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CNS destaca importância do Censo da Força de Trabalho no SUS para o controle social
Unir esforços para conhecer melhor a realidade do Sistema Único de Saúde (SUS) nos territórios é o objetivo do Censo da Força de Trabalho na Saúde. A iniciativa pretende recensear 100% dos estabelecimentos de saúde do país, atualizando e qualificando os dados da força de trabalho em sua totalidade.
O Conselho Nacional de Saúde (CNS) participou do lançamento do Curso de Informação e Gestão do Trabalho na Saúde – Formação para Recenseadores(as), que integra o censo, realizado na sede da Fiocruz Brasília na última quarta-feira (5/02). Composta por cinco módulos, a formação visa a capacitar 48 trabalhadores do SUS que atuarão como recenseadores nos territórios do Distrito Federal (DF) e do Mato Grosso do Sul (MS), nesta primeira etapa do projeto.
Durante o lançamento, a presidenta do CNS Fernanda Magano destacou a importância e o desafio de entender o tamanho e a potência da força de trabalho do SUS, proporcionando condições objetivas de carreira, com enfrentamento a assédios, e garantindo espaços onde trabalhadoras e trabalhadores possam ser ouvidos.
“Devemos reconhecer que é preciso ter esse levantamento e para além dele, garantir a perspectiva das condições para o trabalho e o vínculo com o controle social. O controle social do SUS é a fiscalização dessa gestão, sendo relevante para que alcancemos o resultado de vida, de democracia e saúde para a população brasileira”, declarou.
A presidenta também salientou que a proposta do curso e do censo relacionam-se diretamente com a 5ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (5ª CNSTT), cujo tema central é a “Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora como Direito Humano”. As etapas municipais e livres da conferência já estão sendo realizadas em todo o país e vão direcionar propostas e diretrizes para a fase nacional, que será realizada em Brasília, de 18 a 21 de agosto.
Segundo dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), fornecidos em agosto de 2024, os territórios que participam desta primeira fase possuem mais de 147 mil vínculos de trabalho cadastrados com vinculação ao SUS, sendo mais de 75 mil no DF e 72 mil no MS.
A ação é uma realização do Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES/MS), em parceria com a Fiocruz Brasília, por meio do Núcleo de Educação Popular, Cuidado e Participação em Saúde (Angicos), e a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
Natália Ribeiro (com informações da Fiocruz Brasília)
Conselho Nacional de Saúde

