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DEFESA CIVIL ALERTA
Nova tecnologia aumenta segurança da população na região Norte
Waldez Góes destaca que o Defesa Civil Alerta amplia a proteção da população da região Norte (Foto: Divulgação/MIDR)
Brasília (DF) – Com o início da operacionalização do Defesa Civil Alerta na região Norte, o que muda a partir de agora? Como a população em área de risco estará mais protegida? Na prática, após o envio de alertas de demonstração da nova tecnologia no sábado (20), a ferramenta se tornará o principal e o mais efetivo dos dispositivos de comunicação da Defesa Civil Nacional em casos de desastres de grande perigo.
O sistema intensificará a segurança das pessoas porque envia mensagens de texto e avisos sonoros para os celulares em áreas de risco iminente, sem necessidade de cadastro prévio. Os alertas aparecem de forma destacada na tela e podem soar mesmo nos aparelhos em modo silencioso. Qualquer cidadão, independentemente do DDD, que esteja no município com previsão de desastre, poderá receber o Defesa Civil Alerta.
“A ferramenta foi criada para que o aviso chegue antes do perigo. Nosso compromisso é salvar vidas, garantindo que a população receba alertas em tempo hábil para agir com segurança”, afirma o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes.
O Defesa Civil Alerta utiliza a rede de telefonia celular e a abrangência depende da cobertura de telefonia móvel, ou seja, se o DDD do seu celular for de outro estado, mas você estiver na região em risco, receberá o alerta. A compatibilidade dos dispositivos leva em conta as redes 4G ou 5G. Se o seu celular estiver conectado a uma rede WI-FI, mas conta com dispositivo para rede 4G ou 5G, receberá o alerta.
De acordo com o ministro, “o Brasil fica entre os cinco ou seis países do mundo com um dos maiores sistemas de alerta precoce em relação à proteção à vida das pessoas e ao patrimônio”. Waldez destaca ainda o cenário das mudanças climáticas e a necessidade de medidas mais eficazes por parte dos países. “Nos últimos anos, os eventos climáticos foram mais desafiadores, eles têm sido cada vez mais frequentes e intensos. Isso tem gerado desafios maiores para a política pública”, observa.
O Defesa Civil Alerta já está em operação no Sul, Sudeste e Nordeste. Ainda neste mês, a tecnologia também ficará disponível no Centro-Oeste. “No ano passado, começamos a disponibilizar a ferramenta para os estados do Sul e Sudeste. Neste ano, no primeiro semestre, o próprio presidente Lula fez a entrega do sistema para todos os estados do Nordeste. De lá para cá, treinamos e capacitamos todos os estados do Centro-Oeste e da Amazônia. Agora, vamos concluir o projeto. Do Amapá ao Rio Grande do Sul, teremos 100% do Brasil com o sistema de alerta precoce disponível para a sociedade brasileira. Isso é transformador”, conclui.
Tipos de alerta: extremo e severo
A Defesa Civil Nacional emite dois tipos de alerta, o severo e o extremo. O alerta severo indica a necessidade de ações preventivas, como em casos de chuvas fortes com riscos de deslizamentos ou alagamentos, por exemplo, e o celular emite um som de "beep", sem interromper o modo silencioso. A tela ficará bloqueada até que o usuário decida fechá-la. Para receber o alerta severo é preciso acessar as configurações do celular. No caso do sistema operacional Android, basta acessar Configurações, Segurança e Emergência, e Alerta de Emergência Sem Fio. No caso do sistema iOS, basta acessar Notificações e habilitar as opções de alerta.
O alerta extremo é o nível mais alto e serve para situações de risco grave para a vida e a propriedade. Nesse caso, o celular emitirá um sinal sonoro que se mantém ativo mesmo com o aparelho em modo silencioso. A tela do celular será congelada e só poderá ser liberada pelo usuário ao fechar a notificação. Nesse caso, os celulares possuem a configuração ativada, sendo impossível desativá-la.
Confira os municípios que receberão alertas de demonstração neste sábado (20):
Amapá: Santana, Macapá, Laranjal do Jari e Tartarugalzinho;
Amazonas: Manaus, Manacapuru, Novo Airão e Iranduba;
Acre: Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Brasiléia e Jordão;
Pará: Belém, Parauapebas, Paragominas e Tucuruí;
Roraima: Boa Vista, Amajari, Bonfim e São João da Baliza;
Tocantins: Palmas, Araguaína, Gurupi e Talismã;
Rondônia: Porto Velho, Ji Paraná, Ariquemes e Vilhena.
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