Empliciti (elotuzumabe): nova indicação
|
Nome do produto |
|
|
Empresa |
BRISTOL-MYERS SQUIBB FARMACÊUTICA LTDA |
|
Categoria |
Inclusão de Nova Indicação Terapêutica
|
|
Indicação |
Nova indicação aprovada: EMPLICITI (elotuzumabe) é indicado em combinação com pomalidomida e dexametasona, para o tratamento de pacientes adultos com mieloma múltiplo recidivado e refratário que receberam pelo menos duas terapias anteriores, incluindo lenalidomida e um inibidor de proteassoma, e demonstraram progressão da doença na última terapia.
O produto já era aprovado para o tratamento de pacientes com mieloma múltiplo que receberam de uma a três terapias prévias, em combinação com lenalidomida e dexametasona. |
| Publicação no DOU | 02/05/2022 |
|
Mais informações |
O Mieloma Múltiplo permanece uma doença incurável, com a maioria dos tratamentos incluindo uma terapia de base de imunomoduladores ou inibidores de proteassoma (IP) com dexametasona. O tratamento de pacientes recidivados e refratários a essas duas classes de terapia é desafiador. No Brasil, considerando o cenário de produtos biológicos, já há duas terapias aprovadas, o daratumumabe em monoterapia para primeira linha e o isatuximabe em combinação com Pd após recidiva ou falha do tratamento (mesma indicação ora aprovada para Empliciti). Nesse contexto, elotuzumabe entraria como mais uma opção de tratamento dos pacientes com MMRR. A base dessa aprovação é um estudo fase 2, CA204125, que avaliou a eficácia e a segurança do elotuzumabe em combinação com pomalidomida/dexametasona (E-Pd) versus pomalidomida/dexametasona (Pd) em indivíduos com mieloma múltiplo recidivado e refratário (MMRR). Além disso, um novo regime de dosagem de elotuzumabe foi proposto e investigado neste estudo. Nos dois primeiros ciclos, o elotuzumabe foi administrado como 10 mg/kg uma vez por semana por via intravenosa, mas a partir do 3º ciclo, elotuzumabe foi administrado como 20 mg/kg IV (Dia 1) de cada ciclo, ou seja, a cada 4 semanas. O desfecho primário do estudo foi a sobrevida livre de progressão (PFS), cujo resultado foi estatisticamente significativo em favor de E-Pd em comparação a Pd (HR 0,54, IC 0,34-0,86, p=0,0078), com ganho na PFS mediana de 5,6 meses a favor de E-Pd (PFS mediana 10,25 vs 4,67 meses, respectivamente). Os resultados foram consistentes com diversas análises de sensibilidade realizadas e também com uma análise post-hoc realizada de acordo com um comitê independente cego. Em relação aos desfechos secundários, observou-se consistência em termos de taxa de resposta objetiva (ORR) segundo o investigador (53,3% vs 26,3% com E-Pd e Pd, respectivamente, com VGPR ou melhor: 20% vs 8,8%, respectivamente). Os dados finais de sobrevida global (OS) também demonstraram o benefício do tratamento com E-Pd: a OS mediana foi de 29,80 meses no grupo E-Pd vs 17,41 meses no grupo Pd, com uma razão de risco (HR) de 0,59 (intervalo de confiança [IC] de 80%: 0,44 - 0,79; valor p = 0,0217), representando uma redução de 41% no risco de morte com E-Pd em comparação a Pd. O perfil de segurança do tratamento com E-Pd foi comparável ao de Pd, apesar do reduzido número de indivíduos avaliados, tendo sido incluído em texto de bula “leucopenia” como reação adversa comum. Em conclusão, a eficácia clínica e estatisticamente significativa e a segurança e a tolerabilidade observadas no estudo CA204125 demonstram que E-Pd é uma opção de tratamento para pacientes com MMRR que receberam pelo menos 2 terapias anteriores, incluindo lenalidomida e um IP, suportando a inclusão da nova indicação no texto de bula de Empliciti A análise da nova indicação foi realizada de forma otimizada, de acordo com a OS nº 45/2018, com base na análise realizada pela EMA e nos dados adicionais apresentados à Anvisa. |