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Tóquio 2020/21
Secretaria Especial do Esporte participa de webinário da Embaixada do Japão sobre os Jogos Olímpicos de Tóquio
Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio foram o tema de um webinário promovido pela Embaixada do Japão no Brasil e pela Associação Brasiliense de Ex-Bolsistas Brasil-Japão (Abraex) na noite desta segunda-feira (08.03). Em meio ao adiamento motivado pela pandemia de Covid-19, os organizadores da competição detalharam alguns dos protocolos sanitários adotados e ressaltaram que o encontro entre os países será um marco de esperança para a população.
Este será um ano de desafios com a pandemia. Os atletas terão que se doar ao máximo e se superar para poder participar desse grande evento"
André Alves, secretário especial adjunto do Esporte do Ministério da Cidadania
O secretário especial adjunto do Esporte do Ministério da Cidadania, André Alves, e o secretário nacional de Alto Rendimento, Bruno Souza, representaram o Governo Federal no evento. "Este será um ano de desafios com a pandemia. Os atletas terão que se doar ao máximo e se superar para poder participar desse grande evento", avaliou André Alves no início da transmissão.
"Com certeza não será uma Olimpíada fácil. O Bolsa Atleta é um programa forte da Secretaria, o maior programa de incentivo direto ao atleta do mundo, e 90% dos brasileiros que estarão em Tóquio têm esse benefício", destacou Bruno Souza, ex-atleta de handebol e que disputou as edições olímpicas de Atenas 2004 e Pequim 2008. Desde a criação em 2005, o Bolsa Atleta já concedeu 69,5 mil bolsas para 27 mil atletas, em um investimento total de R$ 1,2 bilhão.
O embaixador do Japão no Brasil, Akira Yamada, lembrou que os dois países já assinaram acordos de cooperação esportiva e que a experiência brasileira na organização dos Jogos Rio 2016 serviu de referência para os japoneses. "Depois do adiamento de um ano, finalmente os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio serão realizados, sendo herdados do Rio de Janeiro", comentou. "Desejo que os Jogos de Tóquio sejam maravilhosos e permaneçam em nossos corações", acrescentou.
Adaptações
Diante do inédito adiamento dos Jogos em um ano, e dos riscos de contaminação ainda presentes pela pandemia de Covid-19, a organização do evento precisou estudar uma série de adaptações para realizar a competição de forma segura. "A prioridade realmente é oferecer segurança na preparação do ambiente, minimizar gastos adicionais gerados pelo adiamento e fazer com que seja uma Olimpíada mais simples", explicou o diretor do Comitê Olímpico Japonês (COJ), Hidemasa Nakamura.
Pensamos, por exemplo, em otimizar o tamanho das delegações e em cancelar as cerimônias de recepção dos atletas na Vila. Focamos em manter apenas a essência, em manter o esporte"
Hidemasa Nakamura, diretor do Comitê Olímpico Japonês
"Pensamos, por exemplo, em otimizar o tamanho das delegações e em cancelar as cerimônias de recepção dos atletas na Vila. Focamos em manter apenas a essência, em manter o esporte. E aí vários cancelamentos tiveram que acontecer. Assim, conseguimos ter uma significativa redução de, aproximadamente, 30 bilhões de ienes", contou, destacando outras medidas adotadas para proteger atletas e a população local da disseminação do vírus.
"Antes de partirem para o Japão, os atletas precisarão ser testados e, quando chegarem, farão novos testes. Durante as Olimpíadas, será feito um acompanhamento da saúde desses atletas para que seja possível controlar a situação. A regra básica é que esses atletas não poderão sair da Vila. Não poderão fazer turismo ou sair para comemorar. Realmente será restrito", lamentou. Todas as regras estarão descritas em um código de conduta elaborado pela organização.
Em uma conversa ao vivo com Nakamura, o diretor geral do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Rogério Sampaio, aproveitou para perguntar se será possível a presença de público estrangeiro. "Gostaríamos, sim, que pessoas do mundo inteiro pudessem visitar o Japão, que não fosse restrito apenas ao povo japonês. Temos o desejo forte de que os brasileiros venham e prestigiem o evento com sua alegria", iniciou Nakamura.
"Contudo, existem restrições sanitárias dos órgãos de saúde de Tóquio e do Japão. Neste momento não podemos ter uma definição. A previsão é que ainda este mês o governo japonês se posicione claramente sobre as condições sanitárias e de segurança frente à pandemia", completou. Segundo ele, dos 43 locais de competição, 40% são estruturas ao ar livre.
Sampaio perguntou ainda sobre os planos japoneses para a cerimônia de abertura. Sem estragar a surpresa, Nakamura adiantou: "Pretendemos fazer uma recepção e acolhida tipicamente japonesas, e claro que temos que ter em mente a pandemia e as medidas de segurança, mas queremos entregar a certeza de que vamos vencer e superar isso. Queremos passar isso para o mundo. E queremos passar a sensação de esperança e expectativa frente a essa pandemia".
O diretor geral do COB também destacou o legado que os Jogos Rio 2016 deixaram ao Brasil. "A cidade do Rio de Janeiro se transformou, a mobilidade urbana aumentou consideravelmente. Diversas leis foram desenvolvidas para que o esporte tivesse mais incentivo, nos âmbitos municipal, estadual e federal", analisou Rogério Sampaio. "Temos hoje um grande número de instalações esportivas de qualidade que facilitam o treinamento dos atletas brasileiros. Também tivemos profissionais formados em diversas áreas para atender os atletas. Isso tem feito com que os resultados dos atletas brasileiros tenham melhorado nos últimos anos", afirmou.
Expectativa
O presidente do COB, Paulo Wanderley, também enviou uma mensagem durante o webinário para comentar a participação do Brasil no Japão. "Seguimos trabalhando intensamente para oferecer as melhores condições possíveis de preparação aos atletas. Tenho certeza de que eles representarão o Brasil com excelência nos Jogos Olímpicos. Disponibilizaremos à delegação brasileira nove bases espalhadas pelo Japão, onde terão toda a estrutura para a preparação e aclimatação", explicou.
Já o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Mizael Conrado, ressaltou que o evento será um momento especial para todos os países. "Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos materializam o poder do esporte em transformar a sociedade, em unir os povos e em criar resiliência na população. Os Jogos de Tóquio serão ainda mais especiais. Passamos pelo momento mais desafiador da nossa geração e os Jogos certamente se constituirão em uma grande alavanca para contribuir com a recuperação econômica e social do nosso planeta."
Sob o tema "Unidos pela Emoção", os Jogos terão ainda a maior igualdade de gênero da história da competição, com quase 49% das vagas destinadas a atletas mulheres. Para a ministra dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, Tamayo Marukawa, serão dias de renovação da esperança. "Os Jogos de Tóquio deverão ser onde encontraremos a luz da esperança na luta contra a pandemia. Agora estamos preparando planos para implementar os Jogos com segurança e protegidos, levando em consideração os cuidados e as medidas contra a Covid-19", afirmou.
Diretoria de Comunicação - Ministério da Cidadania