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TÓQUIO 2021
Vôlei feminino e Beatriz Ferreira levam a prata, e Brasil encerra campanha recorde nos Jogos Olímpicos de Tóquio com 21 medalhas
Foto: Rodolfo Vilela/rededoesporte.gov.br
Os Jogos Olímpicos de Tóquio chegaram ao fim. Com a realização da cerimônia de encerramento na manhã deste domingo (08.08), no horário de Brasília, o Brasil conclui a campanha mais vitoriosa que já teve na história do evento. Foram 21 medalhas, sendo sete de ouro, seis de prata e oito de bronze, o suficiente para dar ao país a 12ª colocação no quadro geral de medalhas. As últimas conquistas vieram durante a madrugada, com as pratas no vôlei feminino e no boxe, com Beatriz Ferreira.
A seleção feminina de vôlei foi a única do Brasil na modalidade, somando as quadras e as areias, a chegar à final olímpica. Diante da equipe norte-americana, no entanto, não foi possível manter a invencibilidade mostrada ao longo de todo o torneio. O elenco comandado por José Roberto Guimarães foi superado por 3 sets a 0 (25/21, 25/20 e 25/14), em 1h22min de jogo. O bronze ficou com a Sérvia, que venceu a Coreia do Sul.
No boxe, a campeã mundial Beatriz Ferreira foi em busca do ouro, mas acabou derrotada pela irlandesa Kellie Anne Harrington por 5 x 0, em decisão unânime dos juízes. Ainda assim, essa foi a melhor campanha da história de uma mulher no boxe olímpico brasileiro. Antes dela, Adriana Araújo havia conquistado o bronze em Londres 2012. Em Tóquio, o Brasil conseguiu também a melhor participação na história do boxe olímpico, somando o ouro de Hebert Conceição e o bronze de Abner Teixeira.
O último dia de provas no Japão contou ainda com a participação brasileira na tradicional maratona. Paulo Roberto de Almeida Paula cruzou a linha de chegada 69º lugar. Daniel Chaves e Daniel Nascimento não completaram o percurso de 42km. O vencedor foi o queniano Eliud Kipchoge, que chegou ao bicampeonato depois de vencer também no Rio.
Nação Bolsa Atleta
Dos 21 pódios conquistados pelo Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio, 19 (90,45%) contaram com a presença do Bolsa Atleta, programa de patrocínio individual do Governo Federal Brasileiro. A conexão entre os medalhistas e os repasses federais só não esteve presente no ouro do bicampeonato olímpico do futebol, porque o masculino não integra o Bolsa Atleta, e na prata de Rayssa Leal no skate street, porque a jovem de 13 anos ainda não tem idade suficiente para integrar o programa, que é de 14 anos.
Ao todo, são seis ouros, cinco pratas e oito bronzes com a presença de atletas contemplados pelo programa executado pela Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania. A campanha seria suficiente para transformar a “Nação Bolsa Atleta” na 15ª no quadro de medalhas, à frente de todos os países da América Latina (com exceção do Brasil) e de países como Coreia do Sul, Noruega, Suécia, Bélgica e Jamaica (país com grande tradição nas provas de velocidade do atletismo).
Segundo um levantamento da área técnica do Ministério da Cidadania, no ciclo entre os Jogos Rio 2016 e Tóquio 2021, o grupo de medalhistas das modalidades individuais e em dupla, responsável por 19 das 21 medalhas, recebeu R$ 8,3 milhões de forma direta, via Bolsa Atleta. Quando se leva em conta a relação histórica dos esportistas com o programa, desde 2005, o montante investido sobe para R$ 12,7 milhões.
Diretoria de Comunicação - Ministério da Cidadania