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PATRIMÔNIO HISTÓRICO
Iphan participa do Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros (GO)
Entre os dias 13 e 20 de setembro o Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros promove uma grande diversidade de eventos. E como parte do Encontro, a Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge, que fica na vila de São Jorge, está sendo palco do Seminário Internacional “Culturas Tradicionais e Populares e Justiça Climática: Diálogos Globais e Conhecimentos Locais”. Nesta quinta-feira (18/09), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) participou de um dos painéis do seminário, intitulado "Patrimônio Cultural e Salvaguardas: Desafios e Possibilidades na Construção de Políticas Efetivas".
O painel buscou explorar estratégias para o patrimônio cultural brasileiro, tanto material quanto imaterial, frente a mudanças climáticas, modelos econômicos predatórios e conflitos sociais que impõem desafios significativos à sua preservação. Estiveram presentes nas discussões do painel o presidente do Instituto, Leandro Grass, sob a mediação do diretor do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP), unidade especial do Iphan, Rafael Barros.
A discussão se ateve, sobretudo, a abordagens inovadoras e integradas que garantam a valorização, proteção e afirmação de identidades culturais locais que fazem parte do Patrimônio Cultural do Brasil. Além do Iphan, participaram da discussão Leila Regina da Silva, do Ponto de Memória Museu do Taquaril (MG); Mestra Fatinha do Jongo, do Jongo do Pinheral (RJ); Mestra Bita e Mestre Castro, do Boi de Pindaré (MA); e Maria Alice Pereira da Silva, da Pedra de Xangô (BA).
Os participantes apresentaram suas perspectivas diante da vasta diversidade cultural brasileira, que abriga desde bens representativos do patrimônio colonial em cidades históricas até os modos de vida de povos e comunidades tradicionais. E falaram sobre como o reconhecimento desses bens pelo Estado traz à tona questões fundamentais para a construção de uma identidade nacional que respeite e valorize a pluralidade cultural do País.
A fala de Leila Regina da Silva, do Ponto de Memória Museu do Taquaril, ressaltou que o processo de salvaguarda do patrimônio cultural não se faz de forma isolada, mas precisa ser assumido coletivamente. No mesmo sentido foi a provocação de Maria Alice Pereira, que abriu a fala com uma pergunta à plateia: “O que nós queremos proteger como patrimônio cultural? Esta precisa ser a reflexão que levamos para a sociedade e trazemos de volta, em busca de ações concretas. Porque passar as nossas tradições de geração em geração reflete quem nós somos, o que pensamos, as nossas necessidades e anseios”.
O presidente do Iphan, Leandro Grass, destacou a importância de o órgão estar presente em todo o processo de preservação e constante reconstrução da identidade cultural diversa do País. “O que mais me admira é o cuidado de vocês com quem está chegando, a dedicação em pavimentar o caminho das crianças e jovens para perpetuar a nossa memória. Este trabalho precisa estar aliado às políticas públicas, e aqui o Iphan reafirma o papel de estar presente e trabalhar junto para atingirmos os nossos objetivos de preservação”.
Sobre o XXV Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros
De 13 a 20 de setembro, a Aldeia Multiétnica e a Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge celebram 25 anos de Encontros de Culturas Tradicionais, na Vila de São Jorge, porta de entrada do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial Natural. Ao longo dessas duas décadas e meia, o Encontro se firmou como espaço de afirmação e resistência por meio do encontro entre mestres e mestras das culturas tradicionais e populares, povos indígenas e artistas, que celebram suas culturas e o Brasil. Na programação, cortejos, oficinas, shows, rodas de prosa e feira de artesanato e produtos da sociobiodiversidade convidam o público a viver um Brasil diverso.
Um dos pontos de referência do Encontro é a Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge. Erguida em 1997 pelas mãos da comunidade, em pedra toá (típica da Chapada) a Casa nasceu com a missão de proporcionar encontros que valorizem a sociobiodiversidade, possibilitando a troca de saberes e fazeres no centro do cerrado goiano. Localizada na Vila de São Jorge, antiga vila de garimpeiros na entrada do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, se tornou símbolo de valorização cultural, resistência e diversidade.
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