque do painel de abertura do Pavilhão Brasil da COP30 nesta segunda-feira (10/11), em Belém (PA). O plano, que está em fase final de validação e é elaborado de forma participativa há dois anos, é o caminho para implementar as metas de adaptação e mitigação contidas na nova NDC, a meta brasileira de redução de gases de efeito estufa para 2035.
A atividade teve como foco a estrutura da iniciativa, que envolve três câmaras técnicas de assessoramento ligadas diretamente ao Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM), órgão que tem o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) na secretaria-executiva. O Pavilhão Brasil é o maior auditório da Zona Verde, a área da COP30 aberta ao público e sem restrições de circulação.
“Hoje se inicia uma jornada decisiva para o futuro da nossa agenda climática. Estamos entregando um pacote de adaptação até 2035, com metas mensuráveis, já totalmente validado pelo Subcomitê-executivo do CIM. Além disso, falta pouco para finalizar o pacote da mitigação. Assim, logo poderemos, de fato, implementar nossos compromissos”, afirmou o secretário nacional de Mudança do Clima do MMA, Aloisio Melo.
Melo destacou, em sua apresentação, que o Plano Clima é resultado de uma grande articulação intersetorial, com participação popular intensa, além da reunião de ministérios. Também lembrou a importância de entregar uma governança ampla, capaz de garantir a eficiência das políticas elaboradas a partir do segundo semestre de 2023.
“Desde a retomada do CIM, em setembro de 2023, melhoramos muito nossa capacidade de organização, incorporando novos ministérios, criando uma estrutura executiva mais enxuta e inovando ao implantar as câmaras técnicas de participação social, assessoramento científico e articulação interinstitucional”, pontuou Melo, em alusão ao modelo de governança do Plano Clima.
O coordenador da Câmara de Participação Social do CIM, Sérgio Xavier, reforçou a percepção do secretário e afirmou que o modelo coloca o Brasil na vanguarda da governança sistêmica. “O que vemos é um cenário de muito avanço nesse processo de governança. Não foi fácil fazer o Plano Clima, dada sua complexidade. Mas ainda mais difícil vai ser a implementação, ou seja, a transformação dos modelos econômicos para um cenário de neutralidade”, desafiou.
A diretora do Departamento de Políticas para Adaptação e Resiliência à Mudança do Clima do MMA, Inamara Mélo, lembrou que a agenda climática brasileira dialoga diretamente com a redução das vulnerabilidades e com a melhora das condições de vida da população. “Não podemos mais ter cidades sem estratégias claras de redução de vulnerabilidades. O Plano Clima não é do governo federal, mas de todo o país”, afirmou.
Ela lembrou que o Plano foi elaborado com a participação de 25 ministérios, reúne mais de 300 metas e 812 ações para reduzir os impactos das mudanças no clima, observando o conceito de justiça climática, que deve priorizar as populações mais vulneráveis.
O encontro contou ainda com a participação do secretário-adjunto da Secretaria de Articulação e Monitoramento da Casa Civil, Adriano Santhiago de Oliveira; da diretora do Departamento de Políticas de Mitigação e Instrumentos de Implementação do MMA, Lidiane Melo; e do representante da Câmara de Participação de Assessoramento Científico do CIM, Jean Ometto. O painel foi mediado pelo gerente de Política Climática no Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Vitor Leal Pinheiro.
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