Notícias
Integração
Inteligência artificial e ciência de dados podem ajudar a mapear a pobreza e a fome no Brasil
Foto: André Oliveira/MDS
Utilizar a ciência de dados e a inteligência artificial para decisões de impacto positivo em larga escala na assistência social. Com esse tema, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) apresentou para a equipe técnica e internacional do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) uma empresa mexicana que desenvolve soluções para ajudar na implementação de políticas públicas mais precisas e eficientes.
“A empresa oferece ferramentas que usam inteligência artificial e análise de dados para apoiar a formulação de políticas públicas na área específica de desenvolvimento social, segmentando o público e visualizando os resultados antes de sua implementação”, explica o assessor internacional do MDS, Renato Godinho.
Segundo Godinho, foram apresentadas tecnologias que simulam resultados de programas sociais sobre a pobreza em diferentes níveis. “Elas podem mostrar, por exemplo, como os valores pagos por programas como Bolsa Família e BPC melhoram a renda familiar e impactam na economia, além dos custos para o governo”, complementa.
Diretor e fundador da startup mexicana Prosperia, Alejandro Noriega explica que o Brasil tem condições muito parecidas com outros países da América Latina que já se utilizam dessas ferramentas, e com bons resultados. “Essas ferramentas focam não só no desenho para as políticas públicas, mas também para a infraestrutura social”, pontua.
“Uma das ferramentas mapeia com extrema precisão geográfica, e com ajuda de imagens de satélites, áreas urbanas e rurais de extrema pobreza, recomendando aos assistentes sociais de campo uma busca ativa de potenciais beneficiários dos programas sociais”, conta Noriega.
Já o sistema de georreferenciamento automaticamente infere o grau de renda de cada vizinhança. São dados que podem ser cruzados, por exemplo, com os do Cadastro Único, para sinalizar a expansão da rede de assistência social em áreas com pouca cobertura de equipamentos e infraestrutura.
Para a especialista líder em saúde no BID no Brasil, Márcia Rocha, o banco está apoiando o governo na oferta de ferramentas científicas e com aplicações práticas e viáveis. “Essas ferramentas são inovações tecnológicas que apoiam a tomada de decisão do gestor público em grande escala, simulando cenários e apresentando custos e benefícios das futuras decisões”, afirma.
A chefe de gabinete da Secretaria Nacional de Cuidados e Família do MDS, Luciana Lacerda, acredita que as soluções apresentadas podem contribuir para encontrar as pessoas que mais precisam dos programas sociais, mas que não estão inscritas no Cadastro Único. “A ideia de cruzamento de dados que o ministério já possui com a identificação de dados georreferenciados é fundamental para a localização das famílias em situação de vulnerabilidade”, finalizou.
Assessoria de Comunicação - MDS