Notícias
TÓQUIO 2021
No penúltimo dia dos Jogos Paralímpicos, Brasil sobe mais 10 vezes ao pódio e confirma melhor campanha da história
Foto: Alê Cabral/CPB
Os Jogos Paralímpicos de Tóquio estão quase no fim, mas o Brasil segue acumulando conquistas. No penúltimo dia de disputas, o país faturou mais 10 medalhas, sendo duas de ouro: com Fernando Rufino, na paracanoagem, e com a seleção brasileira de futebol de cinco, pentacampeã do megaevento, que derrotou a Argentina na decisão. Foram ainda mais quatro pratas e quatro bronzes alcançados neste sábado (04.09) para totalizar 71 medalhas brasileiras no quadro geral da competição, sendo 22 de ouro. É a melhor campanha do país em edições dos Jogos Paralímpicos.
Única equipe a subir ao topo do pódio do futebol de cinco em toda a história da competição, desde a estreia em Atenas 2004, a seleção brasileira derrotou a Argentina por 1 x 0. Nonato definiu a partida com um chute no ângulo esquerdo do goleiro Lencina, aos 13 minutos do segundo tempo. Esse foi o gol de número 54 na história do Brasil em Jogos Paralímpicos, em 27 partidas disputadas, com 21 vitórias, seis empates e nenhuma derrota sofrida. Na campanha de ouro em Tóquio, foram cinco jogos contando com a decisão, com cinco vitórias, 12 gols marcados e nenhum sofrido.
Na paracanoagem, Fernando Rufino conseguiu um ouro inédito para o país ao fechar a disputa dos 200m VL2 (na canoa) com o melhor tempo da história da prova: 53s077. A modalidade teve ainda a prata de Giovane Vieira, que terminou os 200m VL3 masculino com o tempo de 52s148. O ouro ficou com o australiano Curtis McGrath (50s537), e o bronze, com o britânico Stuart Wood (52s760). Caio Ribeiro também participou da prova e ficou em sétimo lugar (53s246).
Já no taekwondo, modalidade estreante no programa dos Jogos Paralímpicos, o Brasil sai do Japão com 100% de aproveitamento. Os três atletas convocados subiram ao pódio: Nathan Torquato foi ouro, Silvana Fernandes foi bronze e, neste sábado, a campeã mundial Débora Menezes faturou a prata na classe K44 (+58kg). Na decisão, a brasileira foi derrotada por Guljonoy Naimova, do Uzbequistão, por 8 a 4.
Outras cinco medalhas vieram do atletismo: pratas para Thomaz Ruan, nos 400m (classe T47), e para Thalita Simplício, nos 200m (T11), e bronzes para Petrúcio Ferreira, nos 400m (T47), Jerusa dos Santos, nos 200m rasos (T11), e Ricardo Gomes de Mendonça, nos 200m rasos (T37).
A modalidade foi marcada ainda pelo protesto da China na prova do arremesso de peso da classe F57, para cadeirantes, que resultou na retirada do ouro do brasileiro Thiago Paulino. Assim, o chinês Guoshan Wu ficou com o ouro (15,00m), o também brasileiro Marco Aurélio Borges terminou com a prata (14,85m), e Thiago, por fim, subiu ao pódio na terceira colocação (14,77m).
O vôlei sentado feminino também subiu ao pódio neste sábado. Repetindo a campanha do Rio 2016, a equipe brasileira superou o Canadá por 3 sets a 1 (25/15, 24/36, 26/24 e 25/14) e levou o bronze. A partida durou 1h57min e teve a goiana Jani Freitas Batista como a maior pontuadora: 18 pontos, sendo 13 de ataque e cinco de bloqueio. No masculino, o Brasil perdeu a disputa pelo bronze para a Bósnia e Herzegovina, por 3 sets a 1 (25/23, 19/25, 18/25 e 11/25), em 1h44min de jogo.
Diretoria de Comunicação - Ministério da Cidadania