Beat the Heat - Mutirão contra o Calor Extremo
A iniciativa global Beat the Heat - Mutirão contra o Calor Extremo é um movimento coletivo para enfrentar um dos desafios climáticos mais urgentes e desiguais do nosso tempo: o calor urbano extremo. Ele atua como força de implementação do Global Cooling Pledge (Compromisso Global pelo Resfriamento), iniciativa co-presidida pelo Secretário Nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do MMA, em nome do Brasil, junto aos Emirados Árabes Unidos e tem como objetivo acelerar ações de resfriamento sustentável e resiliência ao calor, fortalecendo a colaboração entre governos nacionais e locais, ampliando o acesso a financiamento e promovendo apoio técnico à implementação.
O Mutirão também responde ao apelo global levantado pelo Secretário-Geral das Nações Unidas, que reforça que mitigação e adaptação devem avançar juntas. De acordo com o relatório Global Cooling Watch do PNUMA, ações em três áreas - resfriamento passivo, tecnologias de resfriamento eficientes e de baixo potencial de aquecimento global (GWP), e acesso universal ao resfriamento - podem reduzir em 60% as emissões relacionadas ao resfriamento até 2050, protegendo 3,5 bilhões de pessoas.
Nesse contexto, convidamos países, cidades e parceiros a avançar em um ou mais dos seguintes objetivos, alinhados aos compromissos do Global Cooling Pledge:
- Apoiar e promover avaliações de vulnerabilidade ao calor urbano, integrando-as a planos ou estratégias relevantes, como Planos de Ação Climática ou Planos de Ação para o Calor;
- Planejar e implementar projetos e políticas de resfriamento passivo e de Soluções Baseadas na Natureza;
- Promover a compra pública de tecnologias de resfriamento eficientes e de baixo GWP em edifícios públicos.
Atualmente, o Mutirão já conta com o engajamento de dezenas de cidades em países como Brasil, Nigéria, Serra Leoa, Chile, Quênia, China, Estados Unidos e República Dominicana, além de parceiros estratégicos como WRI, C40, MapBiomas, Banco Mundial, ICLEI, ClimateWorks Foundation, Arup e ESRI.
No Brasil, o Mutirão faz parte do Programa Cidades Verdes Resilientes instituído pelo Decreto nº 12.041/2024, iniciativa do Governo Federal brasileiro coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Ministério das Cidades e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
Para indicar o interesse de sua cidade em participar do Mutirão contra o Calor Extremo, preencha o breve formulário de inscrição. As cidades participantes terão acesso a recursos de conhecimento selecionados (materiais de treinamento, workshops, manuais), farão parte de uma rede global de cidades e parceiros líderes, e ganharão visibilidade internacional por sua liderança em resfriamento sustentável e resiliência ao calor, durante o Fórum de Líderes Locais no Rio de Janeiro e a COP30 em Belém.
Próximos marcos dessa iniciativa:
- Fórum de Líderes Locais da COP30, no Rio de Janeiro:
○ 5 de novembro – Celebração das cidades participantes do Beat the Heat - Mutirão Contra o Calor Extremo.
- COP30, em Belém:
○ 11 de novembro, das 14:30 às 16:00 (horário de Brasília) – Lançamento oficial de Alto Nível do Beat the Heat - Mutirão Contra o Calor Extremo pela Presidência da COP30
○ 18 de novembro, das 16:30 às 18:00 (horário de Brasília) – Reunião Ministerial de Alto Nível para o Compromisso Global de Resfriamento.
Encorajamos sua cidade a participar dessa importante iniciativa, estando presente nos marcos citados, e demonstrando liderança na construção de um futuro urbano mais resiliente e sustentável.
Para mais informações, entre em contato com as equipes de coordenação: unep-coolcoalition@un.org e mobilization@cop30.br.
Panfleto do Mutirão Contra o Calor Extremo no Brasil aqui.
Plano Nacional de Ação pelo Resfriamento (PNAR)
O Plano Nacional de Ação pelo Resfriamento (PNAR) será uma bússola, guiando a estratégia brasileira para lidar com o aumento do calor extremo e da demanda por resfriamento de forma eficiente, sustentável e socialmente justa.
A temperatura média do planeta está subindo por causa do aumento dos gases de efeito estufa na atmosfera. Esse impacto já é sentido de forma cada vez mais forte pela sociedade. Os dados confirmam: os últimos três anos foram os mais quentes já registrados, e a última década também foi a mais quente da história, segundo o Observatório Climático da União Europeia (Copernicus Climate Change Service).
Isso afeta diferentes áreas da vida social. Com as temperaturas mais elevadas, aumenta a necessidade de resfriamento, tanto para climatizar ambientes quanto para manter serviços essenciais, como a refrigeração de alimentos, medicamentos, vacinas e bancos de sangue. Com isso, cresce também a demanda por eletricidade, o que tende a aumentar as emissões de gases de efeito estufa - gerando ainda mais calor, e assim por diante.
Nesse contexto, o PNAR reúne objetivos de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. Ele contribui para reduzir emissões diretas, relacionadas à liberação de gases refrigerantes (fluidos essenciais em sistemas de ar-condicionado e refrigeração) e emissões indiretas, já que o aumento da eficiência pode reduzir a demanda e o consumo de eletricidade dos equipamentos. Além disso, o plano fortalece a adaptação diante do aumento do calor extremo no país, ao tornar o resfriamento mais acessível e incentivar estratégias de resfriamento passivo. Essas estratégias ajudam a reduzir a temperatura sem uso de energia elétrica, por meio de ventilação natural, sombreamento, projetos arquitetônicos bioclimáticos, entre outras soluções.
A metodologia utilizada é baseada no modelo desenvolvido pela Coalizão pelo Resfriamento (Cool Coalition), liderada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, parceiro técnico do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Esse modelo considera uma perspectiva holística, participativa e orientada à decisão, conectando os cenários de aumento de demanda de resfriamento às políticas e normas nacionais já existentes em temas como clima, eficiência energética e desenvolvimento urbano. Além do Brasil, essa metodologia já foi aplicada em outros países, como Marrocos, Camboja e Indonésia.
O objetivo é que o plano guie a construção de um mapa do caminho implementável, com responsabilidades definidas, instrumentos, cronograma e indicadores de monitoramento. Assim, o PNAR entregará um diagnóstico e linha de base nacional sobre resfriamento, com cenários para 2030 e 2035, e a priorização de políticas e medidas para sua implementação. O plano será construído por meio de um processo coordenado e participativo, envolvendo ministérios, agências públicas, academia, setor privado e sociedade civil, assegurando robustez técnica, alinhamento institucional e viabilidade de implementação.
Caso você queira contribuir para a construção do PNAR com dados, recomendações e validação técnica, basta preencher o formulário.
Próximo marco desta iniciativa:
Abertura do Processo de Elaboração do Plano Nacional de Ação pelo Resfriamento
Data: 9 de março de 2026
Horário: 14h00 às 16h30
Local: Auditório Ipê Amarelo do Edifício Sede do MMA, Esplanada dos Ministérios, Bloco B, Brasília/DF
Transmissão online no YouTube do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.
Inscrições por meio do link.