Notícias
Atletismo Paralímpico
O legado de Yohansson Nascimento na consolidação do Brasil na mais veloz das categorias do atletismo paralímpico
Em janeiro de 2005, quando optou por deixar passar o primeiro dos dois ônibus da Linha Valeiros- Pontal UFAL que chegaram ao mesmo tempo a um dos pontos do Bairro de Ponta Grossa, em Maceió (AL), a treinadora Walquiria Campelo não fazia ideia de que aquela decisão abriria portas para seis medalhas paralímpicas, 11 em mundiais e nove em Jogos Parapan-Americanos ( veja infográfico ) num intervalo de 15 anos. Um legado edificado pelo alagoano Yohansson Nascimento com a companhia ininterrupta, entre 2011 e 2020, do Bolsa Atleta, da Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania, num investimento federal de R$ 1,18 milhão.
Fico honrado de ter certeza de que há continuidade na categoria T-46, assim como ocorreu entre eu e o Delfino. São 20 anos de uma hegemonia enorme que certamente não vai parar em Tóquio”
Yohansson Nascimento
Mais do que a contabilidade, a trajetória de Yohansson construiu uma ponte entre três gerações de excelência na Categoria T-46 do atletismo paralímpico mundial, voltada para atletas com deficiência nos membros superiores (braços). Uma trajetória de sotaque 100% nordestino, expressa em três medalhas paralímpicas entre Sydney (2000) e Atenas (2004) com o piauiense Antônio Delfino, que teve sequência com o alagoano Yohansson em 2008 e 2012 e que sinalizou, em 2016, a passagem de bastão para o paraibano Petrúcio Ferreira, atualmente o atleta mais rápido do mundo em provas do programa paralímpico.
Mesmo tendo registrado no Mundial de 2019, em Dubai, o melhor tempo de sua carreira nos 100m (10s69), e com índice encaminhado para Tóquio 2021, Yohansson optou por oficializar de fato a aposentadoria a partir do resultado das eleições do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), em novembro de 2020, quando foi eleito vice-presidente. Um dos motivos reside no fato de que, na ocasião em que cravou sua melhor marca nos 100m, Yohansson celebrou um bronze num pódio 100% nacional, em que os dois primeiros degraus tiveram Petrúcio Ferreira, com 10s44, e Washington Júnior, com 10s58. Daí veio a certeza de que há um legado consolidado na categoria.
“Desde quando venci os 100m num Mundial pela primeira vez, em 2011, na Nova Zelândia, eu já me preparava porque sabia que em algum momento chegaria algum atleta para superar minhas marcas. Bom demais que sejam brasileiros, como o Petrúcio e o Washington, porque aí é um representado pelo outro. Tudo Brasil. Fico honrado de ter certeza de que há continuidade, assim como ocorreu entre eu e o Delfino. São 20 anos de uma hegemonia enorme que certamente não vai parar em Tóquio”, comentou.
“No balanço, tive uma história vitoriosa. Consegui ser campeão correndo desde etapas regionais até as competições máximas. Mas, mesmo com todos os pódios, estava começando a me faltar um algo mais. O esporte me deu tanto, e vejo nele a capacidade de mudar a vida de muitos. Passei a querer retribuir as oportunidades que o movimento paralímpico me deu”, ressaltou.
|
| Pódio 100% brasileiro nos 100m mais rápidos da história dos mundiais, em 2019: Petrúcio (ouro), Yohansson (bronze) e Washignton (prata). Foto: CPB |
Com a decisão de ‘pendurar a sapatilha’, Yohansson troca o cotidiano nas pistas pelo desafio da gestão. O foco em resultados individuais por demandas coletivas. Deixa, também, o conforto financeiro de patrocínios como os da Bolsa Pódio do Governo Federal, além de insumos da Caixa Econômica Federal e do Governo de São Paulo. “Abri mão de um sonho individual por outro coletivo. Até os Jogos de Paris, em 2024, quero ajudar a descobrir talentos, e tenho certeza de que vou ficar ainda mais feliz em ver as alegrias dos outros do que tive com medalhas individuais”.
