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SEGURANÇA HÍDRICA
Canal de Integração do Semiárido Piauiense avança com apresentação de estudo de viabilidade
Estudo aponta caminhos para reforçar a segurança hídrica no Semiárido piauiense (Foto: Divulgação/MIDR)
Brasília (DF) – O reforço da segurança hídrica no Semiárido piauiense avança com a apresentação do primeiro produto do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica, Ambiental e Social (EVTEAS) do Canal de Integração do Semiárido Piauiense. Nos dias 25 e 26 de fevereiro, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) cumpre agenda institucional no estado para detalhar os resultados preliminares do estudo.
A iniciativa prevê a transposição de águas do Rio São Francisco para reforçar a segurança hídrica e ampliar o potencial de irrigação em áreas do estado. A apresentação preliminar do estudo ocorrerá no dia 25, na Assembleia Legislativa do Piauí, em Teresina. No dia 26, a agenda será realizada em São Raimundo Nonato, município do Semiárido, onde haverá reunião técnica e visitas a pontos estratégicos da área prevista para o projeto.
A expectativa é que a iniciativa beneficie diretamente 42 municípios piauienses e, de forma indireta, outros 89 nas regiões semiáridas do estado, com potencial de atendimento a cerca de um milhão de pessoas. O custo estimado para a elaboração do EVTEAS foi de R$ 8,5 milhões, com recursos previstos no orçamento da Secretaria Nacional de Segurança Hídrica (SNSH) do MIDR. O estudo é considerado etapa essencial para avaliar a viabilidade técnica, ambiental, social e econômica do empreendimento, que demandará investimentos expressivos para futuras etapas.
Projeto estruturante para o Semiárido
O Canal de Integração do Semiárido Piauiense é um empreendimento de grande porte que abrange 24 municípios piauienses, situados nas bacias dos rios Canindé e Piauí — áreas entre as mais afetadas pela escassez hídrica no estado. A iniciativa também contempla dois municípios baianos: Sento Sé e Remanso.
O EVTEAS, atualmente em elaboração, analisa a viabilidade técnica, os impactos ambientais e sociais e a sustentabilidade econômica do empreendimento. Esta etapa é considerada fundamental para subsidiar decisões futuras quanto à captação de recursos e à eventual execução das obras, que demandarão investimentos significativos.
Com a validação do projeto a partir do EVTEAS, a iniciativa poderá se consolidar como um instrumento estratégico para fortalecer a segurança hídrica, ampliar a produção agrícola irrigada e impulsionar o desenvolvimento socioeconômico no Semiárido piauiense. “O canal é uma iniciativa estruturante que pode transformar a realidade hídrica do estado, garantindo maior oferta de água para consumo humano, produção e desenvolvimento regional. O estudo em andamento permitirá avaliar, com rigor técnico, a melhor alternativa para viabilizar esse projeto”, destacou o diretor do Departamento de Projetos Estratégicos do MIDR, Bruno Cravo.
Título de cidadania piauiense
A agenda contará com a presença do secretário nacional de Segurança Hídrica do MIDR, Giuseppe Vieira, e do diretor Bruno Cravo Alves. Ambos participam das apresentações técnicas e do diálogo com autoridades locais e representantes da sociedade civil. Durante a programação na Assembleia Legislativa, os dois dirigentes devem receber o título de cidadania piauiense, em reconhecimento à atuação institucional voltada ao fortalecimento da segurança hídrica no estado.
Em São Raimundo Nonato, o encontro terá coordenação do deputado estadual Francisco José Alves da Silva, conhecido como Fran Zé Silva, um dos defensores da retomada do projeto. A agenda inclui reuniões técnicas e visitas a áreas relacionadas ao traçado preliminar do canal.
Próximos passos
A proposta em estudo para o Piauí dialoga com essa infraestrutura já existente ao avaliar a possibilidade de ampliar os benefícios do projeto para o Semiárido piauiense por meio da conexão com o reservatório de Sobradinho, na Bahia.
A divulgação dos resultados preliminares do EVTEAS representa uma etapa decisiva para o avanço da iniciativa. Caso a viabilidade seja confirmada, o estudo servirá de base técnica para a busca de recursos e para a consolidação de uma política estruturante voltada à segurança hídrica e ao desenvolvimento regional no estado.