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Segurança Alimentar
Comunidade quilombola recebe nova tecnologia de produção integrada de alimentos, ideal para pequenos espaços
Os agricultores do Quilombo Mimbó, em Amarante (PI), às margens do Rio Parnaíba, receberam um reforço para a produção de alimentos. O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) destinou dez unidades do chamado sisteminha. Trata-se de uma solução tecnológica de produção integrada de alimentos, ideal para pequenos espaços.
A presidente da Associação das Mulheres do Quilombo Mimbó, Martha Paixão, comemorou as entregas do MDS na comunidade. “Esse projeto de produção veio para melhorar a vida das mulheres, a vida da comunidade, veio para transformar mesmo, principalmente das mulheres que são mãe solo”, destacou.
A instalação dos sisteminhas tem como objetivo promover a segurança alimentar e nutricional, possibilitando também a geração de renda por meio da comercialização do excedente da produção. No Quilombo Mimbó, as unidades já começaram a ser implantadas de forma associada. A primeira unidade de produção coletiva terá atuação direta de aproximadamente 30 mulheres quilombolas.
Entre as produtoras rurais associadas, está Orisnete Paixão. Para ela, será uma nova oportunidade para aumentar a renda. A agricultora já faz parte do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), por meio do qual ampliou a renda em casa. Ela vende parte da produção para o Governo do Brasil, que destina os alimentos para a rede socioassistencial de Amarante.
Segundo ela, a chegada do programa na comunidade ajudou a transformar a vida de muitas famílias quilombolas. “Eu forneço macaxeira, feijão, abóbora, laranja quando está na época, essas coisas. Trabalhar para a gente mesmo, plantar, vender, né? É muito bom, muito importante. Foi um desenvolvimento da nossa comunidade”, ponderou Orisnete.
Do campo para a cozinha
Em Teresina, a cerca de 160 quilômetros do Quilombo Mimbó, Patricia Maria é voluntária na Cozinha Solidária Casa Santa Dulce dos Pobres. O equipamento recebe alimentos do PAA, via Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), mensalmente.
Todos os dias, Patrícia desperta antes do sol nascer para ter tempo de cuidar da casa e de chegar a tempo de organizar a rotina na cozinha solidária.
“A gente tem 156 famílias cadastradas com seus dependentes. Pode variar entre cinco, seis... chega a ter até oito pessoas em cada família. É muita gente. Eu fico na cozinha e ajudando com as fichas, organizando a distribuição”, contou Patrícia.
A Casa Santa Dulce dos Pobres está habilitada pelo Programa Cozinha Solidária do MDS. O recurso repassado pelo programa possibilitou a equipagem do local. Foram adquiridos mesas, cadeiras, utensílios, freezer e gás. A Cáritas Arquidiocesana de Teresina é a entidade gestora da cozinha, coordenado pelo frei Luciano Brasil.
“Só temos a agradecer pelo trabalho desenvolvido, por permitirem que esse recurso chegue, mas, para muito além do recurso, nos ajudar a crescer. Não é só preparar alimentos, é se colocar em condições de preparar esses alimentos, entregar com qualidade, com higiene, e envolver o voluntariado, onde a própria moradora, o próprio morador, é protagonista nessa ação”, afirmou o frei.
O Piauí tem 30 cozinhas habilitadas no Programa Cozinha Solidária. São 12 cozinhas do estado que recebem recursos financeiros do MDS, incluindo a Casa Santa Dulce dos Pobres.
Assessoria de Comunicação - MDS