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Mesmo em ano atípico, EGLO tem balanço positivo das ações na gestão do legado olímpico
Velódromo, Arenas Cariocas 1 e 2 e Centro Olímpico de Tênis: instalações no Parque Olímpico da Barra sob gestão do EGLO. Fotos: Gabriel Heusi/rededoesporte.gov.br
Entre as missões do Escritório de Governança do Legado Olímpico (EGLO), desde a criação em dezembro de 2019, está a de incentivar a prática de atividades esportivas nas quatro instalações que gerencia dentro do Parque Olímpico da Barra, no Rio de Janeiro: Arenas Cariocas 1 e 2, Centro Olímpico de Tênis e Velódromo. Em um ano de pandemia e calendários suspensos, a tarefa se tornou um grande desafio. Mesmo assim, o órgão responsável pela gestão do legado dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 promoveu seis eventos, de outubro para cá, e trabalhou com foco na redução de custos.
Após a realização de um estudo de diagnóstico, envolvendo o custeio, o patrimônio e a área de pessoal, foi possível racionalizar custos e reduzi-los sensivelmente, sem perder a eficiência"
Luiz Carlos das Neves, diretor-geral do EGLO
Enquanto a extinta Autoridade de Governança do Legado Olímpico (AGLO) teve um custo de R$ 43,3 milhões em 2018 e de R$ 24,4 milhões em 2019, com 95 integrantes no quadro funcional, o EGLO reduziu os gastos para R$ 16 milhões em 2020 e baixou o número de contratos de 16 para oito, com redução também nos valores.
Atualmente com o quadro de cinco servidores em atividade, estão sendo elaboradas a atualização do plano de legado e os planos de manutenção e de utilização do legado. A equipe ainda trabalhou na realização de eventos como o Sul-Americano e o Grand Slam de Jiu-Jitsu, o Mundial de Futebol de Areia Raiz e a etapa final do Brasileirão Adulto de Beach Soccer, entre outros (confira aqui o calendário completo).
Tudo isso em meio às restrições impostas pela pandemia de Covid-19. "Após a realização de um estudo de diagnóstico, envolvendo o custeio, o patrimônio e a área de pessoal, foi possível racionalizar custos e reduzi-los sensivelmente, sem perder a eficiência", conta o diretor-geral, Luiz Carlos das Neves.
Gestão otimizada
Dentro do objetivo de reduzir os gastos e de utilizar corretamente o dinheiro público, uma das iniciativas do EGLO neste ano foi a de buscar uma cobrança justa da energia elétrica. "Hoje não temos um medidor em cada arena, então não temos medição precisa", explica. Ainda assim, a economia de energia foi de mais de R$ 1,2 milhão em 2020 em relação ao ano passado.
O escritório tem trabalhado ainda na diminuição do valor por metro quadrado para a utilização do Parque Olímpico, para atrair um maior número de eventos para o local, e procurado hotéis para firmar parcerias, além de cuidar da manutenção das arenas.
O EGLO também busca participar do Programa de Eficiência Energética (PEE), executado anualmente de acordo com a Lei nº 9.991/2000, que dispõe sobre a realização de investimentos em pesquisa e desenvolvimento e em eficiência energética por parte das empresas concessionárias, permissionárias e autorizadas do setor de energia elétrica. A iniciativa determina às concessionárias ou permissionárias de distribuição de energia elétrica aplicar, anualmente, um percentual de sua receita operacional líquida anual no desenvolvimento de programas para o incremento da eficiência energética, por meio da instalação de placas solares.
Protocolos sanitários
Além do cuidado com as contas, foram priorizados os protocolos em relação à Covid-19. "Todos os eventos foram realizados sob forte protocolo sanitário. A gente exigiu dos proponentes toda a parte de legalização porque as autoridades públicas de saúde do Rio cobravam esses protocolos e fiscalizavam se estavam sendo cumpridos ou não", explica Maurício Pelegrineti, coordenador-geral de eventos do Parque.
Mesmo com os desafios da pandemia, a motivação é a de movimentar o legado olímpico. "A gente tem a intenção de fomentar o esporte e trazer vida ao Parque Olímpico. Ele foi criado para inspirar e para receber competições esportivas, então a gente precisa dar essa finalidade a ele, ele precisa receber eventos, fomentar o esporte, criar situações para que tenha vida habitualmente", aponta Luiz Carlos das Neves.
Para isso, o trabalho tem sido voltado também para a criação de parcerias. No mês passado, o órgão promoveu uma reunião com confederações, entidades esportivas e universidades federais e estaduais do Rio de Janeiro para a criação de um conselho e de um modelo de gestão coletivo. A ideia é abrigar centros de treinamento das modalidades e, também, retomar o desenvolvimento de projetos sociais nas instalações.
"Estamos nos aproximando dessas entidades para a proposição de um modelo de gestão sustentável e reforçar a importância do Parque Olímpico da Barra da Tijuca para a sociedade e toda a América Latina, por meio de grandes eventos desportivos. O EGLO é um instrumento de política pública. A gente precisa trazer a população para o Parque, fomentar o esporte para diminuir, no futuro, os custos com saúde e segurança", defende o diretor-geral. "A gente tem o dever, como Estado, de fomentar essas práticas, e o Parque Olímpico é um dos melhores instrumentos para isso", acrescenta.
Em 2021, o Parque Olímpico também será sede da retomada dos Jogos Escolares Brasileiros (JEB's), com mais de sete mil atletas de 12 a 14 anos, na disputa de 17 modalidades. O ano tem ainda na programação eventos como o Rock in Rio e o Game Fest, entre outros.
O EGLO
O Escritório de Governança do Legado Olímpico é vinculado à Secretaria Executiva do Ministério da Cidadania e foi criado por meio do Decreto nº 10.154, de 4 de dezembro de 2019. Em 30 de junho de 2020, a atuação foi prorrogada por meio do Decreto nº 10.408. Para elaborar o plano de utilização das instalações, a entidade tem a prerrogativa de estabelecer parcerias com a iniciativa privada e de incentivar atividades de caráter social e de alto rendimento.
Diretoria de Comunicação - Ministério da Cidadania