Contexto
Em 1º de janeiro de 2025 o governo brasileiro assumiu a presidência rotativa do BRICS, agrupamento do qual também participam Rússia, Índia, China, África do Sul, e de forma mais recente, Arábia Saudita, Egito, Etiópia, Indonésia, Irã e Emirados Árabes Unidos.
Ao longo do tempo, o BRICS consolidou-se como plataforma de concertação político-diplomática e de cooperação setorial entre os países participantes.
Assim como o G20, tem presidência rotativa anual, não possuindo documento constitutivo nem secretariado permanente. Trata-se, portanto, de espaço de diálogo e cooperação que delibera por consenso e que se desenvolve em temas convergentes.
A educação é uma política essencial para o desenvolvimento de qualquer país e se tornou uma dimensão necessária da cooperação do BRICS. Sob a égide das Reuniões de Ministros da Educação, ao longo dos anos, os membros conseguiram superar diferenças institucionais e culturais para estabelecer um ambiente propício a diálogos e iniciativas amplos e mutuamente benéficos.
Com a incorporação de novos membros, o trabalho nesse tema pode contribuir ainda mais para o desenvolvimento global da educação, representando assim a maneira do BRICS de defender as metas educacionais consagradas nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas.
Desde a realização da 1ª Reunião de Ministros da Educação do BRICS, em 2013, já ocorreram 11 ciclos de reuniões ministeriais. Nesse período, foram estabelecidas duas importantes instâncias no âmbito do BRICS educacional: a Rede de Universidades do BRICS (BRICS NU), em 2015, e a Aliança de Cooperação em Educação e Formação Técnica e Profissional do BRICS (BRICS-TCA), em 2022.