Tiro o chapéu para esse cara, porque me inspirou e nunca foi adversário. Sempre fomos colegas de seleção, amigos, representando uma só bandeira. Cresci demais porque queria competir como ele, dar o melhor como ele, brigar pela melhor posição”
Petrúcio Ferreira, recordista mundial dos 100m na categoria T-46
Para técnicos, colegas e dirigentes, há a certeza de um legado consolidado em resultados e na transformação da rivalidade em parceria. “Tiro o chapéu para esse cara, porque me inspirou e nunca foi adversário. Sempre fomos colegas de seleção, amigos, representando uma só bandeira. Cresci demais porque queria competir como ele, dar o melhor como ele, brigar pela melhor posição”, comentou Petrúcio Ferreira. “Quando iniciei, o Yohansson era minha referência, pelo currículo de medalhas, pela história pessoal e por ser uma pessoa de grande coração. Eu era o novato e ele estava ali, me orientando, dando dicas”, emendou. “O novo rumo que ele traçou para a vida certamente será brilhante, porque sabe das nossas dificuldades e desafios”.
“O Yohansson sucede a Antônio Delfino, que era um ídolo, e, agora, no fim da carreira, tem o privilégio de passar o bastão para o Petrúcio, atualmente o atleta paralímpico mais rápido do mundo”, comentou Mizael Conrado, presidente reeleito do CPB. “Depois de uma carreira exitosa, ele parte para outro grande desafio. Ele, que começou novo, nas divisões de base paralímpicas, hoje, na gestão esportiva, começa já diante de uma Paralimpíada. Temos certeza de que terá o mesmo empenho e dedicação que teve quando saiu menino de Alagoas para as pistas do mundo”.
Técnico-chefe da equipe de atletismo de velocidade e treinador de Yohansson nos últimos oito anos, Amaury Wagner Veríssimo relata que Yohansson já vinha anunciando um repensar da carreira para depois de Tóquio 2020. O adiamento dos Jogos para 2021 em função da pandemia do novo coronavírus acabou funcionando como um dos vetores que fizeram o atleta reposicionar a sequência. “Ele é um estrategista, um planejador. Uma pessoa com a cabeça muito no lugar, focada em objetivos”, disse.
Para o treinador, a paridade da categoria, com Yohansson e outros dois brasileiros em evidência no cenário internacional, é retrato do desenvolvimento da classe considerada uma das mais fortes do atletismo paralímpico. “Para nossa sorte temos os melhores aqui. E sempre passo isso: você precisa de um adversário senão não existe competição. Quanto melhor ele for, melhor para você. A prova fica mais bonita, emocionante. E todos precisam saber que a vitória é momento. Logo depois que você desce do pódio, já não é mais campeão. Dali já se inicia a história de outra disputa”, disse Amaury.
Velocidade desde o batismo
Quando entrei no ônibus e vi o garoto, não tive dúvidas de que era ele. Cheguei perto e me apresentei. Contei quem eu era, expliquei rapidamente o que era o movimento paralímpico e perguntei se ele praticava esporte"
Walquiria Campelo, treinadora que descobriu Yohansson
A tal ponte simbolizada por Yohansson no início deste texto teve os pilares fundados naquela curta viagem de Walquíria num coletivo rumo à estação do Centro Educacional de Pesquisa Aplicada (CEPA), pela capital alagoana. Lá, ela esbarrou com um adolescente franzino, de 1,68m, que seguia para uma consulta odontológica de rotina. Walquíria era treinadora de uma equipe de atletismo paralímpico. Tinha no horizonte próximo uma competição nacional. O rapaz havia nascido sem as duas mãos e foi batizado numa homenagem do pai dele, Francisco, ao ex-piloto de F-1 Stephan Johansson, um sueco que disputou de forma coadjuvante a categoria mais rápida do automobilismo entre 1980 e 1991.
“Antes mesmo de encontrá-lo eu já tinha escutado falar do Yohansson. Um amigo da seleção alagoana havia me falado de um garoto magro, pequeno, que não tinha as duas mãos. Eu logo me interessei e perguntei onde ele ‘estava escondido’. O colega me indicou só um bairro, Joaquim Leão, e cheguei a fazer uma busca de bicicleta por lá, mas não encontrei”, relata Walquíria, que hoje atua como personal trainer na cidade de Braga, em Portugal.
“Quando entrei no ônibus e vi o garoto, não tive dúvidas de que era ele. Cheguei perto e me apresentei. Contei quem eu era, expliquei rapidamente o que era o movimento paralímpico e perguntei se ele praticava esporte. Ele ficou bem desconfiado com a abordagem e disse que só jogava futebol”, recorda Walquíria.
Entre a abordagem no coletivo e a primeira vez que Yohansson calçou as sapatilhas para correr na pista do Estádio Rei Pelé, houve um intervalo de cerca de 20 dias. Tempo em que a família de Yohansson conheceu melhor o trabalho da técnica e em que uma leve lesão no tornozelo do adolescente cedeu. Um intervalo em que a desconfiança inicial se transformou em oportunidade.
“Eu acho que até hoje, na minha vida, houve três decisões que definiram minha história. E a primeira foi essa. A resposta ao convite da Walquíria mudou minha vida. Era o ano em que eu estava terminando o Ensino Médio. Pensando numa carreira. Podia ter dito não, mas acho mesmo que a vida nos oferece algumas oportunidades. Eu quis conhecer o esporte paralímpico. Nem sonhava em ser um dia o melhor, mas era uma chance que a vida me dava”, relata Yohansson.
Rápida decolagem
Mesmo com um biotipo acentuadamente magro para o imaginário dos velocistas de ponta do cenário esportivo de alto rendimento, Yohansson não demorou a se destacar. Dois meses depois dos primeiros treinos, conquistou um bronze nos 400m na etapa de Recife do Circuito Caixa na Classe T-46, para atletas com deficiência nos membros superiores (braços). Chamou a atenção da comissão técnica da Seleção e foi escalado para a primeira competição internacional, os Jogos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Luanda, Angola. Lá, com atletas de sua idade, Yohansson voltou com medalhas nos 100m, 800m e até no salto em distância.
Com um trabalho voltado para ganhar massa muscular e lapidação da técnica, Yohansson conquistou vaga na seleção principal que foi disputar o Mundial de 2006, na Holanda. A medalha não veio, mas o terreno foi sedimentado para o primeiro grande momento do alagoano no paradesporto. Nos Jogos Parapan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007, ele superou pela primeira vez nas pistas um dos ídolos dele e o pioneiro do domínio brasileiro no cenário mundial na categoria T-46, Antônio Delfino. O piauiense radicado em Brasília tinha no currículo uma prata em Sydney-2008 (400m) e dois ouros (200m e 400m) em Atenas-2004, mas Yohansson saiu da pista do Engenhão com ouros nos 100m, 200m e 400m, com direito a duas vitórias sobre o ídolo.
“Foi um momento marcante para mim. Tenho até hoje um CD gravado dessas provas. Foi a primeira vez que saí no Jornal Nacional. Além das medalhas paralímpicas que já tinha, o Delfino tinha sido ouro no Mundial de 2006. Eu sempre tive com ele uma relação de parceria e amizade porque sempre me ajudou. Foi conselheiro. Eu me espelhava demais, mas foi um choque para muita gente eu vencê-lo pela primeira vez, e fiz isso nos 100m e nos 200m. Um resultado de grande repercussão e que me deixou empolgado para os anos seguintes”, afirmou Yohansson.
|
| O biotipo mais magro e a altura de 1,68m não impediram Yohansson de se tornar o melhor do mundo. Foto: CPB |
Pódios paralímpicos
Em 2008, a estreia de Yohansson em Jogos Paralímpicos foi sem a presença de Delfino, que se lesionou pouco antes da competição. Yohansson também chegou ao megaevento na China com dores nas costas e o receio de não conseguir completar as provas, mas ainda assim saiu das pistas do Ninho do Pássaro com o bronze nos 100m e a prata no revezamento 4 x 100m.
Estava aquela multidão lá e eu só pensava: quero mais que todos. Era meio que um duelo de Davi contra Golias, porque ao meu lado estava um cubano muito bom e alto. Mas o magrinho nordestino venceu. Mostrei meu potencial, minha força e fiz depois o pedido de casamento à minha noiva, Thalita, que muita gente recorda até hoje"
Yohansson Nascimento, sobre o ouro conquistado nos 200m nos Jogos de Londres 2012
O ciclo seguinte, que desencadeou nos Jogos de Londres 2012, marcou o auge de resultados do velocista. Foi a fase, também, em que ele deixou Maceió por melhores oportunidades de treinos. Primeiro, no Rio de Janeiro. Depois, já na reta final para os Jogos Paralímpicos de 2012, em São Caetano do Sul (SP).
“Ele sempre se mostrou uma pessoa centrada nos objetivos que traçava. Saiu de Maceió e foi para o Rio, veio para São Caetano, com tudo bem pensado. Foi um trabalho crescente. Ele é muito focado. Sabe exatamente o que quer e o que pode”, definiu o técnico Amaury Veríssimo.
“Digo sem medo que essa foi a segunda grande decisão na minha vida. Saí de Maceió para um mundo completamente diferente. Deixei a família e minha noiva por um tempo. Fui em busca do ouro que me faltava em Jogos Paralímpicos. Tive uma estrutura melhor de treino. Para um alagoano, o frio de uns oito graus no inverno em São Caetano do Sul parecia o Polo Norte, mas eu ia de bicicleta para o treino feliz da vida. Treinei com atletas olímpicos e houve uma integração ótima. Alguns não sabiam de nossa dedicação, do quanto batalhávamos”, recordou Yohansson.
Na capital britânica, diante de mais de 80 mil pessoas no Estádio Olímpico, Yohansson arrancou para os 200m com toda a “querência” que um atleta pode ter em relação a uma prova. “Estava aquela multidão lá e eu só pensava: quero muito. Quero mais que todos. Fiquei todo arrepiado. Era meio que um duelo de Davi contra Golias, porque ao meu lado estava um cubano muito bom e muito alto. Mas o magrinho nordestino venceu. Mostrei meu potencial, minha força, cruzei a linha de chegada em primeiro e fiz depois o pedido de casamento à minha noiva, Thalita, que muita gente recorda até hoje. Não é só chegar ao pódio. Há sempre toda uma história por trás”, comentou.
|
| Yohansson e Verônica Hipólito: parceria nos treinos e amizade fora das pistas. Foto: CPB |
Influência transcendente
Além de colecionar pódios e conquistas, Yohansson deixa como herança de sua trajetória uma legião de amigos a quem influenciou, com dicas, exemplos, incentivo e parceria. “O legado do Yó é algo que ninguém destrói. É o legado do exemplo. E não é aquele exemplo de chegar todo dia no horário certinho, ser o último a sair e só dar puxão de orelha. Não. Quando tinha de dar bronca, dava. Quando tinha de dar conselho, dava, quando tinha de puxar orelha, puxava”, descreveu a também velocista paralímpica Verônica Hipólito. “Na maior parte do tempo ele só queria se divertir com todos, viver de verdade, não ter medo de saber que tem dia em que está mal. Um cara humano, que fura a dieta de vez em quando para comer uma pizza”, brincou.
O legado do Yó ninguém destrói. É o legado do exemplo. Quando tinha de dar conselho, dava, quando tinha de puxar orelha, puxava, mas que sabe se divertir com todos. Um cara humano, que fura a dieta de vez em quando para comer uma pizza”
Verônica Hipólito, medalhista paralímpica
Verônica, aliás, delega a Yohansson o desfecho positivo de um momento decisivo em sua trajetória. Antes da final dos 200m no Mundial de 2013, na França, a atleta teve um momento de hesitação. Achava que não conseguiria correr. “Na câmara de chamada, eu tremia de medo. Queria desistir. E foi aí que chegou o cara mais mal encarado que já tinha conhecido: Yohansson. Eu nem o conhecia e já não gostava dele. A prova dele, também final dos 200m, seria cinco minutos depois. Ele me perguntou na lata: ‘Tá com medo do quê?’. Veio e me encorajou. Quando estava indo para a pista, ele gritou: “Verônica, se divirta”. Foi após ganhar esse mundial que minha vida - e de toda a minha família – mudou: assinei com patrocinadores, passei a fazer palestras, conheci o mundo, ganhei amigos e aprendi muito”, relatou.
Medalhista de prata no pódio 100% nacional da prova dos 100m no Mundial de 2019, o jovem carioca Washington Júnior, de 23 anos, também registra o papel decisivo do colega de pistas na consolidação de sua carreira. “É um cara que em treino brinca, zoa, conversa, dá dicas. É gratificante ter treinado tanto e ido ao pódio com um cara que ganhou tantas vezes. Aquele pódio foi emocionante para todos e significou muito para a delegação brasileira. Ficou para a história porque foi até hoje os 100m mais rápidos já registrados na categoria”, disse Shitão, como é conhecido pelos amigos.
Outro velocista que exalta a trajetória de Yohansson é Vinicius Rodrigues, que corre na categoria T-42, para atletas com próteses na perna. “O Yó é um cara que é referência para nós desde sempre, não só pelos conselhos, mas pelas resenhas sempre engraçadas, pelo espírito que trazia para o dia a dia. É um cara que sempre teve humildade mesmo com uma carreira gigantesca”, disse Vinicius, que não se esquece das vezes em que viu Yohansson lançando pião, jogando sinuca, dirigindo e comendo com facilidade, mesmo com a ausência das mãos.
“Fora o atleta de excelência dentro do universo do atletismo paralímpico, entre os atletas e dirigentes de outras modalidades todos conhecem o Yó. Isso tem a ver com o fato de ele ser uma pessoa de acesso tranquilo, divertido, que alegra treinos e os ambientes em que está”, completou o treinador Amaury Wagner Veríssimo.
|
| Pista de Atletismo do CT Paralímpico de São Paulo: legado dos Jogos Rio 2016. Foto: Abelardo Mendes Jr/ rededoesporte.gov.br |
Patrocínio e investimentos, os diferenciais
Durante dez anos de sua carreira, Yohansson Nascimento teve o respaldo fixo do Bolsa Atleta, da Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania. Entre 2011 e 2013, o velocista foi integrante da categoria paralímpica do programa. A partir de 2014, passou a integrar a categoria Pódio, criada para incluir os atletas olímpicos e paralímpicos com chances reais de medalhas em megaeventos esportivos.
O investimento total do Governo Federal na carreira do atleta, ao longo desse período, foi de R$ 1,18 milhão. Yohansson já tinha a renovação da Bolsa Pódio aprovada para o ciclo até Tóquio, mas abriu mão do preenchimento do Termo de Adesão quando oficializou a aposentadoria das pistas.
Para nós, do Governo Federal, ele representa o exemplo perfeito do que buscamos com nossos programas. Ele usou os recursos que recebeu para investir em sua carreira e subiu gradualmente até se tornar o melhor do mundo e uma referência para toda uma nova geração"
Marcelo Magalhães, secretário especial do Esporte do Ministério da Cidadania
“Sou eternamente grato ao Governo Federal. O Bolsa Atleta, com todas as suas categorias, da base à Pódio, permite ao atleta sempre almejar conquistas. A carreira de um atleta no alto rendimento depende de boa alimentação, material esportivo, fisioterapeuta, nutricionista, uma base de investimentos para mostrar seu potencial e conseguir treinar. Seria muito difícil sermos uma potência paralímpica sem apoio”, disse Yohansson.
O atleta cita, ainda, o Centro de Treinamento Paralímpico de São Paulo como outro diferencial para o crescimento do movimento paralímpico no país. A estrutura inaugurada em maio de 2016 teve investimento de R$ 187 milhões do Governo Federal e ocupa uma área de 95 mil metros quadrados. Conta com piscina coberta com dimensões olímpicas e arquibancada para mil torcedores, ginásio multiuso usado para goaball, basquete em cadeira de rodas e badminton, campos de futebol de cinco (para deficientes visuais) e de futebol de sete (paralisados cerebrais).
Completam a estrutura quadras de tênis em cadeiras de rodas, espaços para bocha, judô, tênis de mesa, halterofilismo e taekwondo, além de áreas de fisioterapia e regeneração física, além de um alojamento com 86 apartamentos e capacidade para quase 300 hóspedes. O atletismo, praia de Yohansson, tem à disposição uma pista de Certificação 1 da World Athletics (antiga Federação Internacional de Atletismo – IAAF) e arquibancada para mil torcedores. A estrutura conta ainda com pista indoor para aquecimento.
“Eu sempre digo que, depois de 2016, o maior legado tangível que temos é o CT Paralímpico. Se não fosse ele, cada um estaria em sua cidade, sem a infraestrutura que temos lá. É a casa dos maiores Jogos Escolares para pessoas com deficiência do mundo. É uma felicidade enorme saber que não só conquistamos o fato de o esporte paralímpico ser mais conhecido, mas de podermos garantir que, hoje, o Brasil tem um dos cinco melhores CTs do mundo”, avaliou.
“Podemos dizer que o Yohansson é retrato de uma fase importante, de transição, logo após o surgimento do Bolsa Atleta, programa que se tornou um dos maiores vetores de crescimento e desenvolvimento do esporte paralímpico no Brasil”, avaliou Mizael Conrado, presidente do CPB.
“O Yohansson foi um atleta brilhante e deixou uma contribuição muito importante, não apenas em termos de resultados, mas de legado no que se refere a exemplo de vida, de dedicação e de amor ao esporte paralímpico”, pontuou o Secretário Especial do Esporte do Ministério da Cidadania, Marcelo Magalhães.
“Para nós, do Governo Federal, ele representa o exemplo perfeito do que buscamos com nossos programas de incentivo ao esporte, como o Bolsa Atleta. Ele usou os recursos que recebeu para investir em sua carreira e subiu gradualmente até se tornar o melhor do mundo e uma referência para toda uma nova geração. Desejo muito sorte a ele em esse novo desafio e tenho certeza de que, como gestor, ele será tão bem-sucedido como foi representando o Brasil nos maiores torneios do mundo”, completou o secretário.
“Se a primeira decisão importante em minha vida foi aceitar o convite da Walquiria e a segunda foi a mudança para São Paulo, a terceira certamente foi essa da aposentadoria, por todos os fatores que envolveu: por estar em grande forma, por ter o índice, os patrocínios. Mas estou muito, muito convicto de que era o que eu queria”, encerrou Yohansson.
Diretoria de Comunicação – Ministério da Cidadania



