ARQUEOLOGIA

Iphan abre consulta pública para modernizar normas de pesquisa arqueológica no Brasil

Portaria que orienta trabalhos arqueológicos há 37 anos será atualizada com participação da sociedade

Publicado em 28/11/2025 15:00Modificado há um ano
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Marcos Issa_Escaneamento de estruturas remanescentes de fornos de olaria_São Paulo (1).jpg
Foto: Marcos Issa

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), por meio do Centro Nacional de Arqueologia (CNA), comunica que está aberta a consulta pública para atualizar as regras que orientam as pesquisas arqueológicas no Brasil. A Portaria SPHAN nº 07, de 1988, está em vigor há mais de três décadas e precisa ser modernizada para acompanhar as mudanças na área. A sociedade pode enviar suas contribuições até o dia 30 de dezembro. 

Participe e contribua para o aprimoramento da política de preservação do patrimônio arqueológico brasileiro clicando aqui!

Arqueólogos, pesquisadores, gestores públicos, estudantes e cidadãos interessados na preservação do patrimônio cultural brasileiro podem colaborar para o aprimoramento das normas.

Por que atualizar agora?

Desde 1988, muita coisa mudou na arqueologia brasileira. Novas leis foram criadas, a tecnologia avançou e as práticas de preservação do patrimônio evoluíram. A portaria atual não reflete mais essa realidade.

Nos últimos anos, importantes marcos legais redefiniram a proteção arqueológica no Brasil:

  • 2018: Regulamentação da profissão de arqueólogo (Lei nº 13.653)

  • 2018: Criação da Política de Patrimônio Cultural Material do IPHAN (Portaria nº 375)

  • 2019: Novos procedimentos para identificação de sítios arqueológicos (Portaria nº 316)

  • 2015: Diretrizes para licenciamento ambiental (Instrução Normativa nº 001, em revisão)

  • 2025: Regras para instituições que guardam e pesquisam bens arqueológicos (Portaria nº 271)

A atualização da portaria é fundamental para:

  • Garantir segurança jurídica aos profissionais e instituições

  • Alinhar as normas às leis atuais

  • Melhorar a eficiência administrativa

  • Incorporar práticas modernas de gestão arqueológica

  • Refletir as discussões contemporâneas do campo da arqueologia

Vale lembrar que, desde a Constituição de 1988, os sítios arqueológicos são reconhecidos como bens da União, reforçando a importância de sua proteção.

Mais informações
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