Uso emergencial: como acontece a decisão

Anvisa decide no próximo domingo (17/1) sobre pedidos de uso emergencial da Fiocruz e Butantan. A decisão passa a valer a partir da ciência oficial do interessado.

Publicado em 13/01/2021 18:57Modificado em 01/11/2022 15:17
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Acompanhe ao vivo a reunião pela EBC e pelos canais digitais da Anvisa (os links serão divulgados oportunamente).

As vacinas autorizadas temporariamente para uso emergencial para a prevenção da Covid-19 serão destinadas preferencialmente ao uso em programas de saúde pública pelo Ministério da Saúde, em caráter experimental. O uso emergencial é considerado um uso ainda experimental e por isso tem valor temporário, até que a vacina receba o registro definitivo no país.

Como se trata de uma autorização excepcional, a norma definiu que a Diretoria Colegiada da Anvisa tomará a decisão final sobre a autorização. Essa decisão será baseada nos pareceres das áreas técnicas da Agência envolvidas na avaliação dos pedidos de uso emergencial.

A situação é diferente dos casos ordinários de registro de medicamentos e vacinas. Nesses casos, a decisão sobre o pedido de registro é feita pela própria área técnica.

Após a decisão de cada caso, a Anvisa publicará no seu portal os parâmetros aprovados para cada vacina. Esta publicação trará as informações dos pareceres técnicos elaborados pelas equipes técnicas da Agência e também os dados que os laboratórios apresentaram para a Anvisa.

Ponto a ponto sobre o processo

  • O nome completo do processo é autorização temporária de uso emergencial, em caráter experimental.

  • A avaliação é feita por três áreas distintas da Anvisa, que são as áreas responsáveis pelo registro de medicamentos, pela certificação de Boas Práticas de Fabricação e pela farmacovigilância de medicamentos, que é o monitoramento do produto no mercado.

  • Cada uma dessas áreas produz um parecer contendo os dados técnicos apresentados à Anvisa na solicitação de autorização de uso emergencial. Esses pareceres são enviados para decisão dos diretores.

  • Ao todo, as equipes envolvidas nas análises somam 50 pessoas. A Agência tem um comitê interno que reúne as áreas envolvidas.

  • O processo é totalmente eletrônico e as equipes podem trabalhar de forma simultânea com os dados.

  • A decisão cabe à Diretoria Colegiada porque se trata de um uso experimental e com estudo ainda em andamento, conforme estabelecido pela RDC 444, de 10 de dezembro de 2020.

  • A Agência publicará no portal o extrato da deliberação da Dicol. A decisão passa a valer a partir da ciência oficial do interessado.

  • Também será publicado no portal da Agência um relatório com as bases técnicas da avaliação sobre a autorização temporária de uso emergencial, em caráter experimental, de cada vacina contra a Covid-19.

  • É a primeira vez que uma reunião pública da Diretoria Colegiada da Anvisa acontece num domingo.

  • A expectativa de duração da reunião é de cinco horas.

  • A reunião será transmitida pela EBC e pelos canais digitais da Anvisa

  • Não haverá acompanhamento presencial.

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Saúde e Vigilância Sanitária
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