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Equidade e Território
Apiam e CNS discutem gargalos estruturais na assistência e cuidado à saúde indígena
Indígenas integrantes da Apim durante reunião com a Mesa Diretora do CNS. Crédito da foto: Ascom/CNS
Segundo a representante da Apiam, Mariazinha Baré, graves problemas relacionados ao deslocamento de indígenas de recente contato para centros urbanos têm ocorrido. Esse processo contribui para situações de desassistência, perda de vínculos comunitários e, em casos extremos, agravamento de condições de saúde e óbitos.
Também foi apontada a dificuldade de identificação desses usuários nos níveis de média e alta complexidade do Sistema Único de Saúde (SUS). Uma vez que o reconhecimento institucional ocorre predominantemente na Atenção Primária à Saúde (APS), geram-se descontinuidades no cuidado ao longo da rede.
Diante do cenário, a presidenta do CNS, Fernanda Magano, e o coordenador adjunto da Comissão Intersetorial de Saúde Indígena (Cisi/CNS), Haroldo Pontes, reforçaram a urgência de aprimoramento dos mecanismos de cadastro e encaminhamento. O objetivo é garantir que os indígenas sejam reconhecidos como cidadãos de direito pleno no SUS, reforçando que a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) deve atuar não apenas como articuladora de políticas, mas como mediadora efetiva dos fluxos assistenciais.
As discussões também ressaltaram a importância de retomar as deliberações das conferências anteriores, com atenção às especificidades territoriais e à diversidade dos povos indígenas — condições fundamentais para o fortalecimento de uma política de saúde verdadeiramente integral e equitativa.
Ascom
Conselho Nacional de Saúde