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Brasil reforça importância de aliança contra a fome em Cúpula Global de Segurança Alimentar
Rodger Voohries, VP da Fundação Bill Gates; Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento, Assistência Social, Família e Combate à Fome; Amina Mohammed, vice-secretária geral da ONU; Tedros Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. Foto: MDS/Divulgação
O Brasil reforçou a importância de uma aliança para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU de erradicação da pobreza e da fome durante a Cúpula Global de Segurança Alimentar, realizada nesta segunda-feira (20.11), em Londres. O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome representou o país nas sessões sobre prevenção de crises de fome e de encerramento do evento.
O titular do MDS, Wellington Dias, destacou que as mudanças climáticas, a pandemia de covid-19, guerras e retrocessos políticos têm dificultado a consecução dessas metas. “Nos últimos anos, vivemos um importante retrocesso que comprometeu políticas e programas sociais estabelecidos, extinguiu canais de participação social na formulação de políticas públicas e debilitou sistemas e rede de proteção, desvirtuando seus propósitos e colocando-os a serviço de fins eleitoreiros, que chegou a colocar em risco a própria democracia brasileira”.
Quando tínhamos uma boa gama de programas interligados e com participação e controle social, logramos vencer a fome. Quando esses programas foram desvirtuados, eliminados, ou deteriorados, a fome voltou”
Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento Social
O Brasil, que em 2014 saiu do mapa da fome da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), voltou a conviver com o problema nos últimos anos. No período de 2020 a 2022, 4,7% da população não tinha acesso a uma quantidade mínima de alimentos. “O presidente Lula precisou assumir de novo o compromisso de acabar com a fome no país, um compromisso que iremos cumprir com resultados positivos até o final deste governo”, projetou o ministro.
“Quando tínhamos uma boa gama de programas interligados e com participação e controle social, logramos vencer a fome. Quando esses programas foram desvirtuados, eliminados, ou deteriorados, a fome voltou”, completou Wellington Dias. O ministro apresentou a proposta do governo brasileiro por uma Aliança Global pela erradicação da fome e da pobreza, a partir da presidência do país no G20, grupo que reúne as maiores economias do planeta, em 1º de dezembro.
O objetivo não é criar um novo foro internacional nem restringir a participação aos países do G20 no pacto pela erradicação da fome. “A Aliança será um mecanismo para angariar recursos financeiros e conhecimento onde são mais abundantes e canalizá-los para onde são mais necessários, apoiando a implementação e a ampliação de políticas e programas de nível nacional, incluindo as quatro áreas destacadas pela Cúpula Global de hoje”, explicou Wellington Dias.
A “Cúpula Global de Segurança Alimentar: Rumo à Fome Zero e ao Fim da Má-Nutrição” teve suas discussões em torno de quatro pilares, considerados essenciais para a segurança alimentar e nutricional:
Redução das mortes evitáveis de crianças: Esta vertente visa combater a desnutrição infantil, destacando-a como uma ameaça evitável à vida e ao potencial das crianças.
Ciência e Tecnologia para o Avanço na Segurança Alimentar: Reconhece o potencial da inovação agrícola para impulsionar o crescimento no Sul Global, reduzir os preços dos alimentos e promover dietas mais saudáveis.
Prevenção de crises de fome: Enfatiza a importância de antecipar e mitigar as crises previsíveis que impactam a segurança alimentar, considerando que apenas 1% do financiamento humanitário global é alocado antes desses eventos.
Construção de um sistema alimentar sustentável e resistente ao clima: Destaca a necessidade crucial da agricultura sustentável para garantir a segurança alimentar, dietas saudáveis e a sustentabilidade dos meios de subsistência e rendimentos nacionais.
A cúpula de Londres foi organizada pelo Reino Unido, em parceria com a Somália e os Emirados Árabes Unidos e, também, patrocinada pela Children's Investment Fund Foundation e pela Bill & Melinda Gates Foundation.
Assessoria de Comunicação - MDS