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Esporte Educacional
Projeto da campeã olímpica Jackie Silva, Atletas Inteligentes recebe mais de R$ 1 milhão do Governo Federal
Foto: Arquivo pessoal/Divulgação
Levar o esporte a jovens da Baixada Fluminense, de diferentes faixas etárias e classes sociais, é a proposta do projeto Atletas Inteligentes, encabeçado por Jackie Silva. Campeã olímpica do vôlei de praia na edição de Atlanta 1996, ao lado de Sandra Pires, a ex-atleta vai estruturar aulas gratuitas da modalidade que a consagrou, tanto na quadra quanto na praia, em três núcleos: Duque de Caxias, Seropédica e Nova Iguaçu. Ao todo, serão cerca de 420 beneficiados.
O esporte é uma das principais ferramentas para promover a transformação social, especialmente entre os jovens. Quando aliado à educação, esse potencial é ainda maior. Um projeto como o Atletas Inteligentes, que leva o nome de uma campeã olímpica, pode trazer grandes benefícios para os municípios do Rio de Janeiro"
Fabíola Molina, secretária nacional de Esporte, Educação, Lazer e Inclusão Social do Ministério da Cidadania
Para isso, o projeto recebeu o apoio do Ministério da Cidadania, por meio da Secretaria Nacional de Esporte, Educação, Lazer e Inclusão Social (Snelis), em um repasse de quase R$ 1,17 milhão, com vigência de 24 meses. "O esporte é uma das principais ferramentas para promover a transformação social, especialmente entre os jovens. Quando aliado à educação, esse potencial é ainda maior. Um projeto como o Atletas Inteligentes, que leva o nome de uma campeã olímpica, pode trazer grandes benefícios para os municípios do Rio de Janeiro", afirma a secretária da Snelis, Fabíola Molina.
Esta não será a primeira vez que o projeto atenderá jovens da Baixada Fluminense. Em Duque de Caxias desde 2008, e viabilizado pela Lei de Incentivo ao Esporte, o Atletas Inteligentes chegou a ser premiado pela Unesco. "Eu construí esse projeto com o vôlei de praia, e o que chamou a atenção da Unesco foi misturar crianças e jovens de classes sociais diferentes. Foi maravilhoso", relembra Jackie. "Misturei jogadores da Zona Sul, que é uma área nobre do Rio de Janeiro, e busquei crianças do Vidigal, da Rocinha", completa.
Dali a iniciativa migrou para o ambiente acadêmico, a princípio no CIEP Brizolão 340, e, com o novo recurso do Governo Federal, chegará também a Nova Iguaçu e a Seropédica, neste último caso com o apoio também da Universidade Federal Rural. "O Atletas Inteligentes é um projeto que desenvolve o vôlei dentro da escola, um esporte democrático, em que consigo misturar meninos e meninas na mesma aula", aponta Jackie.
"Quando fui para Caxias, a escola só tinha futebol, só tinha uma bola de futebol. As meninas não jogavam, só os meninos. Quando entrou o voleibol, várias meninas começaram a jogar. É um esporte muito democrático", defende. "Eu me interesso por esse universo da escola. O projeto auxilia realmente a educação, eu tenho uma relação com a direção para que a escola usufrua do esporte como forma de crescimento", acrescenta a ex-jogadora, que também foi escolhida como embaixadora dos Jogos Escolares Brasileiros (JEB's), que serão realizados entre 29 de outubro e 5 de novembro, no Rio de Janeiro, após um hiato de 17 anos.
Revelando talentos
Apesar de não ser focado em competição ou em promover o alto rendimento entre os alunos, o Atletas Inteligentes também já marcou a vida de outro atleta olímpico: o carioca Evandro que, ao lado de Pedro Solberg, chegou às oitavas de final no Rio 2016 e já tem vaga confirmada para Tóquio com o atual parceiro Bruno Schmidt.
"É um esporte educacional. Não estamos ali com a intenção de que seja alto rendimento, mas onde tem criança e jovem você vai encontrar atletas exemplares. Dos Atletas Inteligentes, por exemplo, saiu o Evandro, que jogou nas Olimpíadas do Rio de Janeiro e vai a Tóquio. Não era um projeto de alto rendimento, mas dali saiu um atleta olímpico. O que falta nessa garotada é oportunidade", acredita Jackie.
As aulas seguem uma metodologia própria que, segundo o projeto, estimula a criatividade e a liberdade de cada aluno. Há ensinamentos práticos e teóricos, desenvolvidos de acordo com um programa de exercícios progressivos para a assimilação das técnicas de execução dos fundamentos básicos. Em cada núcleo, dois professores e dois estagiários serão responsáveis por trabalhar os conceitos das modalidades, consolidando ainda nos alunos princípios como ética, disciplina, integração e trabalho em equipe.
"Não é algo que só leva meu nome. Eu vou, organizo, a gente trabalha com os professores diariamente para que eles sigam a metodologia. Agora, com esse recurso, terei a oportunidade de implantar o projeto em três colégios", comemora Jackie Silva.
Diretoria de Comunicação - Ministério da Cidadania