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TÓQUIO 2021
Secretário Especial do Esporte e secretário de Alto Rendimento desembarcam em Tóquio para acompanhar atletas do Brasil nos Jogos Olímpicos
O embaixador do Brasil no Japão, Eduardo Saboia, Marcelo Magalhães, André Alves e Bruno Souza, na chegada a Tóquio. Foto: rededoesporte.com.br
Três dias depois da partida do ministro da Cidadania, João Roma, que representou o Governo Federal Brasileiro na abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio e em agendas bilaterais relativas ao esporte e outros temas, o secretário Especial do Esporte do Ministério da Cidadania, Marcelo Magalhães desembarcou na capital japonesa para acompanhar de perto os atletas do país nas Olimpíadas.
Marcelo chegou no fim da tarde desta quinta-feira (29.07) em Tóquio, acompanhado do secretário nacional de Esporte de Alto Rendimento da pasta, Bruno Souza, ex-atleta olímpico de handebol, e do secretário-adjunto da Secretaria Especial de Esporte, André Alves. Os três permanecem no Japão até o fim dos Jogos Olímpicos, em 8 de agosto.
“O Governo Federal Brasileiro é o maior apoiador do esporte olímpico e paralímpico do Brasil”, afirmou Marcelo Magalhães. “Anualmente, o Governo investe R$ 745 milhões nos atletas do alto rendimento por meio da Bolsa Atleta e Bolsa Pódio, da Lei de Incentivo ao Esporte e da Lei das Loterias. Assim, é importante estarmos aqui para acompanhar os atletas nesta que é a maior competição do mundo, prestigiá-los e mostrar que o Governo do Brasil enxerga o esporte como algo fundamental para nossa sociedade. Trata-se de um caminho que tem muito a ensinar a nossas crianças e jovens e que, como bem sabem todos os atletas que estão aqui, pode abrir portas para uma nova vida”.
Medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos do Rio 2007 e de Santo Domingo 2013, prata nos Pan de Winnipeg 1999, Bruno Souza disputou as Olimpíadas nas edições de Atenas 2004 e Pequim 2008 e foi ainda da Seleção de handebol nos mundiais de 1997, 1999, 2001 e 2003, tendo sido eleito o terceiro melhor jogador do mundo em 2003 pela Federação Internacional de Handebol (IHF).
“Voltar a fazer parte dos Jogos Olímpicos, agora como representante do Governo Federal, é mais um momento especial para mim e uma honra”, resumiu Bruno. “Como jogador, sempre me empenhei em quadra e fora dela para defender bem o Brasil nas Olimpíadas e nos demais torneios internacionais. Agora, como secretário de Alto Rendimento, trabalho para aprimorar os programas federais, de modo que os atletas tenham sempre as melhores condições de treinar, de se preparar para as competições e de honrar as cores do Brasil nas Olimpíadas, nas Paralimpíadas e em todos os locais onde eles se apresentam no mundo”, destacou.
“Estamos muito felizes com tudo o que o Brasil tem feito até agora. O país inteiro se orgulha muito de todos os nossos atletas e estamos aqui para apoiá-los de perto. Temos 80% dos atletas da delegação integrantes do Bolsa Atleta ou Bolsa Pódio. É um programa importantíssimo e vamos seguir trabalhando para torná-lo ainda mais eficiente”, continuou Bruno Souza.
“Desde que chegamos à Secretaria Especial do Esporte que já sabíamos que as Olimpíadas e as Paralimpíadas de Tóquio eram a prioridade deste ciclo para nosso esporte de alto rendimento”, explica o secretário adjunto André Alves. “Assim, trabalhamos para manter o pagamento do Bolsa Atleta em meio a todo cenário difícil da pandemia e tenho certeza de que esse apoio foi muito importante na caminhada da maior parte dos atletas que estão aqui”, continuou André.
Investimentos
O Brasil desembarcou em Tóquio com uma delegação recorde, com o maior número de vagas já registradas numa edição de Jogos Olímpicos fora do território nacional. Até então, a marca pertencia à edição de Pequim, em 2008, com 277 vagas. Na capital japonesa 302 integram o time nacional, em 35 modalidades.
Trata-se de uma delegação que disputa os Jogos amparadas por um investimento sólido do Governo Federal Brasileiro. O aporte anual no esporte supera os R$ 745 milhões. Nesse valor está abrigado o tripé que hoje representa a maior fonte de recursos específicos do alto rendimento, formado pela Lei das Loterias, o Bolsa Atleta e a Lei de Incentivo ao Esporte.
Só em 2020, a Lei das Loterias repassou ao Comitê Olímpico do Brasil (COB) R$ 292,5 milhões, recurso destinado em boa parte às diversas confederações filiadas ao COB. Outros R$ 163,1 milhões foram repassados ao Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e mais R$ 82 milhões ao Comitê Brasileiro de Clubes (CBC).
Para 2021, o Bolsa Atleta, um dos maiores programas de patrocínio direto a atletas do mundo, conta com orçamento de R$ 145 milhões, o que permitiu a divulgação de uma lista inédita de contemplados: 7.197 beneficiados. Outros 274 atletas têm o suporte da Bolsa Pódio, categoria mais alta do Bolsa Atleta, destinada aos esportistas mais bem posicionados no ranking mundial e com mais chances de medalhas olímpicas.
A força do programa da Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania nos Jogos Olímpicos de Tóquio é indiscutível. Dos 302 qualificados para Tóquio, 242 (80%) são integrantes do Bolsa Atleta. Se o futebol masculino, que não faz parte do programa, for excluído da conta, o percentual sobe para 86,7%. Em 19 das 35 modalidades com presença brasileira, 100% dos atletas são bolsistas.
Além disso, apenas neste ciclo olímpico, entre 2016 e 2021, a Lei de Incentivo ao Esporte do Ministério da Cidadania teve 699 projetos voltados ao alto rendimento aprovados para captação de recursos. O valor captado no período superou os R$ 640 milhões.
Paralelamente, o Programa de Alto Rendimento das Forças Armadas investe cerca de R$ 38 milhões anuais em 540 atletas, que contam com os direitos da carreira militar e respaldo adicional para a preparação esportiva. Dos 540, 91 estão classificados para os Jogos Olímpicos, em 21 modalidades: 44 pertencem a Marinha do Brasil, 26 ao Exército Brasileiro e 21 à Força Aérea Brasileira.
Esse abrangente colchão ajuda a garantir estabilidade e condições para que os atletas possam focar as energias nos treinos, viagens e índices necessários para representar o Brasil da melhor forma. “É fundamental. Em países que têm esse apoio, o rendimento e os resultados são outros. Nós, atletas, dependemos de uma estrutura de todos os níveis, desde os que estão começando até os atletas de elite como nós, aqui nas Olimpíadas. Temos que estar sempre junta da comissão técnica, com os treinadores, preparadores físicos, fisioterapeutas, e isso demanda muito recurso”, afirmou o tenista Marcelo Melo.
“A gente sabe que provavelmente não chegaria onde chegamos sem apoio e sem o governo podendo ajudar. Quem me segue sabe o tanto que eu tenho orgulho de falar que sou brasileiro, de representar a bandeira da melhor forma possível, por vários motivos. Pelos brasileiros, pelo apoio do Bolsa Atleta e os incentivos que a gente recebe”, completou o campeão de duplas em Roland Garros em 2015 e em Wimbledon em 2017, e número 1 do ranking mundial de duplas em 2015, atual número 18 do mundo.
Diretoria de Comunicação - Ministério da Cidadania