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SEMANA DA MULHER
MIDR participa de debate sobre justiça climática sensível ao gênero durante a CSW70 em Nova York
Justiça climática com perspectiva de gênero marca debates do terceiro dia da CSW70 (Foto: Divulgação/MIDR)
Brasília (DF) – A promoção de uma justiça climática sensível ao gênero e liderada por jovens marcou os debates do terceiro dia da 70ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher (CSW70), realizada na sede das Nações Unidas, em Nova York, com participação do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR). O encontro integra o maior fórum global dedicado à promoção da igualdade de gênero e ao empoderamento de mulheres e meninas. Representando o MIDR, a chefe de gabinete Marilene Nascimento destacou a importância de integrar a perspectiva de gênero nas políticas climáticas e nas estratégias de redução de riscos e desastres.
Segundo ela, os efeitos da crise climática atingem de forma desproporcional mulheres e meninas, especialmente aquelas que já enfrentam desigualdades estruturais, como mulheres negras, indígenas e rurais. “Quando falamos de justiça climática sensível ao gênero, queremos trazer à tona que mulheres, especialmente negras, indígenas e rurais, são as mais afetadas pela crise ambiental. Isso intensifica desigualdades que já existem e reforça a necessidade de políticas públicas que considerem essas especificidades”, afirmou.
Durante o encontro, também foi destacado o papel das mulheres e dos jovens na construção de soluções para enfrentar os impactos das mudanças climáticas nos territórios. Para a representante do MIDR, reconhecer esse protagonismo é fundamental para fortalecer estratégias de adaptação e resiliência. “No Brasil, nós reconhecemos a importância dessa agenda por meio da Estratégia Mulheres e Clima, implementada no ano passado com horizonte até 2035. A iniciativa representa um marco nacional ao integrar a perspectiva de gênero no planejamento das ações climáticas e nas políticas de redução de riscos e desastres”, explicou.
Responsável por políticas voltadas à gestão de riscos e desastres e ao desenvolvimento regional, o MIDR também contribui para ampliar o debate internacional sobre os impactos sociais das mudanças climáticas. “Nós, do Ministério da Integração, que atuamos diretamente com a pauta de riscos e desastres, não poderíamos ficar alheios a discussões como essa. A vulnerabilidade das mulheres e meninas em situações de desastre é desproporcional. Elas enfrentam maiores riscos de insegurança alimentar, perda de moradia e sobrecarga nas atividades de cuidado”, ressaltou.
Marilene também enfatizou que mulheres não devem ser vistas apenas como vítimas das crises climáticas, mas como protagonistas das transformações necessárias para enfrentar esses desafios. “É importante reforçar que mulheres não são apenas vítimas. Elas são agentes de transformação e resistência e, muitas vezes, são as primeiras a liderar estratégias de adaptação e resposta nos territórios”, destacou.
CSW70
Considerada o principal fórum intergovernamental do mundo dedicado exclusivamente à promoção da igualdade de gênero, a Comissão sobre a Situação da Mulher reúne representantes de governos, organizações internacionais, especialistas e membros da sociedade civil para debater avanços, desafios e estratégias globais voltadas à garantia dos direitos das mulheres.
Em 2026, a comissão realiza sua 70ª sessão com o tema “Direitos. Justiça. Ação. Para todas as mulheres e meninas”, alinhado às discussões do Dia Internacional da Mulher. A agenda desta edição prioriza o fortalecimento do acesso à justiça e a eliminação de barreiras legais que ainda limitam os direitos de mulheres e meninas em diferentes partes do mundo.
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