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SEMANA DA MULHER
Violência contra mulheres na esfera pública é destaque no segundo dia de evento da ONU
Evento reúne governos e organismos internacionais para discutir políticas de enfrentamento à violência de gênero (Foto: Divulgação/MIDR)
Brasília (DF) – O enfrentamento à violência contra as mulheres na esfera pública foi um dos temas de destaque do segundo dia da 70ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher (CSW70). O encontro, que ocorre entre os dias 9 e 19 de março na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York (EUA), conta com a participação do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).
Representando o MIDR, a chefe de gabinete Marilene Nascimento destacou o compromisso do governo brasileiro com a promoção de políticas públicas voltadas à proteção e ao fortalecimento dos direitos das mulheres. “O governo do Brasil, ao lançar um pacto nacional que reúne as três esferas de poder para enfrentar o feminicídio, demonstra o compromisso com políticas públicas que garantam direitos e ampliem a participação das mulheres nos espaços de poder. Precisamos também eliminar todas as formas de violência dentro do serviço público”, afirmou.Além do debate sobre o fim da violência contra as mulheres na esfera pública, o segundo dia da CSW70 também inclui discussões sobre feminicídio e os caminhos para combatê-lo por meio da transformação cultural e social, acesso à justiça para mulheres sobreviventes de violência como instrumento de promoção de direitos e de desenvolvimento inclusivo, além do tema Justiça Climática e Igualdade de Gênero, que aborda os impactos das mudanças climáticas sobre mulheres e meninas indígenas e a promoção da justiça para mulheres agricultoras, em celebração ao Ano Internacional da Mulher Agricultora de 2026.
Ao longo do segundo dia de atividades, representantes de diferentes países compartilharam experiências e iniciativas voltadas ao enfrentamento da violência de gênero em instituições públicas, além de estratégias para ampliar a participação feminina em posições de liderança e de tomada de decisão. As discussões também abordaram a importância da cooperação entre governos, organismos internacionais e sociedade civil para fortalecer políticas de prevenção, ampliar redes de proteção e garantir ambientes institucionais mais seguros e igualitários para as mulheres.
Para o MIDR, a participação no encontro contribui para ampliar o diálogo internacional sobre políticas públicas voltadas à redução das desigualdades e ao fortalecimento da atuação das mulheres no desenvolvimento regional, especialmente em áreas que enfrentam maiores desafios sociais e econômicos.
Participação brasileira
No primeiro dia do evento, foi registrado um momento inédito na história da comissão. Pela primeira vez, as conclusões acordadas da conferência foram aprovadas por votação entre os Estados-membros, e não por consenso. O placar foi de 37 votos favoráveis, um contrário e seis abstenções, aprovando o documento final da sessão.
A votação histórica foi acompanhada pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes, pela primeira-dama Janja Lula da Silva, parlamentares e demais integrantes da comitiva brasileira que representa o país na conferência.
Segundo a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, o Brasil atuou em articulação com países da América Latina para defender um texto comprometido com a promoção e a proteção dos direitos das mulheres. “No primeiro dia tivemos também um momento especial. Pela primeira vez houve uma votação das conclusões da CSW. O Brasil, articulado com vários países da América Latina, ajudou a consensuar e a unificar essas conclusões que tratam da defesa dos direitos das mulheres”, afirmou.
Ela ressaltou que o resultado fortalece o compromisso internacional com a garantia de direitos. “Queremos cada vez mais democracia, participação e que as mulheres possam viver bem, com todos os seus direitos garantidos”, destacou Márcia Lopes, que lidera a comitiva brasileira em Nova York.
A programação da CSW70 segue ao longo da semana com painéis temáticos, reuniões entre delegações e eventos paralelos voltados à construção de compromissos e ações concretas para a promoção da igualdade de gênero em escala global.
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