Carta das Juventudes Lusófonas pelo Meio Ambiente e Justiça Climática
Durante o VIII Congresso de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa, ocorrido em Manaus, no mês de julho de 2025, jovens de cinco diferentes países se reuniram ao longo de 5 dias para debater e redigir a Carta das Juventudes Lusófonas pelo Meio Ambiente e Justiça Climática. Com o objetivo de conectar as experiências, reivindicações e propostas das juventudes de diversos lugares do mundo dentro da pauta de Meio Ambiente, a língua tornou-se ponto de conexão entre diferentes vivências e contextos políticos locais, encurtando a distância entre os territórios e expandindo o alcance das vozes das juventudes.
A carta, lida durante a cerimônia de encerramento do evento que contou com a presença de mais de 1,5 mil pessoas nas atividades e apresentações sobre Educação Ambiental, foi uma produção dos jovens a partir dos diálogos feitos ao longo do evento, mas também uma costura política com as cartas que antecederam aquele momento, como a Carta das Juventudes Brasileiras pelo Meio Ambiente e Justiça Climática, o manifesto das juventudes PCTs no Seminário Nacional de Juventudes e Meio Ambiente, a Carta das Juventudes de Angola e a Pesquisa das Juventudes Lusófonas pelo Meio Ambiente. Resultados de consultas públicas direcionadas aos países e comunidades de língua portuguesa, entre outros documentos e produções que subsidiaram a escrita de forma a abraçar as vivências e reivindicações de diferentes juventudes contextualizadas a suas culturas, políticas e perspectivas de passado, presente e futuro.
A carta elenca como objetivo comum ao qual devem todos se unir “o compromisso em lutar por um mundo justo, sustentável, equitativo e plural, que assegure o nosso direito e o das gerações futuras ao bem viver”, destacando a importância da escuta e construção deste compromisso a partir de vozes plurais, vindas de todos os lugares, das juventudes das matas, dos rios, das planícies, das savanas e das aldeias. Os jovens reivindicam o compromisso e cumprimento internacional de acordos climáticos, trazendo como parte desse cumprimento o olhar histórico e socioeconômico de construção global, elencando a Educação Ambiental Crítica e sensibilizadora como ferramenta central para a transformação.
A carta será direcionada à COP 30, com o objetivo de chamar chefes e articuladores globais à urgência de pensar o enfrentamento às mudanças ambientais e seus desdobramentos socioculturais, a partir e com as juventudes.
A carta pode ser lida na íntegra clicando aqui